Cap.15 interpretando do jeito que quer
— Não sabia que a biblioteca era sua — comentou indiferente, ela apenas ajeitou o cabelo atrás da orelha e voltou ao seu livro o ignorando.
— você parece que está bem melhor agora, não está mais com vergonha — Comentou a deixando confusa.
— Do que está falando?
— De uma garota curiosa que gosta de espiar o que não é da sua conta — Os olhos de Dalila se arregalaram, ela já havia esquecido daquele dia.
— Eu não vi nada! — Balbuciou atropelando as palavras.
— Não? Estou curioso, que pesadelo você teve ontem?
— Pesadelo?
— sim, quando eu te levei para cama
— Você me levou para cama? — escondeu o rosto sem se mexer em cima da mesa.
— Não da forma como eu queria, admito
— O que eu fiz?
— Nada de mais, apenas Sussurrou meu nome no sonho, estava bastante ofegante também, se divertiu senhorita Dalila? — segurou o riso.
— Eu não disse seu nome, eu não fiz isso... — falou envergonhada escondendo o rosto.
— Posse sussurrar agora
— Que infeliz! — Resmungou quando sentiu sua mão em sua cintura a puxar fazendo seus pés tocarem o chão se inclinando sobre seu corpo lhe dando um selinho em suas costas ao encostar seu corpo no dela.
— Se afaste de mim! — Murmurou com cautela escapando do seu toque o empurrando, correu para fora da biblioteca entrando em seu quarto trancando a porta.
— Está se divertindo assediando uma garota? — Perguntou Esmeralda entrando logo depois que Dalila saiu sem nem a perceber.
— Só estava brincando — Disse indiferente.
— Mas pelo que eu vi parece que está bastante interessado nela — Comentou com amargura.
— Óbvio que não, estava apenas me divertindo com a sua reação, ela é muito nova para mim
— Não foi o que pareceu quando você a puxou da mesa encostando seu corpo no traseiro dela — Disse aborrecida.
— Está vendo demais!
— Você não me engana, eu vi muito bem, e ouvi muito bem
— O que você viu?
— Você sabe muito bem, você não encostaria nela se não tivesse interesse, eu vi!
— Não é nada!
— E isso? Não foi ela? — perguntou apontando para sua calças
— Não
— Você não se sente atraído por ela? — perguntou descrente.
— Não, não foi ela, foi você, a v***a casada que eu foodo em todos os lugares nessa casa — Assevera e ela agarrou sua face lhe beijando intensamente e em segundo vittorio a virou contra a mesa lhe deixando na mesma posição que outrora Dalila estava e a possui com toda a intensidade e vontade que queria com seus pensamentos em Dalila enquanto segura seus gemidos tapando sua boca com a mão.
Dalila desceu para a cozinha onde Monalisa estava preparando a janta, se sentou pensativa com o rosto apoiado sobre o punho, a situação com vittorio a estava incomodando a cada dia que passava, e não tinha a mínima ideia do que aquele homem queria.
— Está com fome?
— Não, estou bem, daqui a pouco os gêmeos acorda
— A senhoria agora te dar o trabalho de cuidar dos filhos dela
— Sim, mas não me importo, ao menos eu posso transitar pela casa livremente nesse período, e talvez seja a pior coisa a se fazer
— Por quê?
— Por nada! Eu só nunca sei quando é seguro fazer isso, cada dia parece que estou invadindo a privacidade das pessoas aqui — Comentou desanimada pegando uma maçã na fruteira.
— Essa casa também é sua, não fale como se fosse uma intrusa
— Mas é o que eu sou
— Você vai ficar triste de novo?
— Eu só queria sair... Eu quero tanto sair! Parece uma prisioneira — Resmungava até sua madrasta chegar, enquanto Vittorio havia se enfiado no banheiro de hóspedes para tomar banho e trocar de roupa.
— Talvez se fosse confiável, mas aceitaria o convite do Primeiro que aparecesse
— Talvez fosse mais seguro que essa casa — Sussurrou sem ela ouvir.
— Preciso falar com você em particular — A chamou então a menina imediatamente se levantou e a seguiu. — Agora me diga, como seu pai vai reagir?
— Sobre? — Perguntou indiferente, se jogando na cama com os braços cruzados.
— Sobre o que vem acontecendo com você Vittorio — O corpo inteiro de Dalila palidecendo.
— O que está acontecendo? — perguntou com os olhos fixos no teto.
— Você anda seduzindo um homem debaixo do teto de seu pai — Disse sem exitar.
— Tem certeza? Porque não sou eu que anda tendo caso com ele pelos cantos da casa, se sou eu mesmo que tem seduzido ele, peça ao meu pai, conte-lhe que estou seduzindo ele
— Então eu vou contar a ele que você anda trepando com ele pelos cantos da casa, enquanto joga seus filhos nas minhas costas — Assevera se levantando.
— Ora essa — Murmurou com um sorriso tranquilo. — Parece que já esqueceu qual a sua função nessa casa, não é? Não me ameace sua pirralha insolente
— Você não tem valores nenhum, eu sou tudo que você diz, mas apenas em palavras, porque você é tudo isso com as ações, enquanto traí meu pai, sua v*******a! — Recebeu uma bofetada, seus punhos fecharam com vontade de retribuir.
— Você não pode competir comigo, se dependesse de mim você estaria na rua desde o dia que entrei nesta casa
— Eu estaria muito feliz, não ter que lidar com um bando de mau-caráter seria ótimo! — Gritou irritada "Meu Deus! Por que eu estou tão irritada, essa mulher está me dando nos nervos"
— Só vou te avisar uma vez, fique longe de Vittorio, se eu te ver perto dele de forma suspeita, sua vida vai virar um inferno nessa casa!
— Eu nunca me aproximei dele, não tenho nenhum interesse em fazer isso, me deixe em paz! — A Empurrou, mas a mesma agarrou os braços da garota.
— Você está muito atrevida, o que anda acontecendo com você? Em? Não me diga que ela está te dando coragem, ohh você se entregou a ele Dalila.
— Não fale besteiras, eu nunca me prestaria a esse papel imundo que você se presta, sua porca — Naquele instante a expressão de esmeralda endureceu empurrando Dalila contra a sua cama, ambas se atracaram na cama até esmeralda conseguir subir sobre o corpo da menina e lhe estrangular, mesmo que Dalila se debatesse e tentasse tirar seus braços era difícil competir com aquela mulher.
— Saia de cima dela, esmeralda! — Bradou uma masculina a puxando, enquanto ela grita histericamente tentando se livrar dos braços dele, enquanto Dalila recupera o oxigênio — tranque a porta! — Ordenou assim que tirou esmeralda do quarto, Dalila o obedeceu amedrontada.
— Como se atreve a me interromper — brada após entrarem no escritório.
— E por que estava atacando ela?
— Por que é uma v*******a!
— Não a xingue na minha frente — lhe alertou aborrecido.
— Então é isso que eu estou vendo, não é? Você gosta daquela v********a, não é? — Assevera lhe encarando enraivecida.
— Já disse que não, e não se atreva a xingar ela novamente na minha frente — Pede pausadamente já no seu limite.
— Por quê?
— Você sabe que não gosto que xingue e muito menos ofenda alguém que não tem culpa de nada
— Aquilo que eu vi na biblioteca, vai dizer que não é nada?
— Aquilo foi uma brincadeira, apenas, eu gosto de provocá-la, mas ela é só uma moça pura e ingênua, não é para mim, quem sabe daqui a alguns anos eu não pense em me casar... — Dizia para a provocar, e funcionou já que levou um t**a, esmeralda teve a mesma reação que a sua ex esposa, pânico, mas dessa vez Dalila não estava ali, então ele não se acautelou quando lhe devolveu o t**a a fazendo cair no chão, a mesma começou a chorar se arrastando até o canto da parede enquanto ele segue lentamente em sua direção.