Cap.16
— Me desculpe, por favor? — sussurrou implorando quando ele abaixou próximo a ele apertando seu pescoço com apenas uma mão.
— Posso não resolver isso hoje…
— Eu vou contar pra...— sua voz foi abafada pelo forte aperto quase ficando roxa, ele não estava determinado a soltar, mas sabia que não era o momento.
— Que somos amantes?, você vai contar que trai ele debaixo do seu teto? Me diga?
— eu vou contar-lhe que você corrompeu a filha dele
— uhm... Ela é virgem até onde sei, nunca toquei nela tão intimamente como você pensa, por mais que fosse tão atrativa, além disso, ela não é como você, oferecida sem valor, seria muito difícil ter esse tipo de chance — murmurava para ela se esforçando para a soltar, finalmente conseguiu e em seguida saiu batendo a porta agressivamente, enquanto esmeralda recupera sua alma,com sua revolta crescendo contra Dalila.
Passou-se uma semana até esmeralda se recuperar do ocorrido mentiu ter caído e óbvio que Aurélio acreditou, ainda que estivesse furiosa com Dalila, ela não conseguia se manter longe de vittorio e continuava a persegui-lo, enquanto ele a observava se certificando para eu ela não atacasse Dalila.
— Eu sinto muito, eu não vou fazer mais isso, você vai passar quanto tempo me ignorando — Insistia sentada sobre a cama enquanto o ver se trocar.
— Não estou te ignorando, apenas estou mantendo uma distância dos meus instintos
— Eu sinto sua falta
— Como pode ser tão tola? Eu não quero mais manter nenhum tipo de relação com você
— Então, porque vai se manter nessa casa?
— Você não consegue imaginar? Porque o motivo está agora com seus dois filhos brincando com seus animais de estimação no jardim.
— Apesar de ser atraente como você acha, ela não pode te satisfazer como mulher
— Não me importo, não é como se eu tivesse interesses por s**o eu só quero vê-la
— Você realmente se apaixonou por uma menina — zombou segurando o riso. — e falta tão pouco para ela ir embora
— Do que está falando?
— Ela vai se casar assim que completar 18 anos, Aurélio a vendeu para uma magnata ricaço da cidade, o que acha disso?
— Aquele velho teve coragem de fazer isso com ela?
— Sim
— E ela sabe?
— Óbvio que não, mas já está tão perto, às vezes tenho tanta vontade de contar a ela que vai parar na cama se um velho, ao menos é... Digamos poderoso na cidade — falava divertidamente, enquanto Vittorio continha a vontade de lhe jogar para fora do quarto.
— Eu não conhecia esse seu lado cruel
— Pensei que você amaria esse meu lado, afinal quando se trata de crueldade você está no topo
— Você supera, eu sou c***l com seres podres que nem você, não conseguiria brincar com um inocente
— Ela não é tão inocente se te seduz
— Ela nunca tentou me seduzir
— Não vai me convencer do contrário
— O que seu marido anda fazendo? Para estar tão ausente? A ponto de você ficar me perseguindo em todo lugar que vou?
— Ele está em uma briga com o comprador da garota, afinal ele quer mais um ano com ela, mas eu não sei bem porquê
— Então talvez tenha algum outro assunto envolvido além da venda da garota, se tudo que ele visa é o dinheiro, supostamente a algo mais valioso em jogo se ela for
— Nunca pensei sobre isso, você é realmente brilhante
— Claro que não pensaria, essa sua cabeça só pensa em maldade e lascívia.
— Óbvio, eu odeio essa garota, assim como odiava a mãe dela
— Não vejo motivo para odiar uma garota tão ingênua e boba
— Semana passada ela parecia boba?
— Bom que ela aprenda a te colocar em seu lugar
— Você... — Murmurou o encarando descrente. — Você costumava me amar... — resmungou triste.
— Disse certo, costumava
— O que fiz de tão errado?
— Você esqueceu? Quais eram os planos? E qual foi a sua escolha? Ele foi tão melhor que eu, não é? Você escolheu um fudido, devo pensar que você sempre amou ele, não quero ouvir um eu te amo seu nunca mais, eu tenho muito mais dinheiro que esse velho.
— Você ficou magoado? Você estava casado
— Ele também era casado, a única diferença é que ele é um homem manipulável e assim você conseguiu que ele matasse a mulher e colocasse você no lugar, a mãe daquela boba foi morta por você — sussurrou próximo ao seu rosto de forma severa enquanto mantém seus olhos fixos no dela a fazendo ficar temerosa, ela conhecia aqueles olhos sombrios de quem planejava algo.
— Você não tem provas disso, eu... Eu nunca faria isso... — Balbuciou amedrontada.
— Isso é tão fácil de descobrir, mas não é da minha conta — "Mas não vou permitir que eles façam meu anjo sofrer novamente nem mais um dano psicológico, só preciso começar a convencê-la a ir embora comigo antes que a levem para o tal comprador" pensava enquanto saia do quarto ignorando esmeralda.
Após aquela briga ele havia decidido não incomoda Dalila, mesmo que sentisse vontade de está perto a incomodando só pelo fato de querer a fazer o perceber ao menos para sentir algo, sua indiferença o perturbava, não importa com que fizesse, já que a sua briga com sua madrasta foi sua culpa.
Já era fim de tarde quando Dalila levou os gêmeos até a cozinha, com a ajuda de Monalisa organizou os ingredientes na mesa e queria fazer bolinhos para as crianças.
Trabalhava na cozinha, enquanto as crianças a observava colocar as forminhas no forno ansiosas pelos bolinhos.
Após alguns minutos os bolinhos estavam prontos, Dalila já estava na etapa de decorar quando Esmeralda entrou na cozinha com um sorriso astuto.
— Parece que chegou sua hora de pagar pelas ofensas — disse deixando a menina confusa, enquanto abria um sorriso animado. — Marido! Socorro! — Começou a encenar assustando tanto as crianças quanto os cachorrinhos. — Por favor corre aqui!!!
— O que houve? — perguntou preocupado ao chegar à cozinha correndo.
— Ela! — Fez apontando para Dalila que ainda não entendia o que estava acontecendo. — Essa garota está tentando fazer m*l aos meus bebês! — Acusou indo até às crianças fingindo preocupação derramando falsas lágrimas.
— O que essa pirralha fez agora? — Bradou a encarando de forma severa e odiosa, enquanto Dalila apenas abaixava a cabeça sabendo o que aconteceria.
— Ela colocou algo no bolinho das crianças — Acusou apontando para os dois pratos com um bolinho decorado cada.
— Eu não fiz nada! — Tentou falar enquanto as lágrimas começaram involuntariamente a cair, ela sabia que seu pai só ouvia a essa mulher, parece preso a um feitiço.
— Mais uma vez você tenta mexer nos meus filhos! Está cada dia insustentável te manter nessa casa — Bradou a puxando pelo braço a arrastando para fora da cozinha derrubando os bolinhos no chão.
— Por favor... Eu juro que nunca fiz nada! Porque não me ouve? — choramingava enquanto era puxada pela escada.
— Por quê? Porque você é uma v*******a mentirosa igual a sua mãe! Você é igual aquela mulher sem valor
— Mentira! Você é o único que não presta, você! — Gritava defendendo sua mãe enquanto seu pai a puxava até chegar em seu quarto, por todo o andar de cima podia ouvir os gritos de Dalila pedindo para que ele parasse de a agredir.
— O que está acontecendo? — Perguntou Vittorio no andar de baixo seguindo até Esmeralda que dava risada sentada no sofá.
— Isso é o que vai acontecer com frequência se você continuar se interessando por ela
— Isso é uma ameaça? — Assevera se segurando para não lhe bater.
— Traduza como quiser, não há nada que possa fazer, ele é o pai dela
Vittorio não disse mais nada, apenas subiu para tentar intervir, mas antes que entrasse no quarto Aurélio saiu impaciente voltando a descer, rapidamente atravessando a sala chegando à cozinha procurando os bolinhos.
— Onde estão? — Perguntou impaciente
— O que está procurando?
— Os bolinhos? Onde estão?
— Os cachorros comeram — Respondeu Monalisa apontando para os animais ainda no canto comendo o alimento, Aurélio correu para tomar os bolinhos, preocupado com os cachorros.
— Tenho que levá-los ao veterinário! — Anunciou desesperado saindo com os dois cachorros Para o veterinário, naquele momento esmeralda suou frio, ele descobriria sua mentira.
— Querido! Talvez isso não tenha efeito nos animais, deixe-os aí — tentou intervir, mas ele estava com a cabeça perturbada só de pensar que poderia perder os mascotes dos filhos.
— Está louca? Venha comigo, vamos! Pegue as crianças, se eles comeram algo, entre no carro com eles agora! — ordenou aborrecido, então mesmo com receio colocou as crianças no carro e não disse mais nada.
Dalila seguiu para o banheiro parando em frente o espelho com os olhos vermelhos de tanto chorar com um dos lados do rosto vermelho, abaixou sua roupa para olhar as marcas e novamente voltou a chorar, seu corpo tinha várias marcas vermelhas sua pele já havia sido marcada o suficiente e cada linha vermelha a fazia chorar, seguiu para a área do chuveiro deixando a água gelada cair sobre a pele sensível, com o rosto colado no azulejo começou ficou a choramingar em resposta a ardência, não conseguia segurar o quanto estava revoltada e cansada de não conseguir fazer nada, nem se quer fugir, porque sabia que Vittorio estava ali para a trazer de volta.