Capítulo 8 - Aurora

1026 Words
-Você vai me dizer logo quem tê deu esse chupão, não aguento mais a curiosidade- Jay fala assim que entramos no meu quarto. -Foi o Leon. -Aquela geladeira inox duas portas que é pra ser seu primo, você tava se pegando com ele sua safada. -Claro que não, parece até que não me conhece- falo irritada- Ele estava bêbado acho que me confundiu com aqueles mulheres que tavam sentadas com ele. -Eu adoraria que ele me confundisse também- fala todo fogoso. -Tá sua poc atirada, vai tomar banho para eu ir depois. Pego meu cigarro e vou até a janela, eu tô fumando muito esses dias, normalmente uma carteira de cigarro dura pra mim uns 20 dias, essa semana já estou na segunda. Eu só fumo por dois motivos, quando estou nervosa ou irritada. Meus nervos andam a flor da pele. Apago o cigarro e vou até o espelho, p***a, olha o tamanha dessa marca de mordida. Sorte que está começando a época de frio, vai ficar mais fácil de esconder. Que merda o Leon tinha na cabeça pra me morder? Só pode ser coisa dele pra me irritar. Não constumo pegar no pé de ninguém, mais estava estampado na cara dele desde o primeiro dia que Leon não suporta essa situação que fomos colocados. E eu não abaixo a cabeça pra ninguém, ele me provoca eu só devolvo na mesma moeda. -Olhando o estrago que ele fez em você- Jay fala com uma cara de deboche- Imagina quando ele te pegar de jeito. - Eu deixo ele todinho pra você- falo pegando meu pijama. - Não era eu que ele tava secando mesmo com duas p*****a do lado. -Você é uma bicha muito da fanfiqueira-gargalhamos juntos. Alguns dias depois Estou numa loja escolhendo alguns móveis, aluguei um apartamento perto do escritório que vamos abrir. Eu odeio dirigir, na verdade tenho pânico, desde que bati o carro há alguns anos nunca mais consegui relaxar no volante sempre parece que já vou bater.Por isso prefiro morar perto do serviço. E também não quero que meus pais decubram meus problemas de insônia, eles são muito super protetores, uma coisa é tu ter dificuladade pra dormir , outra é tu ficar até 3, 4 horas da manhã trabalhando. Mesmo amando meus pais, eles não precisam saber tudo sobre minha vida, Lorenzo odeia cigarro se descobrir que fumo vai arrancar os cabelos. Termino de escolher os móveis, pego só o básico, com o tempo eu decoro conforme meu gosto. Peguei um apartamento pequeno, como vou morar sozinha e não estarei aqui direto depois dos primeiros meses. -Querida prima, achei mesmo que era você- fala Rocco com um sorriso. -Olá Rocco, como vai? - Vou bem, estava indo almoçar, me faria companhia?- ele me pergunta. -Claro, por que não. Vamos a um restaurante muito agradável e elegante. Ficamos na parte reservada e Rocco dispensa os seguranças, acho isso estranho.Por mais tranquilo que o almoço esteja, meu instinto diz que tem algo errado. -Você tem algo para me falar? -Sabe Aurora, sua habilidade para ler as pessoas é incrível- ele fala me olhando curioso-Isso leva anos de treinamento para se aprender e você tem esse dom naturalmente. - Chega de elogios e fala logo, não gosto de rodeios. -Eu estou com problemas... - E onde eu entro nisso?- o imterrompo. -Eu tenho um traidor dentro da organização, e não consigo rastrea-lo, não posso fazer muito alarde senão ele vai se esconder mais ainda e pode atacar meus familiares. -Alguém de dentro? Então ele sabe sobre minha família e podemos virar um alvo. - Adoro conversar com pessoas espertas- ele fala tomando seu vinho- Eu não posso confiar em ninguém, estou totalmento no escuro sobre o inimigo, pode até ser um complô. -Deixa eu adivinhar você quer que eu rastreie esse ratinho para você? -Exatamente. -Tenho condições. -Vai aceitar sem nenhuma hesitação? - É o mínimo que posso fazer por minha família, protege-la mesmo não tendo o mesmo sangue, laços de amor são mais fortes que o sangue. - Quais suas condições? -Eu quero que o mínimo de pessoas possíveis saibam do meu envolvimento, essa pessoa que te traiu deve saber muito bem como a organização funciona e para rastrear vai levar algum tempo, preciso de um lugar seguro para trabalhar e que poucas pessoas tenham acesso, e vou te fazer uma lista dos equipamentos que preciso, e de todos os seus registros. -Sobre o lugar, eu tenho vários apartamentos disponíveis... - Não, se você mover gente para vigiar um apartamento que antes tava vazio vai levantar suspeitas. Temos que agir como se você não suspeita-se de nada. - Pode ser na sua casa? -Também não, meus pais vão frequentar lá e não quero que eles saibam, de preferência que nenhum familiar nosso saiba, é melhor para a segurança deles. - Pode ser o apartamento do Leon, lá já tem segurança reforçada e ninguém vai lá de nossa família. -Avaliando bem é a melhor opção, mas o Leon nao vai gostar da ideia. -Eu sou o dom, ele vai acatar minhas ordens. -Antes que eu esqueça, você não é meu chefe, vou te ajudar como aliada, não pense que pode mandar em mim. -Anotado. - Depois disso resolvido eu caio fora. - Como você desejar senhorita Valentino. - Eu só posso ir à noite trabalhar nisso, de dia tenho meu escritório para tocar e fica mais fácil dispistar meus pais a noite. -Por mais que tenha poucos seguranças na casa do Leon, ainda terá algumas pessoas que vão te ver e.... - Sim eu sei, eu sei... merda ... merda- falo tentando apagar esse pensamento da minha cabeça. - Não vamos poder desmentir- Rocco ri, estava se divertindo. - Eu sei Rocco, não tem outa maneira. -Então você esta de acordo? - Já te disse que não tem outa maneira. - Vou comunicar o Leon- fala rindo. -Tá- respondo apenas indo embora. Adeus minha vida tranquila, desde que aquele velho apareceu na minha porta problema atrás de é problema. Agora vou trabalhar com a máfia, mais para proteger minha família faço qualquer coisa, nem que tenha que aturar o Leon quase todo dia.
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