O sábado amanheceu cinzento e abafado, mas o clima dentro do apartamento parecia totalmente o oposto. Acordei antes mesmo de o despertador tocar, com uma energia que há muito tempo não sentia. Corri para a cozinha e comecei a organizar tudo com o maior capricho. Preparei os potes transparentes exigidos pelas regras da tranca, separando os pedaços de bolo, os salgados bem arrumados e a comida que meu irmão tanto gostava. Cada detalhe importava. No meio daquela correria, nem me preocupei em trocar de roupa; decidi ir exatamente com a camiseta preta do DG, aquela mesma que ele tinha me dado e com a qual eu vinha dormindo todas as noites. O tecido ainda guardava o perfume dele misturado ao meu, e usar aquela peça me dava uma sensação de proteção, como se ele estivesse me abraçando no meio daqu

