One

3296 Words
A preocupação excessiva não nos faz avançar, mas sim nos deixar no mesmo lugar, pois que nos preocupamos de mais nada é resolvido, pois ficamos preocupados e esquecemos de ir atrás do que queremos. O ser humano se preocupa de mais, isso cansa. Para quê preocuparmos—nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro. Ainda não sabemos a resposta para tudo, ainda não sabemos a resposta de nós mesmos, sabemos o que somos, mas não sabemos o que poderemos ser. A conclusão de toda minha fala é para explicar algo bem simples: eu estou preocupado; é estou preocupado de mais, hipócrita, não? Minha preocupação tem nome e sobrenome, e eu não faço a mínima ideia do seu nome, ou até seu sobrenome. Já faz uns dias que uma garota chamou minha atenção, a garota que trabalha na loja de jogos perto daqui. Nós trabalhamos perto um do outro, e agora você se pergunta: "ain Kunpimook Lewis, por que está tão preocupado?". É bem simples, e se ela não gostar de mim? E se ela não quiser nunca mais olhar na Minha cara? E se ela me achar i****a? E se ela não me achar inteligente o suficiente? Fala sério, as pessoas não sabem falar meu nome, que é bem simples, ficam me chamando de Ku, ou Kum (c*m), acha que eu teria chances com aquela garota que tem um rosto tão belo, uma áurea tão boa? É mais fácil eu fazer quadradinho de oito em cima de uma zebra lutando contra um cachorro em cima de um javali. Eu tenho 21 anos, não faço nada de muito útil da minha vida, não sei como chamar a atenção de uma garota. Eu trabalho em uma biblioteca, trabalho junto com meu amigo Lucca Cesari. Eu gosto de trabalhar aqui, é calmo e não dá tanto trabalho, mas para qualquer pessoa da minha idade, trabalhar em biblioteca é a coisa mais “i****a” do mundo. A vantagem de trabalhar nessa biblioteca é que sempre saímos mais cedo, poucas pessoas vêm aqui, quem mais vêm aqui são adolescentes para fofocar, e idosos perdidos. — Ei, você já viu a nova loja de jogos que abriu do outro lado da rua? — Lucca chega animado falando, sim eu já sabia a um bom tempo, mas não tive nem coragem de falar sobre isso com ele. — Não, você sabe que eu só compro jogos lá naquela loja do shopping. — Eu começo a guardar alguns livros, tentando não surtar por ele ter tocado no assunto. — Eu confio apenas naquela, nunca compraria em outra loja. — Afirmo convicto. — Então, ao menos me acompanhe quando nosso expediente acabar. — Ele súplica. — Eu juro que faço qualquer coisa para você. — Ele continua suplicando. — Tá. — Digo derrotado, não estava com muita paciência hoje, não estava afim de ter que aturar Lucca novamente fazendo seu drama pelo mês inteiro, ele faria birra por eu não ter o acompanhado. — Me ajuda a guardar esses livros. — Peço e ele assente animado. — Okay, não esquece do livro que o Alex pediu. — Ele me lembra. — Era pequeno príncipe, certo? - tento me lembrar do nome do livro. Nunca entendi ao certo o encanto que nosso amigo Alex tinha em livros infantis, é capaz dele ter lido livros que nem mesmo nós dois conhecemos. — Acho que era esse mesmo. — Ele vai buscar uma cadeira para alcançar as prateleiras mais altas. O dia foi calmo, já deu 18:30 a hora que meu expediente acaba. Eu fui me trocar e esperei Lucca, eu pego o livro do pequeno príncipe e coloco na bolsa. Pego as chaves para trancar a biblioteca. Lucca sai animado e me ajuda a fechar. Ele atravessa a rua correndo e eu o sigo apenas rindo baixo, olho para o céu que já se mesclava em um tom alaranjado e azul escuro, a brisa da noite já batia em meu rosto, trazendo uma sensação boa e reconfortante. Ao adentrar naquela loja eu percebo o quão linda ela é, tem jogos de todos os tipos e várias decorações e camisas. Sua parede branca é completamente feita de postêrs, e anúncios de jogos novos, todos os tipos de jogos era possível ver nas vitrines, a loja era um tanto quanto chamativa, estou encantado pela loja. — Não vai gastar de mais, hein. — O advirto e olho para o mesmo, sabia que o Lucca acabava sempre comprando de mais. — Eu alguma vez já fiz isso? — Ele pergunta claramente ofendido, mas logo levanta um dedo e coloca o mesmo em frente do meu lábio. — Não responda. - O mesmo me impede de falar, e eu acabo rindo baixo. — Okay, então. Eu ver como a loja é. - comento enquanto continuava a admirar a loja por inteira. — Certo, me espera no caixa depois — ele caminha e sai do local. Fico vendo a loja, e ela é realmente linda, decoração, tudo. Bom, ainda não sei se vou trocar de loja, pois, não sei se aquela loja era realmente de qualidade, podia muito bem apenas ter uma aparência boa, mas uma qualidade h******l, odiava lojas que faziam isso. Fico olhando mais um pouco até que olho para a atendente... E cara, eu não sei quanto tempo eu fiquei olhando para ela, mas eu só sei que não foi pouco, cada detalhe de seu rosto é perfeito, sua pele parecia porcelana, seu cabelo era tão cacheado que parecia que seu cabelo era feito para uma propaganda de cabelo cacheado, ela parecia que tinha sido realmente retirada de um filme. Eu continuo olhando para ela e a mesma acaba olhando para mim, eu tenho um algum tipo de pane no cérebro e eu esqueci o que eu estava fazendo. Eu começo a mexer em uma pilha de jogos que tinha ao meu lado e sem querer deixo tudo cair. Eu começo a pegar os CDs um pouco desesperado, mas logo de soslaio vejo alguém se aproximar. — Pode deixar eu arrumo. — A atendente começou a juntar os CDs. — N-não precisa, eu... Que deixei cair. — Eu abaixo a cabeça com vergonha, e tento juntar os CDs o mais rápido possível. — é o meu trabalho, pode deixar. — Ela sorri para mim, e que sorriso. — E-eu de ajudo — acabo me xingando por estar gaguejando, pegamos todos os CDs e colocamos no lugar — É... Me chamo Kunpimook Lewis. - A garota me olha um pouco confusa por eu estar me apresentando totalmente do nada, mas continua sorrindo de forma gentil. — Me chamo Selena Castro. É um prazer Kunpimook — Ela sorri, mas dita meu nome com um pouco de dificuldade. — O prazer é todo meu — formo um sorriso bobo nos lábios, acabo me xingando ainda mais por estar bobo por quem eu ainda nem conheci direito, na realidade, que eu acabei de conhecer. — Digo, é um prazer também. — Então... Eu tenho que voltar ao trabalho, nos vemos por aí — ela volta para o caixa e começa a mexer em alguns papéis, provavelmente fazendo a contagem de suas vendas. — É, a gente se vê. — Eu coço minha nuca e coloco as mãos no bolso da minha calça. — Perdi alguma coisa? — Lucca chega com alguns jogos na mão, enquanto lia outros jogos. — Aí, que susto! É não, não perdeu nada. - Dito alto por não ter percebido que ele estava ali e acabei me assustando. — Uhum, até parece que eu não vi sua cara de mongol olhando para a atendente bonita. - Ele comenta e olha para mim. — Eu não estava olhando para ela. — Eu acabo corando. — E eu sou cirurgião. — Ele diz irônico. — Vamos para o caixa. — é... Temos que ir mesmo? — pergunto olhando para a atendente. — Sim, eu não vou roubar jogos, só porque você está com vergonha. E eu ainda tenho que ver o novo episódio de One Piece — ele diz e começa a ir ao caixa. — Boa noite. - Lucca a cumprimenta. - E pelo amor dos deuses, não começa a falar sobre suas teorias, eu não aguento você falando suas teorias de animes. — Mas minhas teorias são muito boas. - Resmungo. — Boa noite. — Ela sorri para nós. - Em que posso ajudar? — Boa noite, vocês ficam abertos até que horas? — pergunta pegando um panfleto da loja. — Até às 20 00, senhor. — Ela passa os produtos. — Só isso? — São tão boas que não fazem nem sentido. - Ele refuta a mim e assente para a Selena. — As minhas teorias são boas e fazem sentido! - afirmo alto e ofendido. — Então fala aí sua última teoria. - Lucca cruza os braços e me olha, Selena olhava para nós sem reação, apenas sorria levemente. Em seguida ele olha para Selena. — Não ligue moça, apenas ignore. Todo anime, série, filme que a gente assiste junto e tem continuação ou final "inexplicável" ele cria 500 teorias diferentes, agora imagina One Piece que tem 1094 personagens? ele vai criar teoria para cada personagem, e para cada temporada que vai ser lançada. - Ele diz em um tom sofrego olhando para Selena. — Tudo bem, não se preocupe, eu tenho uma amiga assim. - ela volta a sorrir amigável. — Você não entende o nível que são as teorias dele. - Lucca continua comentando e eu continuo o olhando ofendido. — Tá tudo bem. - Ela continua sorrindo. — Sério? - ele sorrir e me olha. - Fala aí, Lucca, qual é sua teoria tão “boa” de One Piece. — Bom... É... - E lá vai eu começar a falar, mas eu acabo não pensando que a Selena está ouvindo tudo, só tinha certeza que minha teoria era excepcionalmente boa. - E se Roger tiver escondido o tesouro no cu? Tipo, ele pode ter comido uma fruta igual à do Luffy e pode ter socado o tesouro no cu para ninguém descobrir que estava com ele? - digo e percebo a feição estranha que ambos acabaram fazendo. — É... é só isso mesmo moça, não vou comprar mais nada, obrigado. — Ele paga meio sem graça e ela sorri um pouco sem reação. — Obrigado, até mais. — Obrigado, Selena. — Eu saio de cabeça baixa envergonhado. — Até mais, volte sempre. — Ela acena para nós e eu continuo envergonhado, acabamos saindo da loja juntos. — Aprende a disfarçar ao menos. — Ele ri da minha feição. - E aprende a fechar a boca, tem chance de ela achar que você é um p********o e que só pensa em cu. — Mas eu não fiz nada... — eu olho para ele. — Exatamente. - Ele dita em um tom irônico. — Olha, ao menos ela tem cara de gente boa. - Sorrio tentando achar um lado bom na situação. — Ela realmente tem essa cara, mas você não, só tem a cara de nerd barra bad boy de um livro de romance americano. - Lucca fala olhando para mim e eu reviro os olhos. — Não tenho, você que assiste filme americano de mais. - Dou de ombros, continuamos seguindo nosso caminho conversando, e a todo segundo ele me lembrando da vergonha que havia passado com a Selena. Sendo bem sincero, nunca tive coragem de conversar com qualquer pessoa do gênero oposto, e essa foi a minha primeira conversa com uma garota depois de tanto tempo, e eu consegui estragar tudo, o que ela estará pensando de mim agora? Perdi todas as minhas chances com o mesmo, chances de no mínimo ter uma amizade com a garota. Após cerca uma hora andando de ônibus acabamos chagando em casa, assim que chegamos vimos todos nossos amigos reunidos na sala, fazia tempo que não nos víamos, mesmo morando nós sete juntos era muito difícil nossos horários batessem. Assim que entro me sento no sofá entrego o livro para Alex que sorri e começa a ler o livro feliz, a note estava sendo realmente agradável. ?Selena PoV (ponto de vista) ? Me chamo Selena, Bom... eu tenho 24 anos e trabalho na nova loja de jogos do meu avô, confesso que nunca fui muito boa em novos países, não sei nem me cuidar direito, mas vim para o Canadá por não querer que meu avô fique sobrecarregado, mas ao menos é uma oportunidade de conhecer um novo país, ter novas vivências, e todo esse clichê. Sou muito apegada a meu velho, desde quando eu era pequena ele resolveu me viciar nos jogos, ele e meu pai, os dois me fizeram crescer jogando todo tipo de jogo desde os jogos de ps1 até jogos da época, meu favorito sempre foi Castlevania, sendo bem sincera a saga inteira de Castlevania. Meu avô trabalha com lojas de jogos e produtos relacionados a isso a mais de 30 anos, ele tem algumas lojas no E.U.A, na Itália, Portugal, e no meu país natal o Brasil. Nossa loja não vende apenas jogos, meu avô tem uma empresa de jogos que ele mesmo criou, ele e meu pai tomam conta da empresa junto da ajuda do meu irmão, eu como queria viver algo "diferente" resolvi assumir a loja aqui no Canadá. Eu gosto de trabalhar aqui, é um pouco cansativo, mas é muito divertido. Já são 18:40, eu saio só 20:00, essa é uma das maiores desvantagens, entro cedo e saio tarde. A loja esteve bem movimentada pela tarde, eu tive que limpar ela inteira, estou bem cansada. Eu realmente quero minha cama, Começo a contar o dinheiro do caixa e ouço a porta abrir. Olho quem entrou e foram dois rapazes, um estava muito animado ao entrar e o outro apenas observava a loja. Resolvo deixar eles decidirem o que comprar e focar na minha tarefa de contar dinheiro. Eu Sinto que estou sendo observada e olho ao meu arredor e vejo que o garoto que estava interessado na loja me observava. Ele percebe que eu percebi ele me olhando e o mesmo se atrapalha todo, ele derruba alguns CDs, eu riu e vou ajudar o garoto. —Pode deixar eu arrumo. - Sorrio e começo a recolher os CDs — N -não, pode deixar... eu derrubei. - Ele abaixa cabeça e eu vejo que ele está corado por vergonha. - é o meu trabalho. - Sorrio para ele. — Eu te ajudo. - Ele estava visivelmente vermelho. -... Lewis... Kunpimook . - Ele se apresenta e eu acabo achando fofo, mesmo que seja estranho ele se apresentar assim do nada. - Selena Castro. é um prazer Kunpimook . - Eu me levanto e tento falar seu nome sem travar. —O prazer é todo meu - ele sorri e se atrapalha na fala, mas logo se corrige. - Digo, é um prazer também -Então... Eu tenho que voltar ao trabalho, nos vemos por aí. - Vou até o caixa. Alguns minutos se passam e Kunpimook e um amigo dele vão até o caixa, eu os atendo e dou boa noite. Eu olho pela janela e percebo que os mesmos estão conversando, troco poucas palavras com os mesmos e parece que o amigo de Lewis tentava o fazer interagir, ao terminar a conversa parece que Kunpimook se xinga mentalmente e eu ouço o que ele fala sobre One Piece, estava realmente sem reação. As Horas se passam e enfim deu 20:00. Eu espero os últimos clientes irem embora e fecho a loja. Eu Destravo minha bicicleta e subo na mesma começando a pedalar. Resolvo ir até um fast food na praça, assim que chego no local percebo uma fila um pouco longa, mas não ligo muito, eu fico na fila do trailer e um casal começa a ter uma discussão na fila. A mulher começa a gritar com o cara, pelo visto por ciúmes. Resolvo ignorar e simplesmente peço meu lanche quando chega minha vez. Quando eu vou me virar eu vejo o mesmo casal brigar novamente, a mulher desfere um t**a no rosto do mesmo xinga e vai embora, fico totalmente chocada vendo aquela cena. Eu o vejo passar a mão no rosto e se jogar na cadeira. Todos olham para ele como se nunca tivessem presenciado uma briga. Eu fico ressentida e me sento ao lado do mesmo. —Licença, moço. - Toco o ombro do mesmo. - Você está bem? que pergunta i****a, claro que você não está. - Ele ri um pouco pela minha fala. - como você está se sentindo? - pergunto sem saber o que fazer. — Um corno? - ele ri e seca algumas lagrimas. - Eu estive com ela por 6 meses e eu descobri que ela me traiu com o primo dela. - Eu olho espantada para ele e ele continua desabafando. - é, o primo dela. Eu falei que queria terminar e ela começou a gritar e me xingar, basicamente ela surtou. - Ele passa a mão pelo rosto. - Oh, sinto muito. Você quer um abraço? - ele me olha e hesita por um minuto, mas acaba me abraçando. ele começa a chorar e eu acolho o mesmo, nunca aguentei ver alguém m*l, então mesmo sendo um completo desconhecido, eu iria acolher para tentar fazer a pessoa se sentir bem. - shii, respira. Se ela fez aquilo é porque ela não vale a pena. - Após alguns minutos chorando ele me responde. — É... Você tem razão. - Ele seca as lágrimas. - Obrigado. - Por nada. - Ouço o cozinheiro chamar meu pedido. — X-Bacon, fritas com cheddar e refrigerante! - O atendente do trailer fala alto, e eu me levanto, em seguida pego meu lanche e pago pelo o mesmo. - X-Tudo e refrigerante! - O garoto estava ao meu lado pega o último pedido. - Obrigada! - eu digo ao cozinheiro. - Então... Você vai embora a pé? - pergunto para o garoto. — Vou pegar um ônibus. - Ele fala ainda meio triste. - Você está a pé? - De bicicleta... quer que eu fique no ponto com você? - Eu olho para ele. — Eu quero, não quero ficar sozinho. - Ele coça a nuca envergonhado. - Então vamos! - eu pego minha bicicleta e meu lanche que estava em uma sacola e começo a andar ao lado dele. O ponto é depois da pracinha, para ser mais precisa é 1 quadra da mesma. A todo momento eu falo coisas idiotas, apenas para arrancar sorriso dele. ele já não está mais chorando ao menos, chegamos no ponto, eu me sento na calçada mesmo e ele me acompanha. - Eu vou comer aqui mesmo. - Ele ri e eu abro a sacola pegando meu lanche. — Obrigado por hoje, eu não sei o que eu faria se não fosse por você. Provavelmente estaria chorando desolado em uma mesa. - Ele ri. - Eu ainda não acredito que eu fui corno. - Relaxa, olha pelo lado bom! - tento o animar. — Tem lado bom? - ele pergunta rindo baixo. - Sim! seu chifre quase não aparece, por causa dos chifres grandes tem amigos meus que nem passam pela porta. - Digo rindo — Oh, my god. - Ele quase se engasga com seu lanche que ele começou a comer. - Qual seu nome? - Selena! - eu continuo comendo meu lanche. - E o seu? — Alex Smith. - Ele sorri para mim. Nós terminamos de comer nosso lanche e ficamos na calçada conversando por mais uns 10 minutos. O ônibus dele chega, eu me despeço e saio com minha bicicleta indo em direção a minha casa.
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