Jerrane A quarta-feira chegou e, com ela, mais uma sessão de quimioterapia. Eu já estava acostumada com a rotina de tratamentos, mas ainda assim, cada vez que a agulha entrava, uma sensação de medo e impotência tomava conta de mim. Era como se o corpo não fosse mais meu, mas um campo de batalha em que eu não escolhia as armas. Serpente estava ao meu lado, como sempre, segurando minha mão com força, tentando me passar um pouco de conforto. Ele não parecia se incomodar com o ambiente gelado ou com o cheiro de desinfetante que tomava conta da sala. Eu: "Não vai ficar muito tempo, vai?" Serpente: "Eu vou ficar aqui até o final, Jerrane. Pode contar comigo." Eu tentei sorrir, mas a sensação de fraqueza era forte demais. A médica entrou na sala, e, antes de começar, ela perguntou: Médica: “

