Com os raios do sol atingindo o meu rosto ao invadir toda a frente do quarto, me questionei qual poderia ser o significado por trás do estranho sonho que se fizera presente quando acabei por adormecer contra a vontade estabelecida pela minha mente. Ao abrir os olhos bem devagar para não perder o foco sobre o amarelo que iluminava o espaço ocupado, novamente refiz a questão que se apegou a mim ainda em Berlim. Quem era aquela garota? Sem obter aquilo que tanto desejava, inconscientemente me vi vagando pelas cenas vividas a poucos minutos. O sonho era uma lembrança recente, mas o ocorrido nele não. Suas funções pareciam inertes uma a outra, mas no fim, tudo servia para algo. No mundo, nada é em vão, nada acontece por acaso. Não acredito que voltar justamente a este momento seja, não há como

