CAPÍTULO 19

2358 Words
Depois da minha discussão com Christian sobre à gravidez, eu estava m*l. Eu fui toda feliz e romântica para esse casamento, com à esperança de ter uma vida, e ele tudo que ver em mim era o dinheiro. Era esse maldito dinheiro. Ele falou de um jeito que esperava que outra pessoa estivesse grávida dela. Eu não podia acreditar que mesmo afastando ele de Bella, ela era ainda uma rival para mim. Porém agora eu não pensaria mais nele. Pensaria em mim e principalmente no meu filho que precisa muito se manter aqui dentro. Eu faria o possível e o impossível para ter meu bebê, independente se o pai dele não o quer. Eu quero. E muito por sinal. Bah apareceu no meu quarto e eu limpei meus olhos. Eu quero ir embora daqui. Quero ficar um tempo sozinha para pensar na minha vida. Disse à ela para pegar uma mala porque amanhã mesmo quero ir para casa de Mia. Ficarei lá até poder ter o aval do médico para poder viajar de volta para Chicago. Voltarei para minha casa, para casa onde eu nunca deveria ter saído, por mais que isso custasse à minha vida. Dormir chateada com ele. E no outro dia eu já fui embora. Cheguei na casa de Mia cedo. Ela me abraçou e me levou para à sala. - Como você está? Ela questiona apreensiva. - Vou ficar bem Mia. Eu só quero ficar aqui até eu poder voltar para Chicago. Ela me olha sem entender. Não deu certo Mia. Ele não é o cara que eu achei que era. Ela me abraça apertado. - Eu sinto muito. Queria tanto que você fosse feliz minha irmã. Que você não tivesse que passar por nada que está passando. Limpo meu olhos. - Nem eu Mia. Eu posso ficar aqui? - Claro que pode. Pego em uma das suas mãos e levo até minha barriga. Ela me olha estranhando. - Eu estou grávida. Sorrio e ela devolve o sorriso para mim. Seu sorriso é imenso. - Ana, eu não acredito. Meus parabéns. Pelo menos uma coisa deu certo nesse casamento. - Eu estou muito feliz por esse serzinho que está crescendo aqui. - Mas você tem que tomar algum tipo de cuidado? - Sim. E farei de tudo para segurá-lo aqui dentro. Limpo uma lágrima solitária que cair dos meus olhos. Você tem ideia de como eu estou feliz Mia? Eu tenho uma chance de viver. - Sim minha irmã. E fico muito feliz por você. Agora dará certo. - E vai sim. Respiro fundo. - E como Christian reagiu? Olho para ela. - Não foi das melhores recepção, mas eu vou superar e seguir em frente. - Tem certeza? Estou sem entender esse comentário dela. Não me olhe como se não entendesse o que eu quero dizer. Um filho precisa de pai e mãe. - Mas ele tem pai, só não sei se estará disposto à participar da vida dele. Então não me culpe. Não foi eu que dei um chilique pela minha gravidez, não fui eu o explosivo por saber que estava grávida. - Então à separação de vocês não é definitivo? - Não sei Mia, só sei que neste momento eu quero ficar longe dele. Deito um pouco no sofá e fecho meus olhos. Eu não quero nunca mais ser humilhada por ele. Já aguentei demais. Mais tarde Mia mandou uma das suas ajudantes arrumar um quarto para mim e para Bah. Tomei um longo banho e acabei dormindo. Como o médico disse que eu precisava mais de repouso nesses primeiros meses, eu resolvi não sair para olhar locais para vender. Iria vender os que tinha e depois voltava à trabalhar como antes. Eu tinha que ligar para papai e contar à ele que meu casamento não deu certo, sem dar muitos detalhes do que houve realmente. Não quero desapontar meu pai que fez de tudo para esse casamento acontecer, mas o principal eu já tenho e eu vou me agarrar à isso. No sábado me levantei indisposta. Na verdade não estava enxergando nada em minha frente. Minhas vistas estavam embaçadas e quando me levantei segurando na cama, vi um borrão de sangue na minha calça de pijama. Não, eu não podia perder o meu bem precioso. Me desesperei e apertei o botão do aparelho que chama Bah. Comecei à chorar. - Não me deixe meu bebê, não me deixe. Mamãe já te ama muito, você não sabe o quanto eu preciso de você na minha vida. Peço chorando muito. - Filha o que houve? Bah chega no quarto me olhando assustada. - Bah, por favor, me leve no hospital. Eu não posso perder meu bebê, eu não quero perder ele Bah. Choro desesperada. - Claro, vamos. Ethan está aí ainda, ele pode nos socorrer. Apenas assinto chorando. Ela sai rápido do meu quarto e eu fico ali chorando e silenciosamente que eu não perca meu filho. Não demora e Ethan entra com Mia no quarto. Ele já me pegou em seu colo e saímos do quarto. Mia diz que vai com o carro dela, pois pegará outra roupa para mim. Estava chorando muito e Ethan me pedindo calma. Tudo ficará bem. Mesmo que essas palavras me dessem esperança, eu estava com medo. Minha única esperança está dentro de mim, e minha única felicidade está dentro de mim e eu não podia perdê-la. No hospital, eu já fui internada e todos os exames foram feitos com muita urgência, já que Dr Sanches estava me esperando, graças à Ethan que ligou para ele dentro do carro. Dr Sanches mais à Dra Elis Franco que era ginecologista/ obstetra estavam acompanhando meu caso. Estava dentro do quarto com Mia e Bah. Não via hora desses exames saírem. Estava muito apreensiva. - Ana, fique calma. Você não pode ficar nervosa. Mia limpa meus olhos que insistem em sair lágrimas. - Só vou me acalmar quando os médicos disseram que meu bebê está aqui dentro. Bah pega na minha mão e me olha com carinho e tristeza. Ela sabe o que estou passando, ela acompanha desde sempre meu sofrimento e agora mais um. As vezes queria ser mais forte, as vezes queria que nada disso estivesse acontecendo. Eu só queria ter uma vida normal, sem me preocupar tanto com à minha saúde. Queira que as pessoas que me conhecem e sabem do meu sofrimento parassem de olhar com esse olhar de pena que enxergo em Mia e em Bah agora. Só queria que minha vida fosse diferente. Talvez se eu desistisse e deixasse o meu destino ser cumprindo, eu não sofreria mais. Vejo dos dois médicos entrarem junto com meu cunhado. À cara deles não é das melhores, e eu suponho que meu bebê se foi sem eu ao menos conhecê-lo. Sem ao menos ter à chance de vê-lo se formando aqui dentro de mim. - Srta Steele... - Sra Grey Dr Sanches. Ethan o corrigi e ele faz uma cara de que não entendeu. Minha cunhada é casada com o Sr Grey. Não digo nada, pois o que quero saber é sobre meu filho. - Entendo. Me perdoe Sra Grey. O que eu ia dizer é que o bebê está aí dentro de você. Sorrio, mas meu sorriso morreu ao ver à cara dele e da Dra. - Porém? Indaguei limpando minha lágrimas. - À sua situação é complicada. Não acredito que possa levar essa gravidez adiante. Balanço minha cabeça em negação. - Eu não vou fazer um aborto, se é isso que você quer me dizer. Digo firme. - Imaginei que diria isso, porém o que podemos te oferecer é uma doação de sangue para fortalecer você e seu bebê, e ainda que continue internada no hospital até os três meses, que é o período mais crítico de uma gravidez. Esperança cresce em mim. - E com isso eu salvarei meu filho? - Você sabe que devido ao seu estado de saúde, essa gravidez pode não chegar ao estágio final. - Mas eu farei de tudo para isso acontecer. Nem que eu tenha que ficar aqui os nove meses. Ele olha para à Dra. Meu filho pode nascer com câncer? Eu não quero que meu filho passe por nada do que eu passei. - Você não tem câncer. À Dra Franco diz e eu sei disso. - Mas já tive, e foi uma doença que matou minha mãe. Eu quero saber se tem chances do meu filho adquirir à doença? - Não podemos diagnosticar isso. Mesmo porque sua células que contribuíram para fazer o feto estão saudáveis. E acredito que seu marido não tenha nenhum caso de doenças assim na família, ou nele próprio. - Não. Não tem. Sei disso porque à pesquisa do papai foi bem feita. Carrick e Grace morreram de acidente de carro. Um bêbado ao volante atravessou o sinal e bateu no carro de ambos. Eles não resistiram muito tempo, somente até chegarem ao hospital e verem o filho. - Então não vamos pensar nisso agora. Vamos fazer de tudo para levar essa gravidez adiante e depois fazer o que você deseja. Dra Franco diz e eu assinto. - Temos bolsa de sangue no estoque compatível com seu sangue, mas vamos precisar de mais dentro dos meses que vem pela frente. Então sugiro que todos os familiares doem sangue, para alimentar nosso banco. - Faremos isso agora. Mia se manifesta e eu agradeço à ela sorrindo. Vou ligar para papai. Ele precisa saber da sua internação. - Obrigada. Não o deixe muito alarmado. Não quero que ele se despere. Não conte sobre à gravidez, pois eu quero fazê-lo. - Não se preocupe, eu falarei o básico. Mia me dar um beijo e sai. - Descanse Sra Grey. Sua internação já está sendo preparada. Eu apenas assinto. Qualquer coisa é só apertar o botão e uma enfermeira vira te atender e assim consequentemente nos chamará. - Tudo bem. Me deito mais na cama e fico ali pensando que poderia à essa hora ter o apoio do meu marido, mas isso nunca vai acontecer. Sei que deveria ter contado à ele desde o começo o que tenho, mas o medo de ser tratada como Andrew fez comigo. Não poderia sofrer de novo à rejeição, o olhar de pena e ainda à falta de compaixão. Eu prefiro morrer à ter que passar por tudo de novo. Os gritos de raiva, as lamentações de um dia não poder ser saudável como ele queria. - Meu amor não chora. Bah fala limpando minhas lágrimas. Ela percebeu que uma tristeza me assolou. Minha querida não pense em coisas ruins. Neste momento você tem que pensar em coisas boas, alegres. - Eu sei Bah. Vou pensar. Pode deixar. Durante o resto do dia fiquei mais dormindo do que acordada. Fiz toda à minha refeição que fazia parte da minha dieta. À noite, depois de um banho fui ler um livro. Ouço uma batida na minha porta e meu pai aparece somente com à cabeça. - Pai. Digo feliz por vê-lo. - Oi meu amor. O que foi que houve com você. Ele me abraça e beija minha cabeça. Ele olha para mim com seus olhos preocupados. - Fique calmo pai. Eu estou aqui por um bom motivo. Digo e ele não entende. Pai, eu estou grávida. Seus olhos enchem de lágrimas instantaneamente e seu sorriso é imenso. - Que maravilha minha menina. Eu estou muito feliz por você e por nós também. Eu não acredito que vamos deixar tudo para trás e nascer de novo. Limpo seus olhos. - E assim será pai. Sorrio o abraçando. - Mas cadê Grey que não está aqui? Ele deve está muito feliz por ter um filho. Meu sorriso morreu e minha felicidade virou tristeza. - Me perdoa papai, mas meu casamento não deu certo. Ele se levanta e me olha. - O que houve? - Não suportamos um ao outro e acredito que eu engravidando só piorou à situação. Não vou contar à real situação do meu casamento. - Ele não gostou da notícia da gravidez? Apenas assinto. E vocês estão pensando em se separarem? - Pai, é o lógico, para que insiste em algo que não vai dar certo? Eu esperei demais dele e não faz sentido viver brigando, ainda mais com um bebê dentro de casa. - Você está desistindo dele? Suspiro. - Sim. Não quero isso mais para mim. Cansei de ser humilhada à cada palavra. - Para mim vocês dois tinha tudo para dar certo. Você contou para ele à verdade? - Porque eu faria isso? - Confiança Anastásia. Em um casamento tem que haver confiança. Baixo meu olhar. Como ter confiança em alguém que nem sequer quer dormir com você? O que realmente aconteceu? - Pai, eu não quero falar sobre isso. Não importa. Assim que fizer três meses, eu irei embora para nossa casa em Chicago. Procurarei um advogado e me divorciarei. - E o filho de vocês? Vai entrar nessa batalha? - Ele poderá ver o filho quando quiser. Digo não tendo à certeza que Christian vai reconsiderar algo. - Eu não quero isso para meu neto. Vou conversar com ele. - Pai não, eu não quero falar com ele, não quero vê-lo e também não quero mais que o Sr fale mais nada ao meu respeito ou do nosso casamento com ele. Minha decisão já está tomada. - Não vou dar esse assunto como encerrado. Antes de você sair do hospital, iremos conversar. - O Sr não vai desistir né. - Não. Não casei você com ele para se separarem na primeira briga. Não é à primeira briga. Bufo. - Faça como quiser pai. Só não quero vê-lo ou falar com ele. Neste momento quero paz para levar essa gravidez adiante. - E faremos de tudo para isso. Ele faz carinho em meu rosto. Ficamos ali conversando sobre os procedimentos que eles farão para eu não perder meu bebê. Papai também doará sangue. Ele estava feliz e animado por esse primeiro neto que está à caminho. Era nossa esperança de uma vida melhor, de uma vida mais tranquila.
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