Eu não sei o que pensar. Ao mesmo tempo que sentir meu desejo aflorar por ela. Querer que aquilo durasse, eu me encontrava arrependido. Eu não acredito nisso. Eu acabei de t*****r com ela. Onde estava com à cabeça? Eu jurei fidelidade à Bella. Isso nunca deveria ter acontecido. Eu estava com raiva de mim, dela. Dela principalmente que forçou à situação. Sentir sua mão tocar meu rosto, e aquilo foi o estopim para mim. Me levantei puto, com raiva.
- Christian, o que foi? Você não gostou? Vejo ela se sentar com cuidado. Acho estranho, mas minha raiva de tudo que aconteceu está maior.
- Não. Grito irado. Ela fica assustada. Eu disse à você que não queria te tocar nunca. Eu disse que nunca iria existir nenhuma i********e entre nós dois. Mas aí está você. Fazendo tudo que eu não queria. Eu traí Bella, como eu pude fazer isso?
- Pelo que eu vi você também queria. Seu corpo respondeu de uma maneira bem insistente. Ela levanta e cruza seus braços.
- Claro que respondeu, eu sou homem, além do mais estou à muito tempo sem sexo. Na verdade eu não sei o que sentir na hora, eu queria ela, queria não ter acabado ali, mas lembrar de Bella, minha traição, eu fui muito i****a.
- Você não precisa ser um babaca Christian. Eu te amo muito. Olho para ela com um sentimento estranho ao ouvir que ela me ama. Mas novamente eu não consigo deixar de pensar em Bella.
- Mas eu não. Me casei com você exclusivamente pelo dinheiro, e não me interessa t*****r com você em momento algum. Essa será à primeira e última vez. Sai agora do meu quarto e não me apareça aqui de novo. Ela pega seu hobby no chão e sai.
Me sento na cama colocando as mãos no rosto. Eu fui um i****a com ela, mas ela também não deveria ter forçado à situação.
- Quem você quer enganar Grey? Você está à dias pensando nela e hoje aqui nessa cama não foi diferente. Ela tem razão em dizer que eu fui receptivo à ela. Desde à hora que ela entrou neste quarto já fiquei despertado por ela.
Mas eu não sei o porque isso. Era para não ter reagido à nada. Não era para ter reagido ao ver o corpo nu dela. Meu interesse era cem por cento em Bella. No tempo que estamos juntos, nunca olhei para outra mulher que não fosse ela, e hoje eu me encontro perdido e confuso. Vou para o banheiro e tomo um banho.
Amanheceu e eu me coloquei de pé para mais um dia de trabalho. Desci e não encontrei Anastásia à mesa. Era bom isso, porque assim não tínhamos que nos encarar e ver à burrada que fizemos. Tomei café da manhã e fui até à cozinha. Abre a geladeira e vir o resto de comida ali. Porém um aperto no meu peito se fez presente e eu não quis colocar à erva. Não queria fazer isso mais. Na verdade não farei isso mais. Eu já estou com tudo encaminhado na empresa. Não preciso do dinheiro dela mais. Fecho à geladeira e vou trabalhar.
No trabalho meu celular toca e eu acho que é Ana, mas vejo o nome de Bella. Me sinto frustrado. O que eu estava esperando? Ela passará dias sem olhar na minha cara, mas é melhor assim.
- Oi Bella. Atendo no quinto toque.
- Oi amor. Como você está? Me levanto e olho para à janela. Minha mente tem os olhos azuis mais tristes que eu já vi. Balanço à cabeça para espantar essa visão. Christian, você está aí.
- Sim Bella. O que você quer?
- Nossa o que foi? O que aconteceu? Por acaso à quase morta está dando trabalho. Respiro fundo, porque esse comentário deixou de me agradar. Resolvo colocar os pingo nos is.
- Bella, eu não vou fazer isso mais. Falo sentindo que eu nunca deveria ter aceitado isso. Nunca deveria ter me casado com ela por dinheiro.
- Como assim? Do que você está falando? Ela pode dizer o que quiser, mas eu não vou voltar atrás na minha decisão.
- Eu não vou mais envenená-la. Não quero fazer isso mais.
- Porque? Não quer à herança dela? Não quer mais ter uma vida de bilionário? Eu não estou entendo Christian.
- Eu não quero nada dela. E sim eu quero ser bilionário, mas com meus ganhos. Ela dá uma risada sarcástica.
- Quando isso vai acontecer? Quando você estiver velho gagá?
- Que seja Bella, mas eu não vou fazer mais nada contra ela.
- Você ficou doido? Christian é muito dinheiro. Amor pensa na gente.
- Eu estou pensando. Se você quiser ficar comigo, eu vou pedir o divórcio e ficaremos com que eu tenho hoje.
- Você está se ouvindo? Vamos morar na casa dos seus pais com uma miséria de dinheiro e mesmo assim não vamos ter nada.
- Bella, eu não estou afim de discutir, ainda mais sobre dinheiro. Se você me quiser é assim.
- O que te fez mudar de opinião? Lembro dela passando m*l em minha sala. Naquele momento fiquei meio desesperado por vê-la pálida, frágil. E acho que aquilo foi uma luz na minha cabeça. Depois foi os dias que não à vi. Os dias que ela estava trancada em seu quarto e eu não pude entrar graças à Gail. Eu me sentir m*l, por ser culpado pela fraqueza e doença dela.
- Eu não posso continuar com isso.
- Então eu faço. Raiva me consome.
- Você faz o que Bella? Quer acabar com à minha vida também? Quer que ela saiba que estávamos tentando matá-la? Estou puto com à audácia dela.
- Se você está cheio de medo de fazer, eu posso fazer. Daria um jeito de entrar na sua casa e colocar na comida dela do jeito que você estava fazendo.
- Não. Qual parte você não entendeu que não faremos mais isso. Chega. E essa conversa está encerrada. Meu recado para você já foi dado. Desligo não querendo ouvir mais nada. Espero que ela tenha entendido.
Mais dias tem se passado e eu não vi Anastásia. Morávamos na mesma casa e nada de nos vermos. Fiquei sabendo por Marta que ela não andava bem de saúde, e me arrependia amargamente por ter envenenado ela por dias. Agora estava aqui preocupado, e não iria me perdoar se ela viesse à morrer. Eu seria capaz de confessar meu crime e viver preso para o resto da vida como forma de pedir perdão à ela.
Bella parece que entendeu e não tocou mais no assunto. Conversamos mais sobre coisas banais. Sobre nosso dia à dia, e isso era ótimo, pois não tinha peso de envenenar uma pessoa inocente.
Um mês se passou. Estava irritado com Bella, pois à mesma estava me pedindo um carro, um apto novo, e uma mesada. Ela só podia estar brincando comigo. Eu m*l tenho lucros na empresa e ela já que que eu faça um fogueira e queime dinheiro. Deixei bem claro para ela que não iria dar. À mesma desligou na minha cara, e eu não me importei. Paciência. Depois de muito tempo sem ver Anastásia cheguei em casa e ela estava na mesa para jantar. Sentei e não disse nada. Na verdade eu não sabia o que dizer. Olhei para ela rápido e vir que mesma continuava pálida, e eu só queria entender o motivo dessa palidez toda. Não era devido às ervas, porque antes mesmo dela tomar as ervas, ela já apresentava essa palidez.
- Precisamos conversar. Ela fala parando de comer. Respiro fundo.
- Vai me pedir dinheiro? Desconto à minha raiva nela.
- Eu não sou à v***a da sua ex que ficava na suas costas. Olho para ela com raiva. Bella não é nenhuma v***a. Eu estou grávida. Ela solta e isso é como se tivesse me matado. Eu não quero um filho, não dela.
- Você ficou louca? Quer ferrar com à minha vida de vez? Vejo os olhos azuis encherem de lágrimas. Ela não pode ter feito isso, não mesmo. À intrometida de Gail entra na sala. Saia agora daqui. Grito com mais raiva ainda. Ela não sai.
- Bah, nos deixe à sós. Ela sai depois do pedido de Anastásia.
- O que você tem na cabeça Anastásia? Uma noite e você me apronta uma dessa? Você fez isso para me agarrar em você? Fez isso sabendo que eu não sinto nada por você e quer me prender à você. Ela poderia ter tomado à pílula do dia seguinte. Sei que também fui irresponsável não me protegendo, mas ela sabia disso. Porque não se preveniu. Ela se levanta chorando.
- Peça o divórcio que você terá. Ela fala. E não precisa se preocupar com meu filho que nada vai faltar para ele. Ele não vai precisar de um pai de Merda igual à você. Ela sai da sala e eu pego o copo e jogo na parede.
Minha vida estará ligada à ela para sempre. Eu terei um filho, que não planejei, terei um filho da mulher que não amo e não escolhi para mim. E agora eu tenho que arcar com isso. Droga. Mil vezes droga. Me afundei no meu escritório bebendo uma garrafa de whisky. Subir para meu quarto tarde da noite, mas antes fui no quarto dela. Mais uma vez à porta estava trancada.
- Ana...stásia, abre essa porta. Estava totalmente bêbado, mas precisava falar com ela. Ana...stásia, abre essa... po... rra. Prec...isamos con....versar sob..re o be...bê...Esse bebê que será meu, nosso bebê.
- O que o Sr acha que está fazendo? Olho para o lado de vejo à babá intrusa com raiva.
- E...u já di...sse que te odei...o? Na... o go...sto de vo... cê.
- Olha, o Sr está bêbado. Vamos para seu quarto. Ela me toca, mas eu não quero que ela me ajude. Eu quero falar com minha mulher.
- Nã...o. Eu vou fa... la com mi... nha mul... her. Digo apontando o dedo na cara dela, na verdade estou vendo duas dela. Eu não suportaria duas Gail. É demais para mim.
- Ela não está em condição de falar com o Sr. Ficou muito triste pelo seu rompante lá embaixo. Olho para as duas Gail e não fui legal mesmo com Anastásia. Mas o que ela estava pensando? Será que não pensou em tomar à pílula do dia seguinte? Ou será que ela não lembrou. Sei que à não pensamos ao fazer e no outro dia, acredito que devido ao meu rompante com ela no quarto, ela também não estava com cabeça para pensar nisso, e agora temos um bebê à caminho. Um bebê meu e dela. Meu e dela. Coloco à cabeça na porta. Vamos para seu quarto. As duas Gail falam. E eu me dou por vencido.
Ela me ajuda a encontrar meu quarto já que estou vendo duas portas. Me deita em minha cama e eu fico pensando o motivo daquela porta está sempre trancada. Fecho meus olhos e não vejo mais nada.
Já tinha dias que não via Anastásia, nem mesmo Gail. Eu sei que tínhamos que conversar sobre à gravidez dela, mas eu não queria que isso fosse agora. Porém meu desespero foi grande quando vi que lá tinha saído de casa. Não tinha levado todas as suas coisas, mas tinha ido embora. Eu não sabia o que fazer. Minha cabeça estava à mil. Nem falando com Bella eu estava falando mais, pois só queria falar com Anastásia. Tínhamos que conversar. Não sei o que seria das nossas vidas, mas eu não me permitiria me divorciar. Não criaria um filho fora de um lar.
Fui à Chicago para conversar com ela. Hoje é sábado. Já tinha passado quase dois meses da nossa briga por causa da gravidez. Cheguei na casa de Ray e toque campainha. Uma empregada atendeu.
- Boa tarde! Quero falar com Anastásia. Ela franze à testa.
- À Sra não está aqui. Na verdade não tem ninguém na casa à dias, para não dizer semanas.
- Mas ela estava aqui? Ela balança à cabeça em negação.
- Não vejo à Sra desde o casamento dela com o Sr. Droga, onde ela está?
- Ray, onde ele está?
- Não sei Sr. Ele não aparece aqui à semanas.
- Tudo bem. Obrigada. Digo e entro no carro que aluguei para ficar na cidade.
Eu sei que fiz muita besteira. Sei que fui inconsequente, mas eu quero me redimir com ela. Pelo nosso filho.
- De novo se enganando Grey? Você está fazendo isso por ela também. Você ainda não percebeu, mas gosta dela. Não, não é possível. Nem mesmo Bella você quer atender. Abaixo minha cabeça no volante. Meu celular toca e esperança me toma. Olho e visor e é Bella.
Ela tem me ligado insistentemente e eu não quis falar com à mesma. Porém eu não vou ter escapatória se continuar à ignorando. Minha vida está um caos e nem sei de terá fim.
- Oi Bella. Falo sem animo.
- Até que enfim Christian, o que houve com você? Tem semanas que estou te ligando. Pensei em até ir ao seu escritório.
- Você não é louca. O que você quer?
- Como assim o que quero? Porque tem me evitado?
- Estou com problemas. Não digo na verdade do que se trata.
- Que tipo de problemas?
- Bella, eu não posso ficar conversando com você. Fala o que você quer?
- Nossa, você está sem paciência. O que houve? Respiro fundo. Não estou com vontade de falar nada. Olha podíamos voltar à dar as ervas para Anastásia, assim seus problemas acabariam.
- Nunca faria isso de novo, ainda mais agora.
- O que você quer dizer com " ainda mais agora".
- Ela está grávida. Solto de uma vez. Isso não vai poder ser escondido para sempre.
- Vocês transaram? Ela questiona chocada, mas neste momento pouco me importa o que Bella vai achar.
- Sim. Ela fica em silêncio por alguns instantes.
- E isso não é bom? Fico surpreso com ela fala. Christian quando esse bebê nascer será muito bom, pois assim ela morta, você terá mais ainda direito aos bens dela. Só dinheiro, tudo isso por dinheiro. Eu me enfiei nessa por dinheiro, me vi envenenando uma pessoa por dinheiro, e agora ela está aqui arquitetando mais um plano. Christian quando ela tiver o bebê podemos envenena-la, ela morre e você vai ter direito à tudo e esse pirralho podemos colocar em algum colégio interno. Ódio me consome agora. Como ela fala assim de uma criança, e uma que nem nasceu. Eu demorei muito para perceber, mas acabou.
- Acabou Bella. Falo me livrando de uma mulher que pensei ser quem eu queria para mim, mas na verdade não é. Ela me convenceu de dar o golpe em Anastásia, e agora quer me convencer de dar um futuro errado para meu filho. Nunca farei isso.
- Como assim acabou?
- Nosso relacionamento acabou aqui. Eu não quero mais nada com você. Seja feliz e me deixe em paz.
- Porque? Eu não vou dar mais explicações. Desligo na cara dela e pouco me importa o que ela pensa. Eu só quero encontrar Anastásia e meu filho. Quero me redimir com eles. Perdi perdão e fazer as coisas certas dessa vez.