Chego no meu quarto e me tranco no mesmo. Limpo meu rosto. Ele teve oportunidade para desistir, ele teve três meses para desistir. E agora ele não quer cumprir seu casamento comigo. Vivermos iguais à dois estranhos dentro de casa. Mas se ele está pensando que eu vou me deixar abater assim, eu não vou. Eu tenho muito o que pensar e tenho que seguir em frente.
Tiro meu vestido e vou até o closet. Pelo menos minhas roupas estão arrumadas aqui. Desfaço o cabelo e vou tomar um banho. Olho no espelho e me vejo tão magra, e tirando essa maquiagem, eu estou tão pálida. Suspiro. Entro no chuveiro molho todo meu corpo, sem molhar o cabelo. Pensei em uma noite agradável, passarei em uma cama sozinha e fria.
Arrumo minha cama e me deito. O que eu vou fazer para ele olhar pelo menos uma vez para mim? Como farei para esse casamento seguir em frente? Fecho meus olhos. Eu tenho que ser muito enérgica com ele, pois se o mesmo está pensando que vai fazer de mim o que quer, não vai. Acabo dormindo.
Acordo e me levanto. Vou no banheiro. E me olho no espelho. Merda. Volto no quarto e tinha que ser hoje né. Volto para o banheiro e faço toda minha higiene. Arrumo minha cama e desço depois de colocar o robby. Vou andando sem conhecer à casa. Vou andando sentido reto e vejo que se trata da sala de jantar. À mesa está posta e meu querido marido está tomando seu café.
- Bom dia! Digo me sentando. Ele não me responde e a ajudante aparece.
- Bom dia Sra, deseja alguma coisa em especial? Olho para mesa e realmente Bah vai ter que fazer uma lista de compras aqui para mim.
- Bom dia! Qual seu nome?
- Marta Sra.
- Marta, me chame de Ana, e quanto ao café da manhã, Gail chegará amanhã e ela vai te passar uma lista do que eu como e não como. Tem coisas aqui nessa mesa que não posso comer, mas por hoje você poderia fazer para mim um suco de melancia.
- Não temos melancia Sra. Bebo um pouco de leite.
- Que fruta você tem? Indaguei.
- Maçã, manga, morangos.
- Ótimo faz um suco de morango para mim. E faremos uma comprar aqui. Digo e ela assentiu saindo da sala.
- Não temos dinheiro para esbanjar aqui. Meu marido resolve se manifestar.
- E eu com isso? Você quis me ter como esposa, sendo que eu te ofereci ao contrário. Então eu não me importo com que você vai fazer. Só passe o dinheiro para ela comprar o que eu necessito comer todos os dias. Ele levanta revoltado e joga o guardanapo em cima da mesa.
- Sugiro que você comece à pensar em como vamos fazer para sermos marido e mulher, porque se esse casamento não for consumado em três meses, que é o que me pede à lei, eu pedirei à anulação. Espero que você esteja feliz por explicar à todos o motiva da anulação, pelo menos minha família. Ele sai e não diz nada. Eu tenho que jogar as cartas que eu tenho para tê-lo pelo menos uma vez para mim. E se ele acha que vou deixá-lo à vontade para dar suas escapadas com Bella à vigarista não vou mesmo.
Marta aparece com meu suco e eu tomo um copo do mesmo. Como algumas frutas picadas. Vou até à cozinha.
- Marta só tem você aqui?
- Sim Sra. O Sr só quis que eu viesse.
- Como assim, você já o conhecia?
- Sim. Vou para perto dela. Trabalhei para os pais dele e depois que os mesmos morreram fui trabalhar para o Sr Grey em seu apto. Mas ele também não estava bem financeiramente e me dispensou. Faço cara de surpresa.
- E quantas eram aqui? Vamos melhorar as coisas aqui, não quero ninguém sobrecarregado com serviço desta casa enorme.
- Quatro, sendo que eu cozinhava e uma lavava e passava e as outras cuidava da casa. Assinto. Olho para o jardim da janela da cozinha.
- E o jardim?
- Tínhamos um jardineiro.
- Você sabe onde estão todos? Peço.
- Sim Sra.
- Estão desempregados?
- Não todos.
- Ótimo. Os que estão desempregados diga que eles têm de novo o seu emprego aqui nessa casa. E os que estão empregados, diga que vamos dar um pequeno aumento caso eles queiram retornar à trabalhar nessa casa. Ela sorri amplamente.
- Obrigada por isso Sra. Sorrio para ela.
- De nada. Agora quanto ao almoço faça salada para mim.
- Sim Sra.
- Me chame de Ana por favor. E quando você tiver um tempo, eu tirei as roupas de cama da minha cama, gostaria que você colocasse novas.
- Eu farei Sra.
- Não precisa correr. E muito obrigada. Vou saindo. E é Ana. Falo saindo da cozinha.
Vou para meu quarto e pego meu celular. Eu precisava falar com meu pai. Deixar à v***a de Bella roubar dele, ele deixou, agora não vai querer me sustentar e sustentar à casa. Por mim que morra de trabalhar. Eu não vou envolver meu dinheiro nessa casa, em nada que seja responsabilidade dele. Que vire homem, aprenda à dar valor ao que tem, pois ele não sabe dar valor à nada. Viveu para Bella, para os caprichos dela. E enquanto esse lado ganancioso dele tiver atinado, eu serei à caprichosa da vez. Não que eu seja, mas farei com que ele ache que sou e que gaste o dinheiro dele com coisas que são verdadeiramente importante, nossa casa, nossa família. Meu pai atende no segundo toque.
- Acho que está rolando uma lua de mel, e alguém não deveria está me ligando. Quem dera.
- Christian está tomando banho pai, aproveitei para te ligar. Minto porque não quero que ele saiba da verdade, da minha situação com esse bastardo.
- O que você deseja meu amor? Aconteceu alguma coisa?
- Não pai, na verdade, Christian é eu estávamos conversando e ele me disse que não queria que o Sr o ajudasse mais. Na verdade ele quer me sustentar e sustentar a casa com seu dinheiro.
- Estranho Ana. Ele não vai ter dinheiro para manter nada aí, por enquanto à empresa não deu tão lucro com os novos contratos.
- É pai, mas ele quer fazer as coisas do jeito dele. Quer ser o homem responsável por tudo que se diz respeito ao nosso casamento. Ele te agradece muito pela sua ajuda até agora, mas ele prefere ter as rédeas de agora para frente.
- Então tá amor, mas o que me preocupa você sabe o que é.
- Isso não precisa se preocupar. Não faz parte do pacote que ele tem que arcar. Eu farei isso.
- Não. Então que eu continue pagando.
- Pai.
- Nem pai, nem nada filha. Essa obrigação é minha. Você contou à ele? Acho que você deixou ele ver pelo menos?
- Não pai. Não contei e não tive problemas com isso.
- Como assim? Eu não quero ter que explicar ao meu pai que não tive um noite de núpcias como eu imaginei que teria.
- Pai você não quer que eu explique minha noite de núpcias né?
- Claro que não amor, mas eu estou abismado de como você conseguiu esconder isso dele. Simples, ele não dormiu comigo.
- Foi tranquilo pai, não se preocupe.
- Não estou preocupado. Uma hora ou outra ele vai descobrir.
- No tempo certo pai. Não se preocupe. E eu queria te pedir outra coisa.
- Pode pedir minha princesa. Tudo que você quiser.
- Quero dois seguranças aqui em casa.
- Tudo bem meu amor. Mandarei hoje mesmo. Mais alguma coisa?
- Não papai. Obrigado e eu te amo.
- Eu também minha princesa. Agora vai dar atenção ao seu marido e aproveite sua lua de mel. Que lua de mel maravilhosa.
- Tudo bem pai. Até mais.
- Até. Bjs amor. Ele desliga. Eu amo demais o meu pai e sei que não é certo mentir para ele, porém não quero ele e nem qualquer pessoa se metendo nesse casamento que me enfiei. Será feito do meu jeito, até Christian entender que não temos volta. Somos marido e mulher e não há nada que faça mudar isso, à não ser à morte.
Durante o dia fico mais no meu quarto. Almoço ali também. Estava fazendo um reconhecimentos dos imóveis em Seattle para venda. Seria legal meu negócio abranger aqui, já que minha vida é aqui. Os seguranças que pedi à pai já estão à postos para seguir meu marido errante. Claro que ele não sabe, e nem vai saber. Eu só quero garantir que ele ande na linha, se não andar vamos ter que usar o acordo pré nupcial. Não vi Christian mais pela manhã e agora estou aqui sentada à mesa comendo meu jantar. Ele aparece e se senta sem dizer nada.
- Sr Grey deseja mais alguma coisa? Marta aparece sendo gentil.
- Não. Obrigada! Ela sorri e já iria se retirar.
- Sra, está tudo certo para o pessoal voltar à trabalhar aqui na segunda feira. Sorrio.
- Que ótimo.
- Que pessoal? Meu marido indaga olhando para Marta.
- Pode ir Marta, eu explico. Ele me olha com raiva. Marta sai depois de pedir licença. O antigo pessoal que trabalhava aqui no tempo dos seus pais. Chamei-os de volta.
- Porque? Anastásia você tem ideia da nossa situação? Ele está furioso. Não tenho nem um pingo de dó.
- Não. Não tenho idéia e nem quero saber. Isso é com você. É sua responsabilidade. O que não dar e eu ter uma pessoa aqui em casa fazendo todos as coisas para manter essa casa desse tamanho.
- Mas você já não vai trazer à sua Babá? Gargalho disso.
- Gail não estará aqui para fazer nada doméstico. Ela é como se fosse da minha família.
- Mas não é nada minha, e se é da sua família, porque temos que pagar um salário à ela.
- Ela cuida de mim e merece.
- Neste momento eu não tenho dinheiro para manter mais que duas pessoas aqui em casa. Olho para e cruzo os braços.
- Então vamos comprar um apto de dois quartos e vamos nos adequar à nossa realidade. Manteremos somente uma empregada e Gail claro.
- Você não está falando sério.
- Nunca falei tão sério na minha vida. Portanto, você dar um jeito de manter tudo aqui, inclusive eu, que por falar nisso preciso de um cartão de crédito e de débito ou vamos morar em algum lugar que você consiga nos manter.
- Eu não posso te dar nenhum cartão.
- Por favor não demora. Eu preciso comprar um carro para mim.
- O que? Ele grita não acreditando.
- Sim. Isso mesmo que você ouviu. Eu tenho coisas para fazer fora de casa e não vou pegar um taxi sempre, que por sinal fica muito mais caro.
- E o seu dinheiro? Gargalho outra vez.
- Meu dinheiro não será mexido enquanto você não me transformar realmente na Sra Grey, eu não vou te ajudar em nada. Nem uma calcinha que tiver que comprar para mim, isso será responsabilidade sua. Ele se levanta.
- Você só está fazendo eu te odiar. E pode ter certeza que isso não vai durar.
- Que bom, pelo menos você sente algo por mim. Ele sai e eu abaixo minha cabeça. Será mesmo que ele me odeia tanto assim? Eu não quero isso. Eu o quero comigo, não afastá-lo de mim, porém se eu não dê um jeito na nossa situação, fazendo ele ver que eu o amo, não teria chance aqui.
No domingo levantei e tomei um banho. Bah chegaria hoje e eu não me sentiria tão sozinha. Me arrumei e desci para tomar café da manhã. À mesa não tinha nada. Estranhei fui até à cozinha e não tinha ninguém. O que houve aqui? Voltei para sala e Christian apareceu com uma sacola.
- Trouxe o seu café. Ele fala ríspido e frio. Ele coloca à sacola na mesa.
- Obrigada! Não diz nada e sai. Olho para sacola e abro à mesma. Tem café, não posso, tem donuts e um pão com queijo. Lixo, vou jogar no lixo. Mas agradeço o esforço dele. Vou ter que sair para tomar café fora, ou melhor comer frutas e ficar quietinha aqui.
Na hora do almoço. Penso que vou ter que sair para comer, dessa vez não terá jeito. Desço e vou na cozinha para ver se tem algo para comer. E não tem, eu terei que fazer, mas tudo aqui é industrializado. Não posso com isso. Escuto passos e vejo Christian aparecer com outra sacola.
- Seu almoço. Olho e lá vamos nós.
- O que houve com Marta hoje? Questiono à ele antes dele sumir de vez.
- Ela não trabalha no domingo. Que ótimo.
- Então vamos ter que contratar alguém para trabalhar aqui nos finais de semana.
- E lá vem você gastar mais dinheiro sem ter. Sorrio de lado.
- Eu não posso ficar sem comer, então que tenhamos uma pessoa aqui nos finais de semana.
- Porque você não faz você mesmo?
- Não sou sua empregada Grey, eu acho que você não entendeu meu lugar em sua vida.
- Você não tem nenhum lugar na minha vida. Para mim você está de passagem.
- Ótimo, aceitou de vez à anulação do casamento? Que isso não aconteça. Por favor que isso não aconteça. Me mantenho firme.
- Não te interessa. Ele sai e me deixa ali. Respiro fundo. O que eu vou fazer para ele me ver como esposa dele? Abro à sacola e tenho arroz, estrogonofe de camarão, e batatas assadas. Infelizmente também vai para o lixo. Nada saudável aqui. Estou perdida. Terei que comer fora mesmo. Saco.