Igor chegou na hora em que combinamos, nem um minuto a mais ou a menos, exatamente ao meio-dia, imaginei que ele estivesse do lado de fora, esperando antes de bater à porta. Pobre coitado, me obrigou a namorar com ele, para manter o segredo das minhas relações com meu gêmeo, aceitei contra a minha vontade. Não sou de seguir o senso comum, mas: se a vida lhe der um limão, faça uma limonada. “Oi,” disse com bastante afeto, como se fosse minha namorada na porta, com seu lindo vestido, maquiagem leve e um sorriso para todos. E sabia que meus pais, sentados no sofá a nossa espera, me ouviriam. “Bateu na porta como?” peguei a travessa de vidro que ele trazia com os braços estendidos na frente do corpo. “Não conta para a sua mãe, mas já que estava com as mãos ocupadas, tive que meter o pé,” Igo

