Me aproximei dele para conferir se estava muito ferido; não que eu me importasse, só não tenho a intensão de gastar meu réu primário com esse s****o e precisava saber se ele estava vivo.
- Christian... – Sacudi seu corpo. – Acorda, seu desgraçado. – Sacudi novamente, começando a ficar nervosa. – Só era o que faltava; você morrer na minha casa. Acorda, seu b****a!
Nos últimos dias desejei muito que Christian morresse, ele merecia. Mas nunca desejei mata-lo. Não está em meus planos ser presa pela morte dele. Parei um pouco para avaliar a situação e ver quais são as minhas opções que se resumiam a buscar ajuda para salvá-lo ou esconder o corpo desse desgraçado.
Saí de casa com o propósito de buscar ajuda e nem me dei conta que estava usando roupa de dormir. Fui para a rua e comecei a acenar para os carros; alguns passavam lentamente e buzinavam ou os caras assobiavam, outros me olham como se eu fosse uma louca ou uma dessas garotas de programa que ficam se oferecendo no meio da rua.
Sem que ao menos esperasse, senti uma forte pancada na cabeça e sou arremessada para longe, quase no meio da rua. A minha cabeça doía. Ouvi uma voz:
- Como você está, moça? – Era voz de homem... não era estranha. – Você pode me ouvir, moça? Fale comigo.
- Estou bem. – Respondi, passando a mão onde doí. Aos poucos a minha visão toma foco e enxergo o cara que falava comigo.
- Não acredito! Você???
Tento me desvencilhar rapidamente dele que tentava me ajudar a levantar.
- Você é maluco, seu i****a! – Gritei. – Não olha por onde anda?
- Você surgiu do nada na frente do meu carro, sua maluca! – Ele me olhou dos pés a cabeça. – O que você faz na rua vestida com roupa de dormir?
Meu pensamento voltou a Christian que estava estirado lá no chão da minha casa. E eu sem saber se estava vivo ou morto.
- Estava procurando ajuda. – Finalmente respondi. – Vem comigo. – Tentei puxá-lo, mas ele soltou a minha mão.
- Ajuda com o quê?
Como eu vou explicar que acho que matei um homem, sem dizer que quase matei um homem?
- É na minha casa. Situação difícil de explicar.
- Sem chance. Se você não explicar, não tenho como te ajudar. – Me ele me dá as costas e caminha em direção ao carro. – Estou atrasado.
- Você vem comigo, sim! – Falei decidida. – Você acabou de me atropelar e posso chamar a polícia e dizer que você não prestou a devida assistência a mim, Já decorei sua placa; não vai ser difícil eles chegarem em você. Posso dizer que você estava bêbado ou drogado.
Ele para e me encara.
- O quê??? Você é maluca mesmo! Não que isso seja da sua conta, mas eu não bebo e também não uso drogas. – Conclui e volta a seguir caminho até seu carro.
— Você vai ter que explicar isso ao delegado. — Retruquei.
— O que você precisa? — Ele finalmente se rende.
— Vem comigo. – Fiz sinal para que ele me seguisse.
— Espera! Preciso tirar o meu carro do meio da rua. – Foi até o carro, o estacionou corretamente e voltou.
Quando finalmente entramos em minha casa, começo a explicar o que houve:
- Acho que matei uma pessoa. – Falei de uma vez só. – Não tenho certeza.
- Como é que é? – Ele me olhava assustado. – Se isso é uma brincadeira, é de péssimo gosto.
- Não é brincadeira. – Falei seriamente. – O corpo está logo ali. – Caminhei na direção em que o corpo do Christian estava e abri a porta para que ele visse. Lá estava ele, jogado e caco de vaso para todo lado.
- Oh, meu Deus! Você é maluca mesmo! – Ele começa a voltar para trás. Não vou ser cúmplice disso.
- Para de dar show! Você já é um cumplice. – Falei irritada com a reação dele. – Meus vizinhos te viram entrando aqui em casa. Posso dizer que você o matou e em seguida tentou me m***r atropelada para eu não te denunciar.
- Você fugiu de algum hospital psiquiátrico? – Ele perguntou, perplexo.
- Será que você pode verificar se ele está vivo ou morto? Me disseram que você é médico residente. Ou ainda não chegou nessa aula? – Zombei e ele revirou os olhos.
Ele se aproximou do corpo, abaixando-se.
- E se ele estiver morto? O que vai fazer? Cortar em pedacinhos e espalhar pela cidade?
—Exatamente. — Falei tirando onda com a cara dele.
—Esse cara não é o seu namorado? O mesmo que me deu um soco graças a você? — Verificou a pulsação de Christian. — Está vivo; só sangrando muito. Ligue para a emergência. Ele precisa fazer alguns exames. Bateu com a cabeça... — Me encara sério. — Ou alguém jogou um vaso na cabeça dele. Temos que ter certeza que não teve nenhum dano mais permanente.
Ele me encara.
— Ele mereceu. — Falo com cara séria.
— Agora me responde uma coisa, o que te levou a jogar um vaso na cabeça do seu ex-namorado? Não pensou nas consequências?— Me questiona.
- Sei bem quais seriam as consequências se não tivesse feito isso. A uma hora dessas eu estaria na delegacia registrando um boletim de ocorrência por e*****o ou até mesmo em seu hospital tomando a pílula do dia seguinte para não ficar grávida de um maníaco... Isso na melhor das hipóteses. Poderia ser enterrada numa cova rasa e ser encontrada daqui há alguns dias quando dessem por minha falta.
Christian começou a reagir.
— Como se sente? — Ele pergunta.
Vi quando os olhos esverdeados de Christian se abriram e deu um soco no rosto do médico que caiu bem na sua frente.
— Ai! — Ele gritou.
— O que você faz aqui com a minha mulher? — Ouço Christian gritar tentando se levantar.
— Seu i****a! — Grito. — Ele veio te ajudar. — Dou outro chute bem no meio das pernas dele.
—De novo não, Michelle. — Ele grita.
— Da próxima vez, vou bater com mais força e me certificar que você esteja morto. — Fui em direção ao médico.
— Você está bem? — Pergunto.
— Estou ótimo. — Respondeu com sarcasmo. — Considerando o fato de que uma mulher maluca me parou no meio da rua e me obrigou a ajudar um cara que supostamente ela tentou m***r e acabei levando um soco na cara... está tudo bem. — Resmunga.
— Para de show. Eu não te parei... você me atropelou. — Reclamo.
— Já é o segundo soco que levo por sua causa.
— Sai de perto de minha mulher! — Christian gritava.
— Cala a boca, Christian!
— E ainda por cima está bêbado. — Ele continua. — Uma psicopata e um alcoólatra. Não consigo imaginar casal mais perigoso. — Ele caminha em direção a porta.
— Não somos um casal e já te falei isso. E o que eu faço com esse i****a?— Aponto para Christian no chão.
— Chama uma ambulância para levá-lo ao hospital.
— Eu vou te pegar! — Christian continua esbravejando.
— Da próxima vez, bate com mais força e certifique-se que ele está morto, ok?
— Ele fala.
— Para a sorte dele, é bom que não aja próxima vez. — Falo.
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Não passe para o próximo episódio ainda. Estará atualizado somente em 29/10/21
Prezados Leitores,
Peço que leiam com atenção este pequeno texto.
Ninguém é obrigado a ler o que escrevo, mas se você decidiu ler, peço que atente às notas finais que serão deixadas no término dos episódios.
Faço um tratamento de saúde e por essa razão, demoro um pouco mais que o normal para revisar os livros. No entanto, sempre deixo uma mensagem no final do episódio indicando quando estará atualizado para que vocês não gastem moedas desbloqueando um episódio que não está pronto para ser lido.
Escrever me ajuda a esquecer um pouco todo o drama que estou vivendo, mas ultimamente, devido a esses comentários, estou repensando se vale mesmo a pena continuar. Não estou pedindo elogios; estou pedindo um pouco de empatia. Apenas isso.
Não vai doer nada em você se precisar esperar alguns dias até sair o próximo episódio revisado
Estou escrevendo essa mensagem a vocês porque estou cansada de receber tantos comentários tóxicos. Todos os dias tem alguém deixando um comentário grosseiro a fim de me ofender ou diminuir o meu trabalho.
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