O salão estava iluminado por lustres de cristal, champanhe borbulhava em taças, e sorrisos falsos brilhavam mais que joias. Virgínia caminhava entre os convidados como sempre fazia: altiva, sedutora, saboreando cada olhar que se voltava para ela. O vestido vermelho desenhava-lhe o corpo como uma chama, e o salto alto ecoava como música de poder no mármore do piso. Foi então que seus olhos cruzaram com os dele. Rubens Magalhães. O bilionário discreto que muitos invejavam pela frieza nos negócios. Mas, para ela, o choque veio como um raio: era o mesmo homem do banheiro, o mesmo barman de mentira que a havia fodido como nenhum outro. O coração de Virgínia vacilou, mas ela manteve a postura. Aproximou-se da mesa de convidados, mas ele já estava diante dela, sorrindo com aquele ar de quem gu

