Capítulo 14 – O Corpo Que Pede Socorro

1322 Words

O quarto da fazenda estava mergulhado em penumbra. Cortinas pesadas impediam que a lua entrasse, e até o vento parecia evitar aquela casa. O silêncio só era quebrado pelo ranger da madeira antiga e pelo som abafado de passos, os passos dele, que atravessavam o corredor como prenúncio de tormenta. Rosa estava sentada na beira da cama, mãos entrelaçadas sobre o colo, os dedos nervosos apertando uns aos outros. O corpo pedia socorro em cada fibra. Não havia marca visível naquela noite, mas a marca verdadeira era a espera: a antecipação do que viria, daquilo que Antenor sempre trazia com seu olhar escuro e seu sorriso de predador. Ele entrou sem bater. A porta se abriu como se fosse dele o direito de invadir tudo,; portas, silêncios, até a alma dela. Antenor trazia no rosto o mesmo sorriso

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