Sete anos haviam se passado. O tempo, c***l e paciente, espalhara rugas e silêncios mais do que qualquer tempestade jamais poderia. As duas fazendas, antes vibrantes de cores e vida, agora pareciam carregar o peso da própria maldição. Na Fazenda das Rosas, o campo era apenas terra seca. As roseiras que, por gerações, floriram em abundância, haviam secado como se a seiva tivesse sido sugada por dentro. Galhos retorcidos, folhas queimadas, espinhos que ainda resistiam ao vento. O perfume, porém, permanecia. Invisível, inconfundível. O cheiro de rosas ainda pairava no ar, como fantasma. Não havia flor, mas havia essência, lembrando a todos de que algo ali havia sido quebrado. Os pais de Rosa, frágeis, sentiam o peso do arrependimento. O pai, cabelos ralos, corpo curvado pela idade e pela cu

