Capítulo 2
Pietro D’angelo
Sou Pietro D’angelo filho único de Henrique e Antônia D’Angelo, como minha própria mãe fala, uma obrigação que ela não pode fugir.
Quando se é criança dói ouvir isso de quem você só queria receber amor e carinho. Não era para as mães serem assim, mas a minha era.
Meu pai sempre me falou que desde de bebê teve que ouvir reclamações de sua esposa que fui sua ruína e maldição! Que homem iria gostar de ouvir isso tudo de alguém que se ama?
Ela sempre faz questão de reclamar que destruí seu lindo corpo ou que acabei com seus maravilhosos s***s ou que chorava muito durante as madrugadas, assim há deixando com enormes olheiras e com sono o resto do tempo. Eu era um bebê e não tinha controle sobre isso, e não deveria ser culpado.
Era tanta reclamação, que meu pai nem quis tentar ter outros filhos, já bastava a dor de ter seu sonho minado por ela.
Com mais idade as reclamações vinham de forma direta pra mim, ela sempre deixou claro que nunca me amou e que nunca vai me amar.
Que eu era uma obrigação e que cabei com sua vida. E que culpa eu tinha, eu repito a pergunta...
Fui criado praticamente por inúmeros babás e a nossa governanta Cecília. Tenho ela como figura materna, já que Antônia me trocava por compras ou chá da tarde com suas amigas perfeitas.
Na verdade, Cecília quem ficava comigo todo tempo, ainda mais quando começou a minha inicialização da máfia. A pior época da minha vida!
Sempre dormia comigo após pesadelos e cuidava dos meus machucados...
Devo tudo a ela!
Por que sei que cuidou de mim, não por obrigação e sim carinho e amor. Por esse motivo tirei ela da mansão e trouxe pro meu apartamento, não aguentava ver ela sendo humilhada pela Antônia...
-Bom dia meu menino! - ela sempre com seu sorriso no rosto e agitada fazendo a comida que tanto amo.
-Bom dia Ceci! Não venho almoçar hoje, tenho muitos compromissos e uma casa para ver...
-Finalmente vão busca-la? - Ceci me olha com um sorriso presunçoso e colocando mais café em minha xícara.
-Sim Ceci, já se passaram 5 anos, ela curtiu muito sua liberdade, agora ela tem que assumir o lugar dela ao meu lado.
Nunca vou falar para ela que contei os dias pela volta da minha prometida! .
Desde que o antigo Dom Carlos me falou que Ítalo assumiria e que tinha me escolhido como seu conselheiro, me senti honrado, mas quando me comunicou que me casaria com a Aretha Salvatore, me senti o homem mais sortudo do mundo!
Quando éramos crianças tive muito contato com Aretha e seus irmãos, pois sua mãe era maravilhosa, doce e amável. Ela sabia o que eu passava em minha própria casa e com a minha própria mãe, então me dava o amor que sabia que eu precisava.
Eu me sentia muito bem perto deles e era momentos de paz que nunca tive em minha vida. Após seu assassinato tudo mudou, o brilho sumiu naquele lar que tanto amava brincar, tudo ficou frio e sem graça.
Dom Salvatore trancou Aretha em casa, ela não sai pra nada e para ninguém. Muito menos para ir nas festas da Máfia, Aretha não aparecia e eu ficava louco querendo saber como ela estava.
- Que liberdade menino, se você vive vigiando ela em cada passo que dá... E não me olha com essa cara! Vejo as fotos que você tem dela no closet, eu limpo toda essa casa, e sei de tudo menino.... - Estou muito ferrado com a Ceci e sua perguntas.
- Além das noites de bebedeira no seu escritório quando chega vídeos dela...- levanto antes que Ceci fala mais alguma coisa que me deixe ainda mais exposto, é vergonhoso um mafioso fissurado como eu estou e não pegar o que tanto deseja!
-Chega Ceci! Só você sabe disso então....
- Nunca falaria nada menino, você e como um filho que nunca pude ter em meu ventre... Você é meu sonho realizado, sempre vou estar com esses braços gordinhos te esperando. -Ceci sempre me desarmar.
Vou até ela beijo sua testa e vou correndo para o trabalho, Ícaro irá buscar meu tesouro hoje e nosso noivado será no próximo sábado.
Vou para meu carro e dirijo até a mansão da família Salvatore, tenho que finalizar os detalhes com Ítalo e Ícaro sobre o casamento e depois vou para nossa base ver o último carregamento que chegou nessa madrugada.
Em Roma está quente, estamos no verão e as ruas estão cheias de turistas. Mais tarde as boates da família vai bombar, é mais uma questão que terei que cuidar enquanto os meus cunhados vão para o Brasil.
Estaciono na frente do imponente casarão, tenho entrada liberada posso entrar e sair a hora que quiser...
-Bom dia cunhadinho! Finalmente vou buscar sua prometida! – Ícaro ama me tirar do sério.
-Bom dia Ícaro, tenho muita coisa pra resolver hoje, enquanto você se diverti lá no Brasil.
-Bom dia Pietro, já tem a data pra casar com a minha irmã! -Ítalo como sempre sem paciência nenhuma vai direto ao ponto!
-Sábado vai ser o nosso noivado, podemos marca pra daqui a um mês.- vejo ele me indicando o corredor para o escritório na sua casa. Entramos e sentamos nas poltronas e sofá.
-Quero resolver isso logo Pietro, Aretha tá arrumando problemas lá no Brasil e não quero que isso vire uma bola de neve. – Ítalo suspira, nesses cinco anos envelhecemos muito, era muita coisa pra organizamos e com mudança de comando aparecerem alguns bast@rdos querendo pegar nossos carregamos de armas e drogas. Como uma família forte, mostramos que a fúria Salvatore não se brinca!
-Cunhadinho, você tá muito ferrado, nossa irmã mudou muito ! Ela não é mais aquela menininha que saiu daqui a cinco anos atrás... – Ícaro fala com um sorrisinho de lado, me deixando bem puto!
- E não adianta desistir! Vai ter que amassar a fera, na máfia e até a morte os separe. - Caramba até Ítalo está de gozação com a minha cara...
- Vamos parar com esse assunto!– me ajeito na poltrona – Vamos resolver o esquema de segurança de vocês enquanto estão em viagem, tá? A viagem é longa e tem o aniversário de 60 anos da avó de vocês... sei que lá não tem muito risco, mas seguro morreu de velho.
- Nossa está doido pra gente ir logo, não é mesmo? Calma cara, ela não vai fugir não! Vocês vão juntar as escovas logo, logo... – Nessa hora os dois patetas riem e até eu dou uma risadinha.
Eles não tem noção de como quero me casar logo e domar minha rebelde sem causa!
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