Cinco anos depois...

1219 Words
Capítulo 3 Aretha Salvatore Cinco anos depois... Estou na minha sala em um das joalherias da família, desenvolvendo um anel de noivado para um comprador anônimo. Isso é horrível, pois não tenho ideia do que ele gosta ou que sua noiva deseja. Como vou imaginar algo especial e único? Não sei, mas to tentando... tenho que conseguir fazer uma peça digna para essa noiva! O único pedido dele é que seja um diamante caro, o resto posso deitar e rolar em minha criatividade. Adoro poder criar e fazer o que der na telha! Mas um pedido de casamento é um momento tão especial... sei lá, os noivos geralmente vem aqui e contam as suas historias amor! Pedem pra retratar isso na peça, afinal é uma mudança de suas vidas... Não sou romântica tá? Mas ajuda uma historinha melosa pra criar né! - Aretha chega de desenhar, vamos logo, quero chegar em casa e tomar um banho gostoso de banheira, assistir filmes deitada na cama. – Entra Sofia em seu terninho branco como neve e seus cabelos loiros presos em um r**o de cavalo magnifico. Seu rosto mesmo cansando pelo dia longo, ainda esta perfeito com sua maquiagem leve. Senta na minha frente e suspira olhando o que faço. -Sofia vou enlouquecer com esse pedido! Esse anel está me tirando o sono... Como vou criar uma peça assim, sem conhecer a pessoa ou ter uma descrição um pouco mais detalhada... - Para amiga, você vive criando coleções do nada, com essa mente brilhante que tem, o universo é o limite. Faz joias com pedras preciosas raras e caríssimas! Quer reclamar de um anel de noivado às nove horas da noite de uma sexta feira?- olho séria pra ela. - Não é só uma peça! E um pedido de casamento. Ele vai pedir pra ela se unir a ele em matrimonio. Dividir a vida pra sempre, sabe... Dormir de conchinha, aguentar chulé, brigar coisas bobas e se amar para todo o sempre! Eu não sou romântica... - Aretha, você não é romântica, lembra? Você vive gritando pro mundo todo ouvir, que não existi "amor" e sim casamento com interesses... E sou a prova viva que casamento realmente não existe! Verdade, eu falo cada uma dessas palavras, realmente não acredito no amor, não depois de viver em uma casa com o amor dos meus pais. Um amor que floresceu no meio da máfia, mas foi despedaçado pela mesma, nada sobreviveu depois da morte da minha mãe. - Eu não acredito, mas o cliente acredita, então paciência... – suspiro cansada, nunca vou ter essa coisa de amor, felizes para sempre, o amor da minha vida, então pra que me iludir? - Bom, não sou eu que vou discordar de você! Minha experiência nesse quesito e lastimável minha querida! Agora chega mocinha, pra casa! Amanhã temos aula de zumba com o Tiago, ele vai ensinar passos novos...- diz batendo palminhas e levantando. - E tem a festa da avó, queria ficar animada, mas essas reuniões são tão chatas! – dou uma risadinha, mas concordo plenamente, é um porre! Eu, Sofia e Mia quando está na cidade, gostamos de sair, dançar e beber em festas e boates. Mas como nas festas da vovó só vão estar presentes gente fina e rica, temos que nos comporta! - Vamos gatinha! – pego minha bolsa, pois estou um caco e amanhã vai ser um longo dia. Chegamos no casarão da vovó, onde ela faz questão que moramos debaixo das suas asas, pois tem medo que eu faça besteira e papai apareça aqui pra brigar com ela e me levar embora à força. Ela fala que não é medo e sim que tem vontade de matar ele todas às vezes que estão perto. Depois da morte da mamãe, eles dois nunca mais se deram bem, se insultaram e culparam, uma ao outro pela morte dela. Muito chato isso tudo, sabe perdi minha mãe e avó, pois ela não vai há anos para a Itália. - Finalmente chegaram, já estava indo jantar sem as duas. Amanhã temos que estar belas pra minha festa, sim? - eu e Sofia nos olhas e sorrimos... - Claro vovó, mesmo morrendo de tédio, não deixaremos de ir... - Esta me falado que minhas festas são chatas?- Ela está com um cara de falso espanto e com a mão no coração. -Senhora Vieira.... - Senhora e sua avó! Já pedi pra me chamar de Marta! –Ela nos deixa sozinhas na sala e segue pra sala de jantar. Ela ama Sofia e quer que a mesma a chame de vovó! Em meio ao jantar vovó começa a falar sobre o grande jantar de gala que ela organizou para amanhã. Segundo ela não se faz 60 anos todos os dias e concordo com ela. Sei que ela ainda sofre muito pela morte da mamãe e que esta aproveitando ao máximo minha presença na casa dela. Logo terei que me casar com algum velho barrigudo e ir embora para a Itália novamente! Essa incerteza e que me mata a cada dia, quando vão vir me buscar ou se poderei ficar aqui pra sempre! Deixar essa minha bolha aqui no Brasil e ir pra algo incerto e voltar a ser submissa, é complicado. Acho que não sei ser a Aretha de cinco anos atrás. Sou uma nova Aretha e tenho que ter cuidado pra não matar meu novo pretendente do coração ou com uma bala na cabeça! - Ei, volta do mundo da lua, sua avó está falando! – Sofia joga o guardanapo em mim, nossa tava viajando em pensamentos. - Desculpa vovó! - Pensado em seu casamento... -Sim, já tenho vinte e seis anos, as meninas em nossa realidade se casam com dezoito anos e que eu saiba, a máfia ainda não mudou as regras. Sei que papai adiou ao máximo meu primeiro casamento, mas não vou me iludir, uma hora eles vem me buscar para me casar e dessa vez não terei escapatória! - E minha menina, sua realidade e complicada. Na verdade daria tudo pra você não passar por isso... mas estaria declarando guerra ao meu outro neto! Ítalo está sendo um bom Dom, em pouco tempo, eles organizaram as coisas lá e estão dando orgulho ao seu pai. Tenha paciência, converse com seu irmão, ele pode te surpreender! - Vovó, não vejo eles há cinco anos, não sei o que me aguarda na verdade quando finalmente os encontrar. -Tento ser sincera. -Vamos fazer o seguinte, aproveita a festa amanhã e esqueça essa historia! Só vai te da rugas e quando você tiver que ir, vemos o que podemos fazer para mudar! - vovó tem razão! Não vai adiantar sofrer por antecedência! - Verdade, vamos dá o tempo ao tempo. -Amiga, conta comigo, ok? Vou estar sempre aqui pra você! - Pego em sua mão e aperto com carinho. Sofia não tem noção do que é a máfia, não em sua forma c***l e destrutiva. Nós falamos pouco com ela, só o básico praticamente. Que tenho irmãos mafiosos e que vou me casar a qualquer momento. Sempre reforço pra ela que são as regras e tenho que cumprir. Quando ela tenta aprofundar, dou um jeito de cortar o assunto, não posso envolvê-la ainda mais do que ela já está envolvida. Me sigam no i********: @dhaa.utora
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