(Noah Narrando)
O Noah Amoroso, família, sorridente, brincalhão morreu quando vi com os meus próprios olhos os meus pais sendo enterrados, foi como se o meu mundo perdesse as cores e eu simplesmente começasse a enxergar tudo perto e branco, mas o que partiu mesmo o meu coração foi ver aquele caixãozinho na cor branca sendo coberto de areia com apenas a foto do meu irmão em cima por que ninguém tinha estômago, ou melhor dizendo, ninguém tinha coragem para ver o quão r**m estava os corpos, o que fizeram com eles foi algo tão c***l que me fez repensar se era realmente essa vida que eu queria ter, e uma pena que esse meu pensamento veio muito tarde, eu so queria poder voltar e fazer tudo diferente. Estava de longe observando o enterro quando o meu padrinho se aproximou, eu o olhei por alguns segundos e voltei a olhar o pessoal chorando enquanto os caixões eram cobertos por terras.
Lc- Como ce ta? -Perguntou e eu revirei os olhos.
Noah- Pareço bem? Por causa da minha imprudência matei a minha família, perdi a minha casa e coloquei a máfia em guerra, então pareço esta bem pra você? -Falei sendo um grosso, sei que ninguém além de mim tem culpa, mas existe cada pergunta. Ele respirou fundo como se estivesse buscando forca e paciência e me olhou.
Lc- Ninguém tem culpa do que aconteceu, infelizmente foi uma fatalidade e todos nos estamos sentindo a dor da perda... Eu sei a dor que você está sentindo, já passei por isso, mas isso não lhe dar o direto de ser grosso com quem tenta se aproxima de você, só você e a sua irmã sabe a dor que vocês estão sentindo, mas você sabe da dor dos outros? Sabe a minha dor? -Perguntou e eu fiquei calado o ouvindo- Todos que estão aqui e família ou e amigos próximos, tenha mais respeito pelos seus pais, estamos aqui por você e pela Lua- falou e eu assentir deixando uma lágrima escorrer pelo meu rosto e ele me abraçou de lado, não vai existir palavras no mundo que tire a minha dor, eu perdi a minha base, a minha família, a minha casa, não sei o que vai ser da gente daqui pra frente.
F2- Precisamos ir, você tem uma reunião- falou se aproximado e eu o olhei com as sobrancelhas arqueadas, m*l enterrei os meus pais e já tenho uma reunião?
Noah- Que? com quem? Eu não quero conversar com ninguém, preciso pensar em como me reerguer e você também precisa cuida da máfia ou vai perde até isso- falei entrando no carro com eles.
F2- Você não queria tanto isso? Ter poder? Então terá, hoje você terá uma reunião com todos os membros da 224, você vai se apresentar e explicar o que aconteceu, enquanto você estiver fora o seu tio Cauã vai ficar à frente do comando, mas não por muito tempo você vai precisar agir logo ou iremos perde literalmente tudo- falou e eu assentir, enquanto estávamos indo pro local da reunião ele me disse como me comporta e o que devo falar, por anos eu sonhei com esse momento, e agora ca estou eu indo tomar posse do que e meu, mas agora nada mais faz sentindo, o que um dia foi um sonho hoje se tornou o meu pesadelo, eu daria tudo para ter a minha família de volta e falar o quanto to arrependido, abriria mãos de tudo até da sucessão... Deixei algumas lágrimas escorrer pelo meu rosto.
Cauã- Relaxa moleque, agora e olha pra frente e cuida do que e seu, pode levar um tempo, mas nós vamos nos reerguer eu prometo- falou com os olhos cheios de lágrimas. Eu sei que ele ta sofrendo mais que todo mundo, a minha mãe e ele era como carne e unha, os dois sempre se priorizavam, ficamos conversando por algum tempo e depois seguimos a viagem em silêncio eu vou me vingar de todos custe o que custa eu vou recuperar o que é meu!
(Horas Depois)
Fizemos a travessia e chegamos no local que tinha som alto, bebidas e muita gente conversando, brincando e sorrindo, eu daria tudo para ta igual a eles, antes de ir para sala de reunião passei no banheiro, lavei o rosto apoiei as duas mãos na pia e fiquei me olhando no espelho, eu preciso mostrar que estou “bem” ou qualquer deslize meu os morros entram em guerra e literalmente tudo que a minha avó e a minha mãe construíram vai por água abaixo em questão de segundos. Sair do banheiro e o tio f2 estava me esperando com mais dois seguranças, me juntei a eles e formos para sala de reunião, antes de entrar respirei fundo e assistir pro segurança que abriu a porta, entrei na sala e tinha uma mesa enorme e nas cadeiras estavam sentados donos e sub donos dos morros, quando a 224 convoca os morros para uma reunião, os morros que estão em guerra dão uma trégua e ficam no mesmo ambiente sem se matar, o que eu acho incrível, isso mostra o quanto somos respeitados, sentei na ponta da mesa o f2 ficou de pé ao meu lado direito um dos seguranças do lado esquerdo e o segunda ficou na porta, todos pareciam estar surpreso, porque geralmente quem senta aqui e a minha mãe ou a minha avó.
F2- Boa noite a todos, que a 224 e o comando venha sempre em primeiro lugar- falou, e todos repetiram a saudação- E uma honra poder contar conta com a presença de todos vocês, esse aqui e o Noah- falou colocando a mão no meu ombro e eu assentir- podem chama-lo de Duque, ele e o filho mais velho da Isabella. Infelizmente nós temos um comunicado muito importante a fazer- Falou me apresentando a todos e eu respondia apenas com um aceno, era nítido a surpresa de todos, para muitos e a primeira vez que eles me veem, sem contar que todos devem estar se pergunta onde está a minha avó e a minha mãe já que elas nunca faltaram uma só reunião seja ela dá Máfia ou da 224.
Noah- Satisfação pra geral, não tenho muito tempo então vou ser direto e peço para que todos prestem bastante atenção no que vou falar- falei respirando fundo, essa e primeira vez que falo abertamente para esse tanto de gente sobre uma coisa pessoal e recente- E com muita dor no coração que venho falar que a família Leblanc Morais foi destruída- falei deixando todos com caras de interrogação, engoli seco e tentei ao máximo ser forte, pois daqui pra frente os meus inimigos que serão muitos se alimentarão da minha fraqueza- A alguns dias eu cair numa emboscada e acabei sendo preso, na hora do desespero a minha família foi ao meu encontro e no caminho da delegacia o carro que estava a minha família foi alvejado... A minha mãe, meu pai, a minha avó e o meu
irmãozinho foram mortos... -Falei já com a voz embargada e com os olhos carregados, todos ficaram boquiabertos e começaram a cochichar um com o outro, no dia da perecia descobriram que antes do carro pegar fogo ele foi alvejado, o meu pai perdeu o controle e o carro capotou e logo em seguido atearam fogo- Só restou eu e a minha irmã... nos perdemos tudo, casa, morro e a Máfia também entrou em guerra, só me restou a 224- falei e muito expressaram raiva enquanto outros deixaram escapar sorrisos de satisfação, nem todos que estão aqui podemos dizer que fecha dez a dez connosco.
Lafaiet- E isso vai ficar por isso mesmo Duque? Nos faz o que você manda, assim como a sua família nos ajudou, nos vai fazer o mesmo por vocês, para isso serve a facção, pra ajudar os irmãos, e só dizer quando, onde e quantos homens você quer e nos vai à luta tomar o que e seu irmão - falou e alguns concordaram outros se mantiveram em silêncio como esperado, la fundo surgiu uma pontinha de esperança e um leve e breve sorriso se manifestou nos meus lábios.