Nunca fique tão encantado e tão puto ao mesmo tempo.. Que Infernos tinha acontecido ali, enquanto eu absorvia a informação da minha garota, ela saiu fugindo de mim. Nunca mulher alguma fugiu de mim, mas acontece que eu já havia decidido que ela seria minha.. Completamente minha. Uma brasileira então? Eu critiquei meu primo por ir buscar uma b****a tão longe.. E olha só, eu estava totalmente obcecado por uma não muito diferente.
—Que m***a foi essa? —meu irmão perguntou parando ao meu lado, não me virei para Romeo e continuei a encarar o lugar que a minha garota tinha acabado de entrar.. Eu conhecia aonde aquele caminho daria, ao restaurante de Pietro.. Eu tinha o ajudado e agora era sócio —Por acaso ficou louco.. Se alguma coisa te acontece? —revirei os olhos.
—Quero saber tudo sobre aquela mulher —falei e me virei para ele, Romeo me olhava como se eu tivesse duas cabeça.. Ou como se eu tivesse falado em outra língua totalmente diferente. —ela é minha! —falei e os olhos de Romeo se escureceu —Não deixe passar nada.. Desde o que quando tinha cinco anos até o shampoo que usa hoje em dia.
—Está fora de si, Salvatore o que quer com isso? —sabia ao que ele se referia.. Nosso passado era tão fodido, mas eu estava pouco me importando só queria aquela mulher. Balancei a minha cabeça e ele sabia que aquele não era um caminho que deveria seguir —Tudo bem.. Não vou me meter, ainda. Irmão —vi ele fazendo sinal para um dos saldados.. Parece que eu não iria mais a boate aquela manhã, eu queria era tudo sobre aquela mulher e depois.. Ah depois iria traçar algo para tê-la presa a mim.
Voltei para a minha casa.. A vista que eu tinha da cidade e dos vinhedos eram impressionante, eu gostava daquele lugar apenas de nem sempre ter uma boa memória dali.. Acho que por aquele motivo, Romeo preferia viver no apartamento dele na cidade. Eu não poderia tirar a sua razão, eu também queria ter feito aquilo, mas viver ali era uma Memória viva e me mantinha mais forte.
—Matteo Ricci está aqui para vê-lo senhor Salvatore —me virei para Abigail, atrás dela estava o consigliere de Antônio Bianchini, outro chefe.. Eu simpatizava com Bianchini. O mesmo eu não podia dizer por Matteo.
—Obrigado, Abigail —falei e ela se retirou dando espaço ao homem que estava atrás dela. —Ricci.. O que o trás aqui? —perguntei por mais que eu já soubesse o que o levava até ali, sem a presença de Bianchini.
—Queria lhe propor um negócio —ele foi direto, podia não gostar nenhum pouco dele.. Mas confesso que aquilo de ir direto ao que queria merecia o mínimo de respeito.
—Bianchini sabe? E por que não esperou a reunião com os outros chefes que será daqui a dois dias —falei e ele limpou a garganta.
—Esse negócio não tem a ver com Bianchini —apertei os meus olhos em direção a ele, se um consigliere agia daquele jeito não me inspirava nenhuma confiança.
—Do que se trata? – questionei fingindo um interesse que eu realmente não tinha. Não fazia a menor questão de ter negócios com Matteo, acho que o fato dele viver tentando empurrar a filha para cima de mim.. Isso me fazia ter uma raiva gratuita do homem.
—Bem.. É sobre um carregamento de bebidas – levantei a sobrancelha, pareceu que iria sair outra coisa da boca dele.. Por algum motivo ele escolheu mentir e logo para mim.
—Fale mais —pedi dando corda.. Era só um jeito de entreter o meu tempo e tentar não pensar na mulher que iria ser minha, aquilo iria acontecer em breve e ela estava tomando todo o meu resto de sanidade. Não deveria ter deixado Romeo encarregado de nada, eu deveria ir atrás de tudo sobre ela pessoalmente.
—.. Anita é a noiva perfeita —quase meia hora de enrolação, ele chegou no ponto que realmente queria ter comigo. Para o azar dele a minha cabeça já estava preenchida com imagens de outra.. Meu corpo já queimava de desejo pela brasileira. Nem se quer prestei atenção na m***a que ele falava, até que o nome da filha dele e noiva foram ditas na mesma frase. Me levantei fazendo ele me olhar assustado.
—Acho que já deu por hoje Ricci —falei cortando a sua linha de estratégia.
—Mas você nem me ouvi direito – argumentou e eu bufei.
—Ricci o que faz aqui? –meu irmão chegou interrompendo que eu expulsasse o filho da p**a da minha casa.
—Eu já estava de saída —falou e me deu um último olhar antes de sair, ele poderia dar a sua filha a quem quisesse.. Menos a mim.
—Veio lhe oferecer a filha novamente —Romeo não perguntou, até porque ele sabia qual era o assunto preferido do Ricci comigo. —Acho que ele irá vencê-lo pelo cansaço —fiz uma careta em direção a ele. O mesmo deu risada e eu nem tive a menor vontade de acompanhá-lo, mesmo sabendo ser só implicância sua.
—Conseguiu o que eu pedi? – perguntei, sendo aquele o assunto que me interessava. Os olhos do meu irmão novamente se nublaram eu não pude deixar de reparar naquilo.
—Vai levar um tempo Salvatore.. Não é bem assim —ele falou e eu bufei, dei as costas ao meu irmão e rumei para dentro de casa. Não demorou muito e ele estava atrás de mim, era bom que ele não ousasse me contestar naquele assunto.. Não tinha muitas desavenças com o meu irmão e nem queria começar a tê-las. —Inferno.. Você não quer uma coisa bem feita? – questionou me fazendo parar —tem que ter paciência —puxei uma respiração e voltei a andar em direção ao meu escritório.
A minha paciência já estava acabando.. Já havia se passado três dias e nada de notícias, eu precisava me manter calmo.. Mas parece que eu estava em tempo de explodir a cada momento que passava, sem ter aqueles olhos em mim.. Queria sentir a maciez daquela pelo e por Deus.. Eu não seria nenhum pouco delicado. Duas batidas na porta e no momento seguinte Romeo já estava dentro do meu escritório, uma pasta foi jogada em minha mesa e eu abri um largo sorriso ao me dar conta do que se tratava.
—Aí está.. Salvatore, não vá fazer nenhuma bobagem. A garota não pertence ao nosso mundo ao nosso meio —não ouvi o que Romeo falou, pois eu estava vidrado demais no conteúdo em minhas mãos.. Eu iria dar início a minha caçada e seria bem prazeroso, quando por fim eu a tivesse gemendo o meu nome.. Pedido por mais de mim e do que eu podia fazer com ela.