Me chamo Késsia, filha da famosa Angel com o o coringa, tive pais incríveis e não tenho o que reclamar, sou a menina dos olhos deles, e enfim, que tal um resumão dos últimos anos?
Hoje me encontro com 24 anos, velhinha né? Pois é, muito tempo se passou desde que vi Thomas, e até hoje ele simplesmente não cumpriu a promessa que fez, me senti uma i****a por esperar ele por tantos anos, tudo que fiz foi esperar que ele voltasse, não houve um só dia que sonhei com a volta dele, mas depois de crescer entendi que ele só voltaria se quisesse, e a promessa que ele me fez, não valia de nada, principalmente para ele.
Bom não tem muito o que fazer a respeito disso, ele não me procurou e não quis contato comigo, eu não iria correr atrás dele como uma cadelinha né? Isso seria demais, perder a minha vida correndo atrás de alguém que nem lembra mais de mim não é minha praia.
Pois bem, não corri, e não fiquei mais o esperando, ja tive alguns rolos, fiquei com alguns, mas preferir guardar minha virgindade para meu marido, e isso foi uma escolha minha totalmente, já que a minha mãe sempre me incentivou a curtir a minha vida, eu preferi assim e ela me entendeu totalmente.
Meus pais vão sair em viagem daqui uns dias, estão velhos e querem aproveitar na velhice, não os julgos, faria o mesmo, aliás farei quando estiver na mesma idade, estando velho ou não quem é vai curtir no nosso lugar se a gente não fizer? Pois é meus amigos, ninguém, o certo é levantar a b***a do sofá e ir fazer sua vida valer a pena, a não ser que alguém ache que ficar sempre no sofá é curtir a vida, sem julgamentos, cada um tem sua própria forma de opinião.
A pessoa que assumiu a organização foi Thomas, tive a opção de me tornar a dona junto com ele mas recusei, realmente não quero viver a minha vida matando pessoas ruins o tempo todo, ou em um escritório resolvendo problemas e em reuniões, só quero viver tranquilamente e ter muita paz.
Como uma boa filha que sou, tenho características dos meus pais, personalidade da mãe, e boca suja do pai, minha mãe tentou muito, mas quem disse que ela conseguiu fazer com que eu não aprendesse palavrões? Meu pai é um belo professor, e eu aprendi muito bem, graças a boa persistência dele em me ensinar.
Como dito Thomas assumiu a organização, ele já voltou, mas nunca me procurou todo esse tempo, eu sei que ele ver nossos pais de vez em quando, mas eu nunca o vi nem procurei por ele, não preciso saber, não mais. Viver a minha vida foi uma ótima escolha, não é como se eu dependesse dele pra respirar, é, antes podia ser que eu dependia, mas hoje eu daria ao menos uma facada nele.
Eu fiz faculdade de ciências contábeis, trabalho para algumas empresas, de casa, por que sair não é muito o meu forte, infelizmente isso não puxei ao meu pai, e sim a minh mãe, mas também, gostar de ficar em casa não é um problema, a companhia da minha família já é o suficiente pra me fazer ficar louca antes da velhice
Ouvi batidas na porta e fui abrir.
--- Só podia ser você sua praga, atrapalhou o meu trabalho.
--- Fala direito, a tia Angel não vai gostar de saber como me trata.
--- Diz aí o que tu quer?
--- Realmente parece que você foi criada no Rio de Janeiro, não que lá todos falem errado, mas está manchando a reputação deles com a desculpa que o seu pai é de lá. Preciso de um livro.
--- Fala de mais fia, entra aí.
Essa é minha melhor e única amiga, Melissa, filha do tio Bruno, com a tia Mariane, ela uns anos mais nova que eu, mas nos damos muito bem, é a minha amiga de longa data, e mesmo chingando uma a outra o tempo todo, nossa amizade é incrível.
Levi é filho da tia Lívia, e o bonito é apaixonado pela Melissa, mas é um frouxo, não diz que gosta dela e fica perdendo tempo tendo ataque de ciúmes, já falei pra ele dizer logo o que sente, mas nunca me ouve, ele só vai ouvir quando eu fazer ela ficar com um cara na frente dele, pode ser que o mesmo me mate mas eu ligo? Nem um pouco.
--- Quando a tia Angel e o tio Coringa viajam?
--- Próxima semana, uma segunda lua de mel.
--- E com quem você vai ficar?
--- Como assim com quem fofa? Sozinha é lógico, não tem nada melhor do que ficar sozinha.
--- E porque não mora sozinha se gosta tanto de ficar só?
--- Não é o momento ainda, e aliás, ficar sozinha eu digo no meu quarto, tenho que ficar ouvindo vozes pela casa, mas dos meus pais, não de fantasmas.
Na verdade eu não queria deixar meus pais sozinhos, não tinha nada mundo que eu valorizasse mais do que eles, e o pensamento de deixá-los sozinho apertava meu coração, meu amor por eles era tamanho.
Eu admirava os meus pais, principalmente o amor dos dois, tantas coisas aconteceu, e mesmo assim continuam se amando, e se amando muito, se um dia eu tivesse um amor queria que fosse exatamente como o deles, duradouro e forte, é incrível ter com quem contar nas horas difíceis e sorrir nas horas de alegria.
--- Admita que só não quer deixar os tios sozinhos.
--- Vai estudar malandra, cê num veio aqui pra jogar conversa fora, está atrapalhando meu trabalho.
--- Chata.
--- Sou.
Continuei com meu trabalho, tinha a contabilidade de uma empresa pra fazer e da máfia do Thomas também, era eu que mexia com o dinheiro, tudo que entrava e saia sempre passava por mim, e como minha mãe que pediu não podia recusar em ajudar ele, a mesma veio com a desculpa de que eu era a pessoa mais confiável para fazer isso, caí no golpe.
Levi assumiu a máfia da tia Livia, por sorte, ele e Thomas sempre faziam os trabalhos juntos, e ajudavam um ao outro, assim os dois não ficavam sobrecarregados, e o trabalho dividido ficava mais fácil.
Nenhuma das máfias tinha um braço direito, só eram eles sozinhos a cuidar de tudo e eu só poderia ajudar com os assuntos que envolvessem dinheiro, e em alguns casos em analisar as armas.
Dá pra acreditar? Não quis assumir a máfia com Thomas, mas qualquer coisa sobre arma eu entendia perfeitamente, então para análise, vendas e compras de armas, eu fazia, estudei muito sobre armas desde a minha adolescência, e com um o incentivo da minha mãe, foi moleza aprender.
Melissa era igual a mim, a diferença era que nós fazíamos alguns trabalhos, que tipo de trabalho? Matar, matadoras de aluguel, eu realmente disse anteriormente que não queria assumir a máfia por que não queria passar a minha vida matando pessoas ruins, mas a diferença entre isso e ser matadora de aluguel é que eu escolho quem matar, e não vou ficar envolvida com papéis em uma sala como já vi Levi fazendo.
Eu realmente sou bipolar mas e daí? Faz parte do ser humano, só acho melhor trabalhar como matadora de aluguel, e com Melissa então tudo fica ainda melhor, penso que não existe uma profissão melhor que essa, o sangue dos malucos correm nas minhas veias, cês sabem.
E falando no meu trabalho especial, meu celular apitou, nós duas tínhamos um celular para nosso trabalho e um pessoal, não correr o risco de revelar nossa identidade, prezamos por nossa reputação, e nosso sucesso só era por sermos discretas.
Se eu falasse pra vocês que a idéia em começar a trabalhar como assassinas de aluguel veio de dois filmes cês acreditariam? Tenho certeza que sim, a minha loucura veio do meu pai, e uma loucura tão simples assim, é lógico que vão acreditar, nada de tão especial nisso.
Bom a idéia surgiu do filme Pânico e Sexta-feira 13, a primeira vez que assistimos foi da hora, e na segunda vez a idéia de começar a receber pra matar surgiu e inclusive usamos as máscaras, muito legal né? Eu sei, somos f**a, não existe nenhuma assassinas como nós.
Nós ficamos conhecidas em pouco tempo, qualquer um que ouça "As assassinas da máscara" tremem violentamente, nós não somos cruéis, pelo contrário, tratamos cada pessoa que matamos com muito carinho, tanto carinho que eles até enjoam e tentam nos afastar.
A mensagem que chegou foi encomendando a morte de dois homens, violação de território e desvio de drogas e armas, era um trabalho fácil, quando envolvia homens sempre era, e eu e Melissa nunca recusamos um só trabalho, não tinha necessidade já que conseguimos fazer qualquer serviço com maestria.
--- Um trabalho surgiu flor.
--- Homem?
--- Não só um, como 2.
--- Hum, tô sentindo o cheirinho de diversão.
--- Saímos as 22 horas.
Tínhamos muito tempo, ainda era a tarde, terminamos nosso trabalho primeiro pra depois assumir a identidade de assassinas.
Tenho mais um roby, e como a boa estranha que sou, na maioria das vezes que as pessoas me vêem estou com um pirulito na boca, por que? não faço a mínima idéia, não sei quando começou, mas todo mundo tem sua estranheza e comigo não seria diferente, não sou melhor que ninguém, na verdade, eu só gosto, mas o mais estranho é que não gosto de outro doce a não ser de pirulito e se não for de maçã não serve, mas o que seria isso perto de ser uma assassina de aluguel?
Ninguém além da mamãe e a tia Lívia sabe que eu e a Melissa somos assassinas de aluguel, nem mesmo os padrinhos sabe, imagina a confusão quando souberem? Posso até imaginar a reação deles, vão cair durinhos coitados.
Meus padrinhos são os pais da Melissa, os melhores que podem existir, amo eles de coração, a nossa família é grande e só vai aumentando com o passar do tempo, e isso é bom, muita gente na família é sinal de diversão.
Estava quase na hora e começamos a nos preparar, nosso ritual antes de sair de casa era grande, principalmente quando os alvos eram homens, sofriam muito na nossa mão, por que a nossa imaginação ia longe pensando no que fazer.
--- Como estou?
--- Uma gostosa, pegaria você com certeza.
--- Nem vem, nessa xana entre as minhas perna só entra p*u, e de verdade.
--- É uma safada Kess, nossa.
--- Você é da mesma laia, uma vagabunda de primeira.
--- Mais respeito, sou moça de família.
--- Aiai, deixa os padrinhos saberem que tipo de moça é.
Ela jogou um travesseiro em mim e eu dei o dedo meio pra ela, nossa relação era de irmãs, mas aquelas irmãs que estavam sempre aos tapas, não tinha relação mais verdadeira que aquela, com toda certeza.
Melissa vivia aqui em casa, é como se ela morasse aqui, os meus pais não se importam e eu muito menos, os padrinhos já fizeram de tudo pra que ela parasse de ficar muito tempo aqui, mas ela não ouve, e eu acho bom, ela é a minha companhia já que não saio de casa com frequência, só que por outro lado fico triste pelos padrinhos também, ficam sozinhos, e ela só visita uma vez na semana.
Antes de sair topamos com meus pais na sala.
--- Onde as bonitas pensam que vão?
É como eu disse, o meu pai não sabia com o que a gente trabalhava, e sei que quando saíamos tarde de casa ele desconfiava, eu achava que ele já sabia e fingia ignorância.
--- Voltamos logo papai, sua filha é responsável, um anjinho.
Coloquei as mãos no lado da bochecha e fiz minha bela cara de inocente sempre funcionava, meu pai era um bobão, sempre sedia quando eu fazia aquela cara, era assim desde que eu era pequena.
--- Voltem logo e cheguem bem, ouviu mocinhas.
--- Não se preocupe tio, vou cuidar dessa encrenqueira.
--- Ou, a mais velha aqui sou eu não você.
--- Vamos concordar que Melissa é mais madura que você Késsia.
--- Oh mãe, humilha menos.
Não era possível, eu era a filha ali, mas parecia que a sobrinha era eu, algo de errado não estava certo.
--- Tudo bem, vão logo.
--- Tchau amores.
Dei um beijo nos meus pais, minhas despedidas eram sempre calorosas, e se as despedidas se tratassem dos meus pais eram mais calorosas ainda, meus amores tinham um espaço enorme no meu coração.
Afinal eu sou uma assassina de aluguel, mas não importa o que eu seja, devo respeito aos meus pais, e os amo acima de qualquer coisa, nada vinha primeiro que eles.
Pegamos meu bebê na garagem um Mercedes-Maybach, edição limitada de apenas 150 unidades, foi um presente do papai e cuido dele como se fosse meu filho, muito lindo ele é.
O nosso destino seria um hotel de luxo, tínhamos cartão de acesso, éramos muito boas no que fazíamos, e para não sermos descobertas as câmeras seriam até desligadas, nosso trabalho era bem feito e sem deixar nenhum rastro, era exatamente por esses detalhes que nosso trabalho era bem requisitado.
Na verdade eu tinha aprendido sobre computadores depois de decidir me tornar assassina, era útil, principalmente para entrar em lugares como hotéis, mesmo se nos vissem, não teriam provas de quem realmente esteve ali, e como nosso trabalho era mascaradas, era mais complicado ainda haver provas.
Paramos no estacionamento, coloquei uma boa música, era hora de se preparar, a mente trabalharia primeiro nos golpes que eu daria.
--- O que acha? Está afiada?
--- Muito, igual a sua língua.
--- Vai procurar um p*u pra sentar Melissa.
--- As câmeras estão desligadas?
--- Sim, ninguém vai poder nos ver, relaxe
Nos preparar dentro do carro antes de entrar em ação tinha virado rotina, ouvir uma boa música antes de começar também era, fazia a adrenalina subir mais ainda.
Era hora de começar a eliminação, os dois anjos mascarados entrariam em ação, recebemos esse nome por que surgimos depois do desaparecimento dos anjos da morte, se lembram né? A mãe e a tia Lívia formavam a dupla antes, e depois que nós surgimos, o título foi passado para nós, muito f**a, ao invés de morte recebemos mascarados.
A morte era traiçoeira, chegava sem avisar, matava inesperadamente e ninguém conseguia saber como ela era, exatamente assim era eu e Melissa, silenciosas, e discretas, nosso ofício era matar aqueles que nossos clientes nos pagavam para matar, mas vale eu lembrar aqui que nós não matamos inocente, e todos que vêm até nosso para solicitar nosso serviço sabe disso, sempre deixamos bem claro.
Chegada a hora, eliminar mais dois alvos, estavam na metade de suas vidas mas decidiram joga-las fora se envolvendo com pessoas erradas, bastava a nós levar o recado de que não valia a pena se envolver com pessoas que eram como cobra, esperava o primeiro deslize para assim poder dar o bote.