Késsia.
Hoje seria o primeiro trabalho com Paola.
Seriam dois alvos, um homem e uma mulher.
Estávamos organizando tudo para a noite.
Eu e ela fazíamos um treinamento leve.
Não pegamos pesado pra quando chegar a noite não estarmos cansadas.
Eu não sabia se os alvos de hoje seriam fáceis.
Pelo que eu pesquisei eles não pareciam tão fortes.
Mas meu sexto sentido dizia que havia algo errado.
Tentei encontrar algum erro mas estava complicado.
--- Anda preocupada com os alvos?
--- Tem algo errado Paola.
--- Mas não encontrou nada, não vamos ter problema.
--- Tomara que esteja certa.
Deixei aquele pensamento de lado.
Eu nunca tinha tido um problema desde que comecei o meu trabalho.
Não seria possível que agora eu teria problemas.
Thomas e Levi insistiram tanto em ir que deixei.
Juntou eles e a mãe dizendo que seria útil que não pude recusar.
Quem era que conseguia recusar um pedido da grande Angel?
Enfim, de fato seria bom que os dois estivessem presentes.
A noite nos arrumamos calmamente.
Aquele meu sexto sentido que dizia haver algo errado ainda estava na mesma.
Continuei deixando de lado.
Entramos no carro, Levi e Thomas foram atrás segurando as maletas.
--- Está apertando o volante com força demais Kess.
--- Tem algo errado Levi, eu sei que tem.
--- E o que fazemos agora? Vamos desistir?
--- Não, já aceitamos o trabalho, enquanto os alvos não estiverem no chão não paramos, mas fique alerta.
--- É perigoso Késsia.
--- Vamos ficar bem Thomas, fiquem no carro e ai mesmo no fundo, não deixem saberem que estão ai.
--- E se algo acontecer? Saímos do carro?
--- Não, só saíam se estivermos encurraladas.
Chegamos ao local e nós duas nos preparamos.
Colocamos as máscaras, olhamos as armas.
Estava tudo certo, eu saberia logo qual era o problema.
O local estava repleto de pessoas usando drogas.
Alguns adolescentes, jovens novos demais para estarem nesse estado.
Assim que descemos do carro todos ficaram em alerta.
Nenhum correu, sabiam que não podiam correr caso um deles fosse o alvo.
Mas eu não estava interessada em nenhum deles.
No canto o homem e a mulher fumavam um cigarro.
Ou ao menos parecia um.
--- Olha só, achamos os diamantes.
Eles não tinham percebido nossa presença.
Quando olharam para nós arregalaram os olhos.
Nossa, senti falta desse sentimento de terror que eles sentem a me olhar.
--- Surpresos? Deviam ter cuidado bem do que faziam.
A luta corporal começou.
Ninguém ali soltava um só suspiro.
Eu fiquei com o homem que achou que me derrubaria.
Paola estava com a mulher.
Ela não pareceu ter gostado, já que a mulher só sabia arranhar os braços dela.
O homem que estava me enfrentando lutava bem.
O problema dele era não saber usar os golpes na hora certa.
Derrubei ele no chão com uma facada na perna.
--- Vai doer, respira fundo.
Tentei segurar a cabeça dele mas o i****a não colaborava.
Gritava horrores, bem pior que a mulher.
Paola não tinha terminado ainda mas a mulher já estava ao chão.
--- Me ajude aqui Paola.
Ela segurou a cabeça dele e eu arranquei os olhos.
Não tenho culpa se o cliente pediu o par de olhos dos dois como prova.
De olho arrancado passei a faca na garganta dele.
O sangue respingou em mim e ele caiu no chão.
Morreria em poucos minutos.
Realizei o mesmo processo com a mulher.
Arranquei os dois olhos, logo após passei a faca na garganta.
--- Estão mortos.
Paola disse aquilo após confirmar sentindo a pulsação deles.
--- Ótimo.
Coloquei os dois par de olhos em uma caixa.
Não sei de onde aquelas pessoas surgiram.
Só sei que antes de chegarmos ao carro fomos paradas.
--- Como assim? Matam meus soldados e fica por isso mesmo?
Eu olhei em direção a voz, sabia exatamente quem era.
--- Você.
--- Já me conhece?
--- Não sei, acho que já ouvi por aí que é um babaca.
--- Que elogio vindo de uma v***a que mata pessoas.
--- Adoro o termo v***a, essa palavra me agrada.
Eu não ia ficar atrás.
Se aquele cara iria tentar me insultar, ele estava enganado.
--- Bom, como acabou de ver terminamos nosso trabalho aqui, se puder ser direto no que quer agradeço.
--- Olha só pessoal, ela quer saber o que quero.
O som de risadas se espalhou pelo local.
Todos estavam de boca aberta gargalhando.
--- Nossa claro que as cobras procurariam seu ninho depois de soltar seu veneno.
Eu falei aquilo olhando diretamente para Melissa.
Meu sorriso estava no rosto, eu já tinha tirado a máscara.
Que se f**a que eles não podiam me ver.
--- Olha como fala, já foi muito próxima a essa cobra.
--- E não me arrependo, um sentimento bom saber que não perdi nada com seu afastamento.
Ela ficou raivosa.
Eu não costumava abrir a boca se não fosse algo certeiro.
--- Matou dois soldados meus, precisa pagar por isso.
--- Quem seria bom o bastante para cobrar?
--- Ninguém, bater em vocês ou começar uma briga seria inútil, eu tenho uma idéia melhor.
--- Fale.
Ele se aproximou de mim, tentou tocar meu rosto.
Foi um quase, tipo um quase mesmo.
Thomas acertou um tiro na mão dele.
Não sei o que deu na cabeça do Thomas.
A p***a da bala passou zuando em meu ouvido.
Os gritos do homem eram ouvidos a quilômetros.
Só vi Estéfane correndo e enrolando a mão dele com um lenço.
Ela olhou pra mim com raiva.
Eu queria muito desfigurar aquele rosto azedo dela.
--- Você vai pagar por isso Thomas.
--- Tente cobrar Leonardo, não vai conseguir tocar um dedo em Késsia, acabo com você antes de consegui.
--- Vamos ver se cumprirá.
--- Esse tiro só foi o começo, o que vem pela frente é bem pior.
--- Não pense que consegue escapar da tia Angel se juntando a ele Melissa, isso só vai tornar tudo ainda pior, ela está com sede de sangue, o sangue só serve se for o seu.
Levi falou aquilo sorrindo diabólico pra Melissa.
Porra, eu tinha que aprender com ele.
Todos entramos no carro.
Dei partida rapidamente pra casa.
Que noite, no fim não foi tão r**m quanto eu imaginava.
Ter que ver a cara de medo da Melissa ao ouvir sobre minha mãe.
Eu contaria isso amanhã pra ela com certeza.
Melhor foi a expressão de raiva de Estéfane.
Dava tudo pra ver aquilo novamente.
Ainda bem que eu tinha aceitado esses alvos.
Eu sei bem que Leonardo não descansaria.
Depois do tiro na mão então, aí que ele não ficaria quieto.
Mas eu não me preocupava, ele ia cair, não importa como.