Késsia.
Ainda sem muitas novidades sobre Leonardo ou o aliado dele.
As câmeras e escutas continuavam lá mas não tínhamos nada importante.
Ou seja, tudo continuava na estaca zero.
Esses dias Thomas estava bem ocupado.
Não era fácil cuidar de uma máfia e ainda se preocupar com a segurança dos filhos.
Acho que o que mais preocupa a família é as crianças.
Eles são indefesos, caso aconteça algum ataque a eles, seria r**m.
Muito r**m, eles teriam muita vantagem pegando as crianças.
Por isso a segurança dos dois era prioridade.
E toda essa falta de informação estava me enlouquecendo.
O que eu queria fazer era simplesmente matar Leonardo e o aliado.
Infelizmente eu não podia, tinha que ter um motivo para matar os dois.
Caso contrário isso causaria problemas ainda maiores.
Fui até o escritório do Thomas e ele estava dormindo sobre a mesa.
Com certeza ele devia estar cansado.
Estava difícil pra mim dormir em paz também.
Mas pra ele estava ainda pior.
E toda essa carga de trabalho despejada nele.
Oliver ajudava muito, pegava metade do trabalho.
Ainda assim era trabalho demais só para os dois.
Coloquei um travesseiro ali pra ele e o cobri com uma coberta.
Fui resolvendo aos poucos algumas coisas que eu julgava fácil.
Claro que tinha coisas que só ele podia resolver.
Só estava pegando o que eu podia.
Me sentei do outro lado da mesa.
Abri meu notebook e comecei a fazer o trabalho.
Tinha alguns pagamentos e contabilidades a serem feitas.
Logicamente que eu pegaria aquele tipo pra resolver.
Estava quase terminando o que peguei quando Thomas acordou.
--- Kess.
--- Cansado?
--- Renovado agora que dormir um pouco.
--- Não seja assim, precisa descansar também, sei que está preocupado, mas se continuar assim vai preocupar os outros também.
--- Vou ouvir a minha namorada.
Eu ficava bobinha quando ele me chamava de namorada.
Ele começou a trabalhar junto comigo.
Até terminar tudo que estava ali iria demorar muito.
Já estava decidido que eu só sairia dali quando acabasse.
Terminei o que estava fazendo e peguei mais papéis.
Algumas coisas Thomas me mandava por e-mail.
Era muitas horas em frente ao notebook.
Já estava ficando um pouco cansada.
Quando fomos acabar tudo já era noite.
Na mesa não tinha restado nenhum papel.
E também não tinha nenhum e-mail pra ele.
Me joguei na cadeira suspirando.
--- Venha aqui Kess.
Fui até ele e me sentei em seu colo.
Ele me abraçou e aconchegou a cabeça nos meus s***s.
--- Não dei muita atenção a você esses dias, me perdoe?
--- Está tudo bem, posso dormir com você hoje?
--- Dormir?
--- É, podemos assistir um filme, e depois dormimos.
--- Tudo bem, vou levar os lanches pro quarto.
Dei um beijinho nele e sai do escritório.
Fui para o quarto e tomei meu bom banho.
Eu realmente estava cansada.
--- Vai dormir com o Thomas?
--- Vou.
--- Nossa, fui abandonada.
--- Chama Levi, ou vai até ele.
--- Quem dera, bem que eu queria dormir agarradinho com ele.
Dei um boa noite pra ela e fui para o quarto do Thomas.
Ele já tinha lanches espalhados pela cama e o filme na TV.
Me deitei na cama enrolando meu corpo no dele.
Estava um friozinho perfeito.
Eu não durei muito tempo assistindo ao filme.
Acredito que nem chegou na metade e eu já estava dormindo.
Na verdade eu não estava mesmo planejando assistir aquele filme.
Acordei o sol estava dando seus primeiros sinais.
--- Bom dia.
--- Bom dia meu amor.
Era demais quando ele me chamava por apelido.
Me sentia uma adolescente, era muito bom.
Fui pro meu quarto cuidar da minha higiene.
Dei uma olhadinha nas imagens das câmeras.
Até agora não tinha nada de tão importante.
Na verdade eu achava que Leonardo só usava aquele escritório de enfeite.
Ele não fazia absolutamente nada ali.
Era tedioso não ter nada de importante até o presente momento.
Todos estavam na sala.
Era estranho nem Oliver, Enrico ou Levi não estarem aqui ainda.
--- Eles não estão aqui ainda?
--- Temos uma reunião Kess.
--- Falei pra eles que você e Paola irem era uma boa.
--- Por que mãe?
--- Nunca se sabe, pode ser uma armadilha querida.
Naquele ponto a mãe não estava errada.
Realmente poderia ser uma armadilha.
E se eles não tivessem ajuda seria um grave problema.
--- Levi vai estar lá Thomas?
--- Vai Paola.
--- Hum, então eu vou.
--- Nós iremos mãe.
Eu e Paola fomos pro meu quarto enquanto Thomas foi pro dele.
--- Paola, vai continuar só com o soco inglês?
--- Acha que preciso de outra arma?
--- Seria bom ter uma arma de fogo.
--- Tem alguma?
--- Tá brincando?
Abri a parede falsa que tinha ali no meu quarto.
Eu ainda não tinha mostrado aquilo pra ela.
Quando ela viu a variedade e quantidade de armas abriu a boca em choque.
--- p***a, tudo isso?
--- Pode escolher a que achar melhor pra você.
Deixei ela olhando tudo e fui pegar as minhas armas.
Eu tinhas duas e eram elas que eu usava quando precisava.
Na verdade eu tinha um monte, mas só usava aquelas duas.
Tio Henry costumava me dar presentes diferentes.
Ele só me presenteava com coisas desse tipo.
Quando saímos do quarto Thomas já nos esperava no carro.
Entramos e ele já deu partida.
--- Onde vai ser a reunião?
--- Aparentemente em um galpão.
--- Espera, estamos indo a uma reunião que vai acontecer em um galpão? Tá na cara que pode ser armação né?
--- Mesmo assim, não poderíamos recusar, era um aliado.
Paola estava certa no que disse.
E eu entendia o lado do Thomas bem.
Recusar uma reunião com um aliado seria quebrar a aliança.
Não tínhamos provas que era uma armação.
Desse modo só restava a ele comparecer na reunião.
Encontramos Levi no meio do caminho.
Ele seguiu com o carro dele na frente.
Paramos os carros um pouco distante do galpão.
--- Os soldados já devem estar todos a postos.
Oliver era prevenido, ainda bem que era.
Poderíamos precisar de mais gente.
--- Esse lugar não está me cheirando bem.
--- Não se preocupe Enrico não é só você que tá sentindo isso.
--- Parece até que vamos ser atacados a qualquer momento Késsia.
--- Também sinto o mesmo, a última vez que estive em um lugar assim saí machucada.
--- Dessa vez não pode sair com um arranhão Kess.
Assenti para Thomas.
Não estava nos meus planos sair machucada dali.
Ainda assim era possível que nós estivéssemos errados.
Não era como se tivéssemos certeza que seria armação de alguém.
Iríamos saber a verdade logo.