Késsia.
Finalmente, passar uma semana inteira sentada em uma cadeira é um inferno, eu não levantei pra nada, a não ser tomar banho lógico, não consigo conviver com a minha pessoa fedendo, passar dias sem me levantar da cadeira tudo bem, agora passar dias fedendo é demais.
Procurei por meu celular, tinha 20 ligações do meu pai, na certa só não tem mais por que ele deve ter ligado pra Melissa e ela disse o que eu fazia, retornei a ligação.
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--- De quem foi a idéia?
--- Nem mesmo um "oi papai como está?", que péssima filha eu criei.
--- Hunrum, a idéia foi de quem?
--- Me leva pra isso não pequena, sua mãe que falou que se eles estivessem na casa você não se sentiria sozinha, eu como um bom marido apenas concordei com ela.
--- Qual é pai, se fosse só as duas crianças tudo bem, mas o Thomas e a esposa dele? O diabos estavam pensando? Por que não pediram para que ele mandasse apenas as crianças?
Eu ainda não tinha falado sobre isso com os meus pais, eles não tinham me ligado ainda e essa foi minha oportunidade de falar. As crianças ali tudo bem, eu não me importo em cuidar delas, até por que depois que meus pais viajaram eles são minha companhia, mas o Thomas e Estéfane, não me servem ali na minha casa, só as crianças ali era mais que suficiente.
--- Conversa com sua mãe, tô fora de problemas.
O meu pai sempre era assim, desde que eu me lembre todo problema ele jogava pra cima da mãe, coitado não sabia o que fazer, ela resolvia tudo mais rápido que ele.
--- Oi filha
--- Iae mãe.
--- Qual o problema?
--- A senhora sabe o problema mãe, qual é, eu passei anos sem contato nenhum com ele, ai a senhora sai do nada e manda ele ir habitar a nossa casa?
--- Hunrum, se não quer eles lá expulsa, acho que você pode fazer isso, a casa é sua também querida, deixe só as crianças.
--- Mais que merda mãe, eu vou mesmo é arrancar a cabeça daquela mulher, ela jogou os filhos pra cima de mim, agora eu tenho que cuidar, não que seja r**m, mas aquela cobra fica na rua o dia todo sem fazer nada, vou colocar fogo a senhora vai ver
--- Resolve com ela querida, as crianças são só dois bebês, inocentes e não tem culpa alguma, dos pais que tem, Thomas não é um bom pai, e Estéfane também não é uma boa mãe, a sorte é que os dois tem você
--- Eu juro pra senhora, quando aparecer uma notícia da família de que Thomas foi esfaqueado, fui eu quem esfaqueei.
--- Beijo meu bem, se cuida e da um jeito naquela mulher.
--- Beijo mãe.
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Te falar, dona Angel depois de velha vem me causa problema, resolvo isso com Estéfane depois, hoje vou só relaxar, estou tensa e cansada demais pra encarar aquela v***a hoje, é bom que eu me acalme primeiro, se não vou fazer tudo rápido demais.
Melissa entrou no quarto, trazia uma roupa, produtos de higiene, cremes, e toalha na mão.
--- Estava conversando com a tia?
--- Hum, ela me disse pra dar um jeito na cobra.
--- E como cê vai fazer isso?
--- Vou bolar alguma coisa, mas já tenho algo em mente, só espera.
A minha mente só tinha idéias diabólicas, até agora eu não me importei que aquela mulher ficasse lá, mas agora já chega, não vou fazer isso pra que ela dê atenção as crianças, que eu sei que ela não vai fazer isso, talvez só faça por diversão, e também pelo péssimo ser humano que ela é, ela merece uma boa lição, eu daria nela, e bem lentamente.
Fomos pro banho, todo mundo da família sabia que nós duas gostamos de tomar banho juntas, isso é desde pequenas então eles não se importam muito com isso.
--- Quais são os alvos de hoje?
--- Marquei três, só que um não é alvo, encomendaram a morte de um inocente.
--- Descobriu quem encomendou?
--- Não.
--- Ok.
Algo no meu interior me dizia que esses alvos de hoje a noite daria problema, poderia ser erro meu, mas suspeito que não, minha intuição dificilmente estava errada.
Vestimos uma roupa matadora, não era por que se ia matar alguém que não se vestia com uma roupa bem linda né? Nós duas éramos gostosas, escolher uma boa roupa era um brinde.
As maleta já estavam no carro, bem escondidas é óbvio, nada de correr o risco de alguém ver.
O primeiro alvo seria uma mulher, jovem, a cabeça dela iria rolar por que ela roubava recém nascidos e vendia, quem encomendou foi uma das pessoas que teve seus filhos roubados, e eu fico pensando, tudo bem que eu sou psicopata, mas p***a, vender um recém nascido caramba, iso é demais até pra mim, são só anjos que não sabem da maldade que há no mundo, por que roubar eles e vender como se fossem objetos?
--- A mulher é fraca?
--- Treinada, e muito bem treinada, mas parece ser medrosa, melhor pra gente, seria injusto duas contra uma.
A coitada morava em uma casa abandonada, caindo aos pedaços, isso não era por falta de dinheiro, filha da p**a recebia mó grana, os casais que compravam os bebês na maioria das vezes eram milionários, ela só ficava ali para se esconder, gente que faz esse tipo de coisa se esconde como um rato sujo e imundo que é, tadinho do rato, eu aqui comparando um monstro como aquele a um rato.
No nosso mundo antes até que tinha muito tráfico de pessoas, prostituição de menores, tudo isso era normal de se ver em uma organização, mas agora as coisas tinham mudado, esse tipo de crime se cometido no nosso meio significava morte, pelo menos aos aliados as duas máfias da família.
Nós duas entramos na casa, a madeira rangia a cada passo, com certeza a queridinha já tinha notado que nós duas estávamos ali.
--- Olha só Kess, a ratazana se escondeu.
--- Sou fascinada em procurar ratazanas, e se eu encontrar então, melhor ainda.
Ouvimos um barulho lá fora, olhamos pela janela, tinha homens espalhados por toda canto, cada um com objeto na mão, sorri de canto, esse alvo era o mais interessante até agora, treinada mas medrosa, contratou muitos homens só para proteger ela de duas mulheres.
--- Eu vou pro lado de direito.
--- Ímpar.
--- Par.
Como esperado eu ganhei, fiquei com o lado direito, era o meu lado da sorte e Melissa sabia disso, me sentia melhor com aquele lado.
Saímos pra fora e mulher estava a frente dos homens, tinha uma expressão de deboche no rosto, eu iria adorar arrancar a cabeça dela, queria ver se ela ainda faria careta de deboche em a cabeça dela pescoço.
--- Podem tirar as máscaras se isso faz vocês enxergarem melhor, vão morrer de qualquer jeito, no final seus rostos serão vistos de qualquer maneira.
--- Ela é convencida Kess.
--- Talvez esse seja o resultado de enfrentar alguém mais fraco que ela, nunca esteve diante de alguém do seu nível, e agora está, todo esse convencimento é sinal de medo, ela teme em perder.
A mesma deu sinal para os homens atacarem, tinham muitos ali, mas não seria um problema, a gente dava conta do recado, não seria hoje que alguém veria nosso rosto
Mesmo enfrentando muito homens ao mesmo tempo eu ainda estava em vantagem, era pequena comparada ao tamanho deles, e tinha agilidade, talvez eles estivessem ali por que ela disse que com uma boa arma na mão seria fácil nos derrubar, grande erro da parte deles acreditar nela.
Os homens começaram a cair, os que eu enfrentava cortava na garganta, aquela era minha marca, um corte na garganta com uma faca de açougueiro, era magnífico, jorrava litros de sangue, eu gostava da cena.
No fim todos os homens estavam no chão, a ratazana tinha corrido, tentava se esconder mas não teria como, ela morreria hoje, já estava determinado por nós, correr só nos faria ter mais vontade ainda em mata-la.
Eu e Melissa nos separamos, seria mais rápido e economizava tempo, já era tempo demais ali para matar só um alvo.
Eu passava por um beco e a mesma atacou, foi de surpresa mas eu consegui me virar muito bem, o único machucado que ela conseguiu fazer foi um corte no meu braço, nada que dois dias de curativo não resolva, era pequeno, nem mesmo doeu.
--- Tanta convicção pra que? No fim vai terminar morta amor.
Levei ela pro lugar em que enfrentamos os homens que estavam com ela, Melissa já me esperava ali, eu levava a bonita arrastada pelo cabelos, ele gritava, aquilo só me deixava ainda mais energética, que coisa boa ouvir ela gritar assim em desespero.
--- Vai lá flor, começa os trabalhos.
--- Com prazer.
A mulher estava amarrada em uma cadeira, Melissa procurou por uma mesa, colocou na frente da mulher, segurou o braço dela em cima da mesa, os gritos começaram, ela não sabia o quanto aqueles gritos deixavam Melissa mais carinhosa, se soubesse já teria parado de gritar, mas a mulher parecia burra demais.
A separação começou pelos dedos, a flor agarrou a machadinha e separou, os pedaços dos dedos dela voaram, um pedaço caiu em cima do meu colo.
--- Bom corte, mas cuidado aí pra não me sujar pô.
Ela continuou com seu trabalho, o braço da coitada foi cortado completamente, parte por parte, no fim ela não tinha nenhum resquícios do braço direito, mas sua garganta não perdeu força, continuava gritando, pra quem roubava e vendia recém nascidos ela era fraca e medrosa demais.
Na minha vez eu fui mais delicada, só tentei arrancar as partes do rosto dela, não demorou muito até ela cair, dei um golpe de misericórdia na garganta.
--- Esse trabalho valeu a pena.
--- Qual o próximo flor?
--- Vamos só fazer uma visita ao garoto, não dá mais tempo de ir ao próximo alvo.
Entramos no carro, acelerei pra universidade do querido, parece que ele se encontrava lá, depois disso iria pra casa, sem comentários sobre o meu cansaço, estava pra cair já.
Estacionei, assim que saímos de dentro do carro ouvimos barulho na quadra de esportes, seguimos pra lá, uma rodinha de rapazes batia em um garoto no chão, poxa, nossa sorte hoje estava ótima.
--- Iae bonitões, se divertindo?
--- Queremos participar também.
A rodinha se virou para nós, sorriram da nossa máscara e as armas na mão, será mesmo que eles pensavam que aquilo era de brinquedo? Não era possível não notar que era de verdade, só se eles fossem burros demais.
--- Olha ali, halloween já chegou e a gente nem sabia.
--- Se sintam privilegiados, ele só chegou primeiro pra vocês.
Nós duas andamos em direção a eles, eram só 6 rapazes, foi fácil e não iríamos matar, só era pra dar uma lição, fracos demais, só podiam enfrentar alguém mais fraco que eles, e não alguém como nós.
--- Enfrentem alguém cara a cara, não se juntem pra bater em um só, se são covardes é só falar em voz alta, todo mundo vai entender.
Nós saímos, e o garoto que estava apanhando nos acompanhou aos tropeços, não me importei, agora eu entendi por que o garoto que encomendaram a morte era inocente, minha vontade era matar esse desgraçado medroso, um único corte na garganta dele cairia bem agora.
Ele agarrou o meu braço, eu agarrei o pescoço dele com toda minha força.
--- Qual o seu problema p***a? Encomendou a própria morte para encontrar a gente, o que diabos você quer de nós? Tá tentando morrer?
Soltei ele no chão, se segurasse por mais um tempo ele morreria, o garoto era branco mas já estava ficando vermelho.
--- Eu quero trabalhar com vocês, podem me treinar, quero ser forte, eu quero matar, um por um.
--- Toma, vai lá e mata eles, estão todos no chão, não vão levantar e nem reagir, só precisa cravar a faca no lugar certo, e rapidinho eles morrem, ninguém vai saber quem foi.
Coloquei minha faca na mão dele, ele tremeu, ficou olhando para faca, criando coragem, o que p***a eu faria com um garoto daquele na nossa dupla? E aliás eu não precisava de um homem no nosso trabalho.
--- Viu, não tem coragem nem mesmo para segurar a faca e deseja trabalhar conosco? É só um muleke querendo brincar de matar, não tem coragem, é medroso demais pra o nosso mundo, não aguentaria nem um dia.
Peguei minha faca e caminhei com a Melissa para o carro, paramos com a voz dele novamente.
--- O que eu preciso fazer?
--- Pare de correr, enfrente, quando aprender a não ter mais medo, talvez eu possa fazer alguma coisa por você, mas só talvez, nada certo.
Minha vontade era voltar e matar aquele garoto atrevido, foi capaz de armar algo para nos encontrar, devo dizer que ao menos ele tem uma mente brilhante, ele não nos encontraria se não fizesse isso, tenho certeza que ele sabia disso.
Já dentro do carro me livrei da minha máscara, respirei bem fundo, que dia meus amigos, que dia.
--- Vai aceitar ele?
--- Não, talvez eu o ajude, mas não para entrar no nosso trabalho.
--- E por que não aceitou ajudá-lo logo? Ele parece apanhar frequentemente Kess.
--- Sim, ele apanha, mas ele não enfrenta p***a, ele não faz nada pra acabar com aquilo, a única coisa que ele faz é se encolher de medo, não vai adiantar eu treinar ele, se o mesmo não tiver coragem para enfrentar, o primeiro passo pra alguém que sofre violência física ou verbal é enfrentar as pessoas que fazem isso.
Melissa sabia que eu estava certa, não me questionou mais, eu nunca fazia uma coisa sem antes pensar, ou teria muitos problemas.
Levei a Melissa em casa e fui pra minha, já estava quase amanhecendo, estava quase como um zumbi, sei nem como cheguei em casa em pé, já tinha trocado a roupa, estava suja de sangue, se eu entrasse com ela em casa e alguém me visse não daria bom.
Thomas estava sentado no sofá, quando me viu se levantou, ele parecia ter ficado ali a noite toda.
--- Onde estava?
--- Se preocupe com sua mulher Thomas.
--- Que se f**a a Estéfane, eu estava preocupado com você.
--- Engraçado, não se importa com ela, mas ela faz de você um cachorrinho e um caixa de tirar dinheiro, seu gosto é peculiar Thomas, vai se f***r p***a, eu não sou nada sua, ver se cuida da sua vida e esquece a minha.
Subi pra o meu quarto, só o que me faltava Thomas querer vim saber da minha vida a essa altura do campeonato, não iria demorar muito pra eu cumprir minha promessa de esfaquear ele, não iria demorar também pra eu dar um jeito na v***a da mulher dele, mostraria a ela o real sentido de derrubar alguém, ela saberia como é estar no chão, pisaria nela com muita vontade.