Interesse.

1130 Words
Levi. Ao decorrer da semana tudo estava indo bem. Cada um estava fazendo sua parte. Nada estava saindo do controle. Leonardo ainda não tinha dado as caras, ele não fez nada até agora. Esses dias Késsia e Paola tinham encontrado um soldado dele. Estavam vigiando a família para saberem onde atacar. Mesmo que eles encontrassem uma brecha seria difícil. Não somos uma família de amadores. Todo mundo está se empenhando nessa missão. Nossa prioridade vai ser proteger as crianças. Se eles não conseguirem tocar nas crianças tudo dará certo. Hoje quem vai ficar de olho no Theo é a mãe com o pai. Tio Coringa hoje vai ficar com a Maya. As vezes quando ele não pode ir a gente sempre reveza. Assim fica mais fácil pra ele e para todos. Desci as escada indo pra cozinha. Acordei bem cedo hoje pois teria que resolver algumas coisas na sede. A mãe e o pai já tomavam café quando me sentei. --- Vai sair? --- Preciso ir na sede mãe, os problemas não podem ser adiados. --- Enrico vai com você? --- Não pai, ele vai se concentrar na missão. --- Fica de olho, como cê tá sozinho eles podem tentar algo. --- Tranquilo pai. Tomamos café conversando até dá hora de sairmos. Segui numa direção e eles em outra. Logo que cheguei na sede minha secretária já apareceu. Pois é, eu tinha uma secretária. Era mais fácil, ela que dizia quando havia problemas. E se aqui era um empresa de fachada precisava de uma secretária. Na verdade precisava de todos os funcionários. E cada um trabalhava em sua função. A máfia não precisava somente de soldados. Fui primeiramente ver se tudo estava correndo bem. Andei em cada sala e vi todos trabalhando. Voltei indo pra minha sala. Fiz tudo que tinha pra fazer ali. Fiquei na sede até a tarde, eu tinha ficado o dia inteiro em pé. Eu estava cansado, mas passaria na casa da tia Angel. Saber como tudo estava indo. Logo encostada no meu carro avistei Melissa. Só poderia ser ela pra me atormentar uma hora dessas. --- O que quer aqui? --- Só vim conversar, na paz. --- Fale o que quer e vá embora Melissa. --- Sabe que está do lado errado não é? O lado que escolheu logo vai cair. --- Obrigado pelo aviso mas não tenho interesse. Eu virei pra abrir a porta do carro. Pelo vidro da porta vi ela pegar uma faca. Quando ela ia encostando no meu pescoço agarrei a mão dela. Virei a faca e encostei no pescoço dela. Um pequeno corte se formou. --- Não me subestime Melissa, acha que porque já tive sentimentos por você não posso te machucar? Não faça numa próxima vez, vai se dar muito m*l. Joguei ela no chão e entrei no carro. Leonardo tinha uma mente fértil. Não sei como ele conseguiu pensar em mandar a Melissa até mim. Talvez ele tivesse criado a ilusão que eu pudesse confiar nela. A partir do momento que Melissa machucou a Kess ela deixou de existir pra mim. Por que uma mulher que trai uma amiga de anos, trairia qualquer um. Não consigo mais confiar na Melissa. E foi ela mesma quem fez isso dessa forma. Entrei na casa da tia Angel e todos estavam na sala. --- Reunião tia? --- Só estamos conversando, sente aí. Sentei no sofá ao lado de Paola. Era o único lugar disponível, e eu não me importava. --- Talvez a gente pudesse tentar descobri mais alguma coisa Levi, esse é o assunto. --- E como faríamos isso Késsia. --- Aí está o problema. --- Pra tentarmos descobrir algo, teríamos que nos dividir, já que a proteção das crianças também é importante. --- É esse o ponto Levi. Tentar descobrir o próximo passo do rival era importante. Mas não era tão fácil assim. Além de talvez não dar certo, era perigoso. --- Não tem nada em mente? --- De primeira mão tínhamos decidido que eu e Thomas iríamos, mas não daria certo. Aí Paola deu a idéia de ir, e pra ir com ela, pensamos em você, pode ser? --- Sem problemas. Duas pessoas seria mais eficiente. Paola era rápida, eu poderia dar cobertura a ela. --- Paola já sabe o que fazer, você só vai pra poder dar cobertura e ficar de olho. --- Vai dar certo. Se conseguíssemos fazer essa tarefa com êxito, teríamos vantagem. Seria uma carta na manga conseguir qualquer informação que fosse. Mas pra isso nós dois tínhamos que trabalhar juntos. Na verdade eu não tinha conversado com Paola ainda. Ela já mora aqui a um mês e nunca tive uma conversa casual com ela. Fui procurar algo na cozinha pra comer. Hoje eu não tinha comido nada, nem tempo tive. Assim que fechei a geladeira me assustei. Paola estava ali me olhando. --- O que? --- Tem namorada? Eu estranhei a pergunta dela. --- Não. --- Nenhum tipo de relacionamento com ninguém? --- Não. --- Ótimo, vou poder dar em cima de você sem me preocupar. Cuspi a água que tinha na boca. Ela era bem sincera, sincera demais. --- Eu não entendi. --- Me interessei por você, até que eu consiga ter seu coração não vou parar. --- Está falando sério? --- Sim, no começo eu só queria um sexo casual, mas mudei de ideia, eu quero seu coração. Fiquei sem fala tentando processar as informações. Ali na minha frente tinha uma mulher. E ela estava me dizendo que não iria parar até ter meu coração. Mesmo que ela esteja falando sério ela não conseguiria. Talvez eu não quisesse mais amar alguém novamente. --- Você não vai conseguir, sinto muito. --- Vamos ver, ainda não comecei, eu não costumo desistir de algo que eu quero. Ela saiu e eu fiquei ali sozinho. Sorri daquela situação toda. Antes era eu que amava alguém e não tinha coragem pra falar. E quando finalmente tive coragem eu deixei de ama-la. Agora alguém dizia que queria meu coração a todo custo. O destino realmente gostava de brincar comigo. Mas Paola não tinha tanta sorte. Ela estava interessada em ter o coração logo de alguém como eu. Eu não seria uma boa escolha, e ela descobriria isso logo. Amar alguém era trabalhoso. E eu sabia exatamente como Paola estava se sentido. Infelizmente eu não podia fazer muito por ela. Da minha parte não haveria sentimento. Ela era bonita, corajosa, e não era como a Melissa. Só que mesmo com todas essas qualidades, eu não tinha interesse. Dessa vez eu era a pessoa que seria amada por alguém. E pensando agora, eu não gostava nada disso. Eu já entendia como era amar alguém, sem ser recíproco. Estava odiando o fato de ser a pessoa a não amar de volta.
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