Júlio Narrando Acordei cansado, como tem sido nos últimos dias. Fiz minha rotina de qualquer jeito, sem muito ânimo. Ultimamente, nem sei mais o que é dormir para descansar de verdade. No hospital lá no morro, eu dormia melhor, por incrível que pareça. Não tinha esse tanto de problemas que me cercam desde que voltei para casa. Parece que a tranquilidade ficou para trás. Aqui, o peso das coisas não me deixa nem respirar direito. Me arrumei devagar, o corpo pesado, mas a obrigação de seguir em frente me empurrava. Saí de casa com a cabeça cheia. No caminho para o hospital, decidi parar na padaria para tomar um café. O lugar estava cheio, mas o burburinho não me incomodava, pelo contrário, era até reconfortante. Peguei um pão na chapa e um café preto. Enquanto esperava, senti um toque no o

