Vivian Narrando Quando cheguei em casa, passei pela porta do quarto dos meus pais e ouvi a voz do meu pai me chamando. Entrei. Ele estava sentado na poltrona, minha mãe na cama. Ele me olhou sério. — Vivian, de verdade, o que tá rolando entre você e o doutor? Você confia mesmo nele? Suspirei, me encostando no batente da porta. — A gente tá ficando, pai. E sim, acho que ele é de confiança. Se fosse pra entregar a gente, já tinha feito. Ele cruzou os braços, pensativo. — Mesmo assim, coloquei alguém da minha confiança na cola dele. Quero ter certeza de que ele não bateu nada pra ninguém. Dei de ombros. — Melhor assim. Aí a gente descobre logo qual é a dele — Respondi. Ele só assentiu. Caminhei até ele, dei um beijo no rosto dele, outro na minha mãe, que só me observava quieta, e sa

