Capítulo 4

812 Words
Douglas? Passou-se um ano,eu e minha irmã estávamos fazendo 16 anos,meu pai pegava cada vez mais no meu pé e isso me irritava. -Seu i****a era pra ter atirado!!!-entra dentro de casa gritando comigo. -Ei o que está acontecendo aqui!?-diz minha mãe e meus irmãos vindo correndo assustados. -Eu não vou atirar em nada,eu não sou um assassino e muito menos um bandido que nem...-paro pois sei que eles vão brigar comigo. -Douglas para!!-repreende minha mãe-,não fala assim com seu pai. -Fala seu merda,diz o que quer dizer seu porcaria,deixa esse frouxo falar. -Eu não sou e não quero ser um bandido medíocre que nem você!!!-grito e todos ficam calados. -Repete seu mariquinha de merda-diz meu pai furioso. -Quer mesmo ouvir,você não passa de um covarde que se esconde batendo em mulher e atrás de uma arma-todos ficam de boca aberta-,acha que isso é ser e dá orgulho para alguém,eu tenho vergonha de ser seu filho,detesto quando me zoam por sua causa,quando não querem andar comigo pois sou filho de bandido-nesse momento ele dá um soco que bate em cheio no meu rosto,sinto o impacto de sua mão contra minha face,foi tão forte o soco que me sinto cambalear. -Meu Deus Theodoro,você bateu no meu filho-diz minha mãe correndo ao meu encontro para me ajudar e ver meu rosto. Sinto o gosto do sangue em minha boca e vejo que está por toda minha boca,minha blusa e mão da minha mãe que tentava limpar de mim,eu cuspo o sangue no chão,meu irmãos estão assustados e sem saber o que fazer,o Lucas está abraçando a Lorena e fechando seu olho. -Pode me bater a vontade-levanto meu olhar para o mesmo-,mas nunca vai ser melhor que isso,vai ser melhor que eu,sempre vai ser visto como um marginal,um covarde,um fugitivo da lei,um nada-ele vem furioso para cima de mim,porém minha mãe entra na frente. -Sai da minha frente cara***!!-esbraveja. -Theodoro você não vai bater de novo no meu filho!-diz nervosa. -Sai da minha frente po***!!!. -Eu não vou,se for bater nele de novo vai ter que bater em mim. -Sai daí Jade!!. -Douglas sobe... -Mas mãe?!!. -Sobe agora!-ordena e eu faço o que manda. Vou para meu quarto e me tranco lá,ouço ainda alguns gritos do meu pai e em estantes meus irmãos entram no quarto,a Lorena está tremendo e dizendo que está com medo,eu e o Lucas a abraçamos e ela vai se acalmando aos poucos. *______________Jade?_______________* -Subam também crianças-depois que mandam os dois sobem-,agora eu e você vamos conversar. -Quero conversa cara*** nem um não!!,o cara pega e fala um monte de merda e fica assim,por isso mesmo!!. -Você fala tanta coisa para o menino e ele não reclama,ele só quer ser normal. -Você fica do lado da quele desnaturado,ele me chamou de marginal,de bandido e várias coisas horríveis. -Você não tinha o direito de bater nele. -Ele me desafiou. -Você não percebe?,você o desafia o dia enteiro,ele já está cansado de ser zoado,humilhado,você nunca diz que o ama,que sente orgulho,é só isso que ele quer,reconhecimento...você não é pai do Lucas por isso tem que ficar ciente que uma hora ele vai embora e ele mesmo vai te lembrar que é nada seu,eu já disse Lucas não vai participar do crime e nada no morro relacionado a isso. Se desse mais valor para seu filho,talvez ele tivesse orgulho de você. Subo as escadas e vou para o nosso quarto,deixo o mesmo parada em pé pensando,me deito um pouco e fico olhando o nada,estava já cansada de vê-los brigar todos os dias,eu odiava essas brigas fúteis por bobeiras. Vou até o quarto dele e vejo o mesmo chorando e com o rosto inchado,estava mandando mensagem para alguém. -Filho?-chamo sua atenção para mim e ele me olho. -Oi?. -Você está bem?. -Estou. -Não queria que isso acontecesse...seu pai se descontrolou,mas ele é bom,ele é uma pessoa boa,ele tem coração bom e te ama muito. -Mãe não tenta taxar ele como um bom moço,ele sempre me esculachou a vida enteira,duas coisas que eu nunca fui e eu sempre quieto,fazia de tudo para brigar comigo...mãe eu tentei criar um sentimento mais paterno por ele,mas ele nunca deixou eu sintir isso,eu ter carinho,eu ser alguém pra ele. Depois de dizer essas coisas ele volta a chorar e eu fico quieta,não há mesmo explicações para o pai e muito menos defenções que possa o transformar no mocinho.
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