— Menina — Bruna sorri para nana, sua babá ao longo da vida — Você fez a viagem bem, você esta linda.
— Graças nana — cai na cama, jogando os chinelos e estica os dedos dos pés — Onde está meu pai?
— Ele foi jogar golfe. Quer que te faça algo para comer? — O telefone celular da Bruna toca na altura, era um número desconhecido, franze a testa, mas levanta tia?
— Diga? — Ouça um silêncio do outro lado, mas depois alguém a limpar a garganta.
— Bruna? — pergunta à mulher do outro lado.
— Sim! — Bruma responde um pouco suspeito.
— Desculpe a minha ousadia em ligar para o seu número sem nos conhecer, sou a Veronica Guille, a mãe de Piter, gostaria de convidar para almoçar comigo, é possível?
Bruna morde o lábio inferior, ela não estava acostumada a falar com estranhos, mas Piter havia sido tão gentil com ela que não podia recusar sua mãe.
— Sim! — Saia da cama, acene com a cabeça quando indicado — Vejo você Sr.Guille.
— Vai sair? — Bruna corre para o seu guarda-roupa, ela sempre foi alguém solitária, ou melhor, que ela escolheu porque a sua vida girava em torno de Thomas, ela não tinha amigos.
Procuro um lindo vestido azul, simples, mas elegante, que chegasse um pouco acima dos joelhos, colocasse sandálias médio-altas, sentasse na cômoda e penteasse o cabelo comprido em um arco alto, não usasse maquiagem, não precisasse, sua pele fresca estava perfeita.
Nana olha para cima e para baixo.
— Bonita como sempre, mas já vestiu de uma forma diferente — Bruna leva a sua mala.
— Já não pareço sexy — faço rir — fui patética a tentar ser notada pelo Thomas, e ele nunca a olhou, vou doar todas aquelas roupas, agora quero ser só eu.
— Eu gosto dessa minha garota.
— Volto mais tarde.
— Se perguntarem onde está, o que digo?
Bruna sorri abertamente.
— Você sabe que ninguém pergunta por você — paro e olha para nana, eu daria uma piada para sua babá — Vou almoçar com minha futura sogra — ela saiu rapidamente vendo o rosto atônito de sua babá.
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— Bruna! — Nana seca as mãos em um pano — Você quer almoçar?
Thomas sobe diretamente as escadas, sobe os degraus dois em dois, nana franze a testa quando viu que não cumprimentava como de costume, balançou a cabeça e voltou para a cozinha.
Thomas nunca se lembrou de entrar no quarto de Bruna por conta própria, foi sempre devido a algum truque de sua parte. Ele, abriu a porta e entrou no quarto, que estava vazio, tinha que estar no banheiro, ele continuou lá. Quando ele não a viu, ele saiu do quarto, quando chegou ao piso térreo, ele olhou para nana.
— Onde está Bruna?
A babá sorri, foi a primeira vez que alguém perguntou sobre a menina, já que ela não saiu de casa e quando ela fez isso foi para ir atrás do jovem Thomas.
— Almoçando com a sogra — disse alegremente, amava Bruna e havia acreditado mesmo, sofreu quando a viu sofrer pelo jovem, mas aparentemente o amor bateu na porta.
— Como? — Nana apaga seu sorriso, vendo a reação de Thomas, ela pensou que ele seria a pessoa mais feliz para saber que a menina tinha outra pessoa.
— Está almoçando… —ficou em silêncio quando viu que ele a deixou a falar sozinha — O que acontece ao jovem? — Perguntou-se porque estava sozinha no quarto.
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— Veronica? — Bruna observa a mulher elegante, ela estava sentada, os olhos claros caíram sobre Bruna, após verificá-la da cabeça aos pés, ela sorriu — Por favor, sente-se.
Bruna sorri para a mulher mais velha, sentou na frente dela, a convidou para um dos restaurantes mais prestigiados em Cidade do Sol, foi à beira-mar.
A mesa delas estava na área privada.
— Eu acho que você está surpresa com a minha chamada — Bruna acena, a mulher mais velha sorri metade — Eu não estou envolvido na vida dos meus filhos, mas neste caso eu vou.
Bruna bebe o copo de água em um gole, ela estava pronta para ouvir a mulher dizer que ela era inadequada para seu filho, mas como eles não eram nada, ela calmamente explicava que eles eram apenas amigos.
— Fico feliz que esta na vida de Piter — Bruna quase jogou a água da boca de surpresa — Quando Lourenço me disse estar namorando o jovem Carvalho, eu não podia acreditar, eu estava cheia de felicidade, é difícil para uma mãe ver seus filhos enfrentados por uma mulher, suponho que ela já conheça a história.
— Bruna acena, embora ela soubesse, mas eu sabia algo — Lourenço e Piter tinham, em algum momento, uma boa relação de irmãos.
O irmão do meu marido sofreu um acidente grave, e infelizmente faleceu, tão pouco An estava no comando de nós, os meninos cresceram e também Eles começaram a perceber as meninas, e eles notaram An, com meu marido pensamos que eles estavam ligados porque cresceram juntos, mas eles eram diferentes.
— Ela escolheu Lourenço — Bruna responde.
— Sim, Piter não aceita, ele garante que ela o amava muito — sorri para o garçom que traz uma salada de entrada — Agora ele odeia e a ama ao mesmo tempo, ele acredita que ela escolheu Lourenço por ser agora o presidente da empresa Guille.
— E não é? — A Bruna não tinha papa na língua, mas eu quero morder a língua.
— Claro que não, Ana é uma mulher maravilhosa, ela não está interessada em dinheiro, ela simplesmente se apaixonou por Lourenço — olhei para Bruna — Saber que ele está com você em um relacionamento me trouxe de volta alegria, significa que ele está amadurecendo e aceitando a situação.
Ela franze a testa.
— Sr. Guille, acho que há uma confusão — Eu não mentiria para ela, embora soubesse que isso a magoaria, a mulher vai falar quando uma sombra se empoleira nela, Bruna olha para cima.
— O que estás fazendo aqui? Estamos no privado — Pergunta Senhora Guille
— Estou à procura de Bruna — Ela a olhar para Thomas, o seu rosto frio, o seu olhar congelado, fez sentir raiva dentro dela enquanto se lembrava de como recebeu a outra mulher no aeroporto.