No caminho para o bar, eu estou muito feliz e estou rindo sem parar de piadas de Ravel. Não é bem o vinho, é só que a noite é agradável e Bruna só me ligou para me dizer que ela está finalmente esperando outro bebê com Andric. A história dos dois é incrível e extremamente tóxica; tudo indicava que esse cara ficaria com seu primo, mas no final não, eles acabaram juntos e espero que estivessem felizes.
— Não, não estou louco ou bêbado — Eu respondo apesar da vergonha — Só digo o que quero e o que penso. Foi apenas um elogio, não leve isso tão a sério.
Eu não gosto de azeitonas, mas eu pego a do meu copo e como. A ruiva de corpo forte olha para mim com interesse e meus olhos estão atolados. Ele tem heterotrofia (Eu não sei que tipo, eu não prestei muita atenção a Oscar quando ele me disse): o centro da íris é amarelo e o final é verde. Então eu não podia dizer a cor.
—É lindo!
— Anda sempre por aí assediando homens?
— Oh, meu Deus, como e delicado — só ri — Vai me denunciar?
— Talvez — diga com um sorriso que denota perigo — Ou talvez condenar.
Agora sou eu quem olha com interesse. Estamos muito perto, mais perto do que deveríamos estar. Mas eu gosto, este homem cheira melhor do que ninguém e é lindo. Quero dormir com ele e dizer adeus, porque sei que não vamos chegar a nada sério. Um homem assim não pode levar ninguém a sério.
Isso é o que eu pensava na hora. Não consigo imaginar o quanto a minha vida vai mudar por causa desta noite.
Eu nunca teria imaginado que ele vai me arrastar para o seu mundo escuro.
Fernanda é uma mulher peculiar. Eu me deparei com muitas mulheres com caráter e muito difícil ao longo da minha vida. Elas acreditam que com isso vão chamar minha atenção ou que algo mais vai acontecer comigo, mas nada mais longe da realidade. Desafios são algo que eu gosto, mas não quando se trata de caçar mulheres. Além disso, não estou em um momento da minha vida em que pretendo perseguir uma mulher simples.
Mas Fernanda…
É um nome muito infantil para alguém como ela. Não está indo bem e, por sua vez, eu gosto que não. É raro. Ela é louca. Isso me excita de uma maneira estranha. Não é apenas a sua aparência física, que é extraordinária, é o brilho em seu olhar, imaginar que isso terminará em uma cama de hotel. Estou ciente de que estou agindo como um i****a, no entanto, estou tão cansado de tudo o que eu não me importo. Isso é muito estimulante para mim.
— Então você tem negócios. Quão chato — me diz quando respondo à sua pergunta.
Dizer que sou juiz geralmente as fazem fugir. Ninguém quer problemas com a justiça. E não quero que ela fuja, ainda não.
— Pensei que era advogado ou algo do género.
— Pode ser — Digo com um sorriso irónico antes de tomar uma bebida.
— Precisa mesmo de dizer essas coisas para de comer? — Ele ri e cruza a perna.
— Não duvido e acaricio. Ele tem uma pele muito macia.
Fernanda solta um ligeiro suspiro, mas ela continua me olhando nos olhos. Os seus são escuros, mas não são comuns. Eles têm aquele brilho astuto que, embora você possa ver a inexperiência com os homens, mostra que você sabe o que quer.
— Não, ambos sabemos o que queremos — respondeu, apertando ainda mais a perna.
Eu não posso mais suportar a tensão ou pressão nas minhas calças. Eu nem estou me perguntando o que vai falhar, eu só posso pensar sobre o que eu quero entrar naqueles lábios cheios, ver aqueles olhos cheios de cílios longos olhar para cima… ou vê-los acima de mim. Eu não me importo com a posição, eu só quero que a noite termine com ela.
— Sim? E o que é que eu quero? — desafia-me — Você lê a mente?
— Não, mas sou bom ler expressões. Digamos que o meu trabalho exige isso.
— Sim, nos negócios é importante saber ler para as pessoas. Meu pai sempre diz isso.
Seu sorriso e olhar não são mais tão confiantes, mas eu ainda estou apaixonado. Gostava de ignorar as malditas regras de cortesia e propor algo, mas sei que me vai dar um tapa meu o centro da minha cara.
Antes que eu possa responder, um trovão ensurdecedor é ouvido e a luz se apaga. A tempestade ficou mais forte.
Isto é tudo o que preciso para sair do banco e ir até ele. Fernanda não a resiste e deixa encontrar seus lábios. Não nos importamos se a luz vem e eles nos pegam.
A boca dela tem gosto de coquetel e azeitonas, o que eu percebo que ela não gosta, mas ela come porque está nervosa. Além disso, sua respiração é doce e quente, algo que eu nunca tentei em ninguém. Geralmente não gosto de beijar as mulheres com quem durmo. São elas que me beijam.
— Vamos para outro lugar— sussurrar — Penso o suficiente em interpretar idiotas.
— Onde diabos você estava?
— Vamos…
— Para o beco — propõe — Vai ser interessante.
Não respondo nada, apesar do desagrado da proposta. Não é meu estilo f********o em lugares exóticos, exceto quando tive que condenar poucas pessoas por suas atitudes exibicionistas. No entanto, eu sigo esta jovem estranha e nos guiamos com a lâmpada do telefone celular até saímos do lugar.
Isso pode ser um fracasso ou a solução para o meu problema, embora eu não pense nisso enquanto eu aproveito a situação e a levo forte pelo braço para levá-la para o beco entre o restaurante e outro edifício. É uma porcaria, mas vou agradá-la.
Encurralei contra uma parede assim que nos certificámos de entrar no beco. A chuva é intensa e fria, embora isso não sacie meu desejo de experimentá-la.
Tomo o meu tempo para descobrir se este incêndio vai ser extinto. Eu continuo beijando-a, acariciando cada curva, cada parte da pele nua que encontro.
— Hum — sussurra quando levanto um pouco o vestido.
— Vou continuar. Ninguém me diz que eu não — aviso.
— Não vou dizer que não faz diversão — Embora eu deva admitir que eu gosto que você me domine agora.
Eu levanto as duas mãos e as apoio contra a parede de tijolos. Eu não posso vê-la, mas é o suficiente para eu sentir o calor de seu corpo ansioso e trêmulo. O frio e a chuva imunda param de me interessar.
Não faço promessas, não digo mais. Nem ela e deixa guiar, ela se rende às minhas carícias. Ele é dócil e rebelde, por sua vez, uma combinação estranha. E também é estranho o que ele faz comigo, que eu não possa ter medo de perder minha ereção porque estou intensamente perdido, tanto que me ajoelho para colocar minha língua entre as pernas dela.
— Sim, assim! — grita.
— Cala a boca — ordenou que apertasse as coxas protuberantes. Elas não são um tamanho notável, mas é perfeita, se encaixam em minhas mãos e eles são os mais firmes que eu toquei.
— Não quero deixe me ir — E é melhor você continuar com o que faz, porque é claro ... Ah, caramba!
Minha língua se move ansiosamente. Não me interessa se está molhada, o sabor inflama até as células mais remotas. Eu nem entrei nisso, mas essa mulher me parece o maior problema da minha vida, o que me fará perder minha vontade para sempre.
Fernanda não finge, percebo pelo fluxo constante que ela libera na minha boca e que eu absorvo. Mas antes de eu ter um orgasmo, eu paro e subo até ela para segurá-la pelo queixo.
Eu quero que seja minha.
Ela começa a respirar mais rápido e eu sinto o ar quente que ela expele, alimentando minha excitação.
— O que se passa?
Sem dar uma resposta, eu volto para a sua boca para que ela possa ser testada. A maioria das mulheres reage com desgosto a algo assim, elas me disseram, mas ela não, ela me beija desenfreada, embora muito inexperiente. Eu me pergunto naquele momento se ela é virgem; no entanto, eu não acho que sim. É quase impossível encontrar algo assim.
— Aí...— geme quando eu a levanto, depois de levantar o vestido e puxar a calcinha para baixo.
A roupa interior dela já está em minha posse e nunca a devolverei a ela, mesmo que a leve para casa depois disso.
— Uau, acabei por apanhar uma joia na rua, acho irónico enquanto a encosto na parede.
— Tenha cuidado — pergunte-me.
— Porquê? Você está bem lubrificada — Eu respondo.
— Apenas tenha cuidado, seu i****a — me repreenda — Sou estreito, acho eu.
Embora eu só queira entrar e finalmente me libertar, eu não procuro a entrada dela e me apresento com cuidado.
— Alguma vez fizeste isto? — Pergunto a ouvir o seu gemido de dor.
A virgindade não é uma qualidade notável, na verdade, parece típica de mulheres insípidas, mas nela, sendo como é, é fascinante.
— Não, é a primeira vez que — diz numa voz aguda — Mas eu não tenho medo do sucesso, então vá em frente, vá em frente.
— Ela é tão jovem, acho eu, chateada por me sentir tão cheia de vida a tê-la nos meus braços.
— Por que aqui então? — pergunta interessada, sem perder a concentração.
— E porque não? Pelo menos será memorável.
Essa resposta, tão vaga e despreocupada, me obsessora mais.
Ela grita comigo e prega para mim enquanto eu faço o meu caminho em sua v****a estreita. É tão agradável que qualquer preocupação escapa do meu cérebro. Devo tê-la, deve ser a única. Não a deixarei ir depois desta noite, pelo menos não até que este fascínio acabe.
E no fundo de mim eu suspeito que não vai acabar.
Depois de alguns minutos, ela me pede para me mover. Primeiro eu vou devagar para que ela se acostume, mas eu percebo que ela pede mais, que é capaz de suportar, mesmo que dói. Seus beijos, suas mordidas e gemidos me guiam para me mover. A chuva não para, na verdade, fica mais intensa e eu não posso mais dizer a Fernanda. Eu só posso percebê-la com minhas mãos, com cada movimento que faço dentro dela. Não preciso de mais, minha cabeça já tem uma boa imagem de seu rosto e posso imaginar suas expressões de prazer, que terei a oportunidade de ver quando ela estiver na minha cama.
— Você vai vir comigo — Eu digo a ela enquanto estou dentro dela — Você vai ser minha.
Ridículo, reprova a minha mente, mas estou tão entusiasmado que não paro. Fernanda geme em resposta, o que eu tomo com uma declaração.
Sem esperar, ela atinge o orgasmo e seu grito ressoa ao mesmo tempo que o trovão.
Fernanda será minha. Essa garota louca é o que eu preciso e eu termino de verificar quando eu ejaculo tão forte que eu sinto que eu me dissocio da realidade por alguns momentos quando minha mente está em branco, mas sem esquecer a causa disso.
— Céus bons, estou tonto. — Risadas — Não sou um especialista, mas dou.
— Doeu a minha maldita vida, respondo sem te dizer.
— Vamos?
— Espera, para onde?
— Onde quer que eu a leve?
— Primeiro quero ir à casa ao banheiro, não seja rude — reclama.
A chuva naquele momento cede um pouco e a luz retorna. Sua maquiagem é um pouco contínua, embora ela não perca seu charme.
— Ok! — Eu respondo, mesmo sem sair e sem suspeitar que isso será um erro.
A primeira coisa que eu aprendo com Fernanda é que ela é muito hábil em escapar.
A primeira de muitas coisas que eu aprendo sobre mim mesmo depois disso é que eu não vou descansar até encontrá-la.