Fernanda estremece ao ver meu rosto, mas não diz nada, apenas solta um suspiro aperto. — Quero mudar, não suporto este vestido horrível. — Parece que escolheu o melhor — que digo num tom sardônico, mesmo que seja uma opinião sincera. — Claro, porque adora que eu pareça uma ridícula boneca de bolo. — Foi você que escolheu, não me culpe. Fernanda deixa escapar um grito e uma birra de frustração. — Leve para o quarto agora, e espero que me deixe lá. Não te quero ver durante toda a viagem. Eu pego no braço dela novamente e levo-a para o corredor. A aeromoça tenta me dizer algo, mas eu a informo que estarei na sala e que não quero ser incomodado, com a qual ela apenas concorda. — Sinto muito, mas há apenas um quarto — Eu digo quando chegamos à porta — E eu gosto de estar lá. — Bem, ago

