E Então, qual é o endereço? —Ele pergunta nos olhando pelo espelho retrovisor.
—Rose fala, e ele imediatamente falou: tá brincando né! — Rose fala: não porquê? Porque eu moro lá nesse condomínio. Que coincidência! Isso é incrível.
—Rose fala: coincidência nenhuma, você acredita no destino do doutor Marcos? — Sem ao menos dar chance dele responder ela continua falando:
—Eu acho que tudo está ligado! Nós já nascemos com o nosso caminho traçado por Deus, e mesmo que decidimos seguir em outra direção um dia os caminhos se encontram e aqueles que estão destinados a ficar juntos se encontram.
— Ela fala olhando pra mim que estou sentada ao seu lado no banco de trás paralisada olhando-a, Rose, se aproxima e fala baixinho no meu ouvido, não, dá para ignorar tudo isso Anne, ele estava no shopping na hora certa que você desmaiou, ele é o médico que estava de plantão e cuidou de você, ele nos deu carona e mora no mesmo condomínio. Anne, ele é o homem do seu futuro, não duvide disso não seja tola.
—Como o condomínio era bem próximo do hospital, chegamos rapidinho, ele estacionou e como é um verdadeiro cavaleiro, sai rápido e veio abrir a porta para que nós saíssemos do carro. Ele pega a bolsa, e quando vou pegar da mão dele ele logo diz:
Não, eu levo! —Então eu vou na frente já que eu sei o caminho, Anne fala: Rose e a chave eu dei a Roberta ontem! — Eu tenho uma cópia — falo seguinte pro elevador —Hum entendi — Anne responde seguindo logo atrás com então o doutor Marcos, e assim seguimos seguimos todos para o elevador, ao entrar aperto o décimo primeiro andar noto que o doutor está bem atento a tudo parece bem atencioso, logo chegamos ao andar desejado, sai na frente andando rápido e pegando a chave, abri a porta e os mandei que entrasse.
Anne.
— Eu e o doutor Marcos estamos meio sem jeito já que ambos nunca estivemos ali, ela nos diz para que sentamos e nos pergunta se queremos beber algo?
—Ela fala pegando a bolsa da mão dele e colocando em uma cadeira, o doutor Marcos disse: eu quero água, por favor.
—Rose vai até a cozinha e volta com uma garrafa de água e copos e nos serve, eu levanto e vou na direção da varanda, abri a porta e falei nossa, a vista é linda! Ouço uma voz atrás de mim bem pertinho que sinto o ar quente da sua boca dizendo: A noite é mais bonita, o céu é bem estrelado! —Me estremeço e sem me virar falo: jura, ele diz: sim! Vou vir aqui para ver com você se você quiser é claro — Rose muito da intrometida responde por mim, e claro que ela quer, pode vir a hora que o doutor quiser.
—Ela saiu nos deixando sozinhos.
—Ele fala: então tá combinado eu virei mas mais tarde, agora vou para casa tentar descansar um pouco e você deve fazer o mesmo, não abuse você ainda é minha paciente só mudou de ambiente entendeu —ele fala piscando para mim e vai para porta eu o sigo abro e ele sai, eu fico ali parada olhando até ele pegar o elevador não querendo, mas fico ali sem entender porque aquele homem está mexendo tanto comigo a ponto de sua
proximidade me abalar tanto, quando fecho a porta encosto de costa, respiro fundo e dou de cara com a Rose ali parada me olhando e rindo com a cara de deboche "você tá caidinha por ele", amiga, está na hora de você se abrir para um novo amor, se dá uma chance, não seja tão dura com você mesma, eu não quero uma amiga solteira pro resto da vida, vem cá deixa eu te dar um abraço de urso —eu a abraço e falo: Eu não posso Rose, não vai dar certo! Logo, logo, eu vou embora, eu não quero mais viver aqui, minha família não é mais a mesma! Parece estranho, eu sinto que não faço mais parte deles. Então por favor não force a barra para eu ficar com ele, não vai dar certo ele tem a vida dele aqui é um médico bem sucedido e parece que faz o que ama, ele vai encontrar uma pessoa boa.
—Tá eu prometo não intervir, mas me conta o que você sente quando ele está perto de você e te olha daquele jeito? —Seja sincera, ok.
—Há Rose, não vou negar, ele mexe comigo sim! e é exatamente isso que me preocupa e me faz querer me afastar cada vez mais, eu entro em Pânico, cada vez que ele está perto, mas como eu falo isso para ele, não quero que ele saiba que mexe comigo ao ponto de me deixa de boca seca, o coração acelerado, as mãos suando e as pernas bambas! Eu não consigo me entregar ao um relacionamento de novo e passar por tudo que passei, eu não vou aguentar mais um back.
—Anne para de chorar e me escuta, você não pode pensar assim, amiga, ele não é o George, o George é passado não existe mais né? Não, claro que não! —Me jogo no sofá e Rose também, então, falo para ela parar de tentar fazer eu e o doutor Marcos dá certo. —Sim, eu paro! —Rose, Rose, eu estou falando sério, se você não parar eu vou matar você Rose Hits.
—UAU! Quando fala o nome todo é bem sério. Hahaha —rimos, logo escuto o telefone — olho, e vejo que é uma mensagem da Cláudia, fecho a cara mas resolvi ler a mensagem, e fico triste — O que foi? — Rose pergunta preocupada.
— A Cláudia quer conversar!
— Respondo torcendo os lábios pro lado.
—Bom, é preciso Anne — ela fala se levantando e ficando de pé — estico o braço na sua direção falando: olha a mensagem que ela me mandou —Rose pega o celular e lê a mensagem que dizia:
Oi irmã, Bom dia!
Como você está?
Anne vamos conversar, deixa eu me explicar, o papai me proibiu de contar, e diferente de você eu ainda dependo dele.
—Nossa ela tem razão, vocês precisam ter essa conversa, dá uma chance pra ela — Rose fala me estragando o celular.
—Tá bom, vou mandar ela vir aqui e podemos almoçar juntas, tem algum lugar que podemos pedir comida? Sim deixa isso comigo — tá então mandarei a mensagem pra ela vim.
— Imediatamente, Anne manda mensagem para Cláudia, passando o endereço e pede que ela venha sozinha, e não dê o endereço a ninguém.
—No mesmo instante Cláudia responde : ok beijo te amo já já chego aí.
—Meia hora depois a campainha toca, estou sozinha, já que a Rose saiu dizendo que ia em um lugar cheia de mistério, mas acho que ela só queria deixar eu e Cláudia conversar sossegadas, abro a porta e vejo Cláudia em pé na minha frente com os olhos inchados de chorar, faço sinal com a mão para ela entrar, ela entra e fica ali parada quieta, mando-a se sentar e ela já vai me perguntando:
—Anne, como você está?
Você saiu do hospital e não falou nada eu fui lá para conversar com você e soube que você já tinha tido alta, foi desesperador, achei que você tinha ido embora.
—Eu estou bem! como você pode ver e ficarei melhor depois que eu for embora dessa cidade para bem longe de todos que me faz m*l!
— Anne, eu nunca quis te fazer m*l, eu não concordo com nada disso, nem a mamãe, mas eu não posso passar por cima do papai, eu gostaria de poder ser igual a você de ir para bem longe mas enquanto eu não terminar meus estudos não posso fazer nada, me entenda por favor Anne.
—Tudo bem, quando isso começou?
—Sim, porque foi logo que ela chegou que ele mudou comigo! Eu andei juntando algumas peças e desconfio que eles me traíram, então eu quero saber desde quando isso vem rolando?
—Anne, eu não sei quando começou ao certo, eu descobri logo que você foi para casa da Rose, em uma noite eu cheguei em casa e disse a mamãe que eu ia a uma festa, e queria o casaco que ela tinha emprestado, ela disse que estava no quarto dela, Mas que eu iria jantar primeiro. Eu disse ok! E fui tomar banho e me arrumar, logo depois de me arrumar fui até o quarto da mamãe pegar o casaco e quando eu estava lá ouvi barulho e vozes no jardim, olhei pela janela foi aí que eu vi os dois se beijando no maior amasso! Fiquei pasma, e com muita raiva, peguei o casaco e fui para o meu quarto pensei em te ligar ou mandar mensagem, mas poxa pra que eu ia te machucar mais, então, fiquei ali sem saber o que fazer, nesse momento a mamãe me chamou para eu ir jantar, ao chegar na sala de jantar dei de cara com os traíras, com a cara mais deslavada, eu achei que só eu não sabia, sentei e fiquei calada, não pude comer nada pois nada descia, ao contrário dos outros que comiam e falavam o tempo todo, eles conversavam como se nada tivesse acontecido, meu pai perguntou: Cláudia o que você tem?
—Está tão calada —nesta hora eu o olhei e depois olhei para o George, e disse: Eu quero perguntar se vocês estão comemorando alguma coisa?
—Papai me respondeu com outra pergunta: porque? Você está fazendo esta pergunta?
—Respondi, com sarcasmo.
— "A SÉRIE!" Que vocês vão ficar com esse joguinho pra cima de mim, o que o George está fazendo aqui e ainda por cima jantando?
—Já que ele não tem mais nada a ver com a nossa família?
—Ninguém falou nada, eu continuei —"ou Será que é porque ele agora tá pegando a sua filha bastarda papai!"
—A Jane levantou e veio para cima de mim gritando: olha como você fala de mim.
—Então eu falei: e como você quer que eu fale, já que acabei de ver você e esse, dai, aos beijos lá no Jardim pela janela do quarto da minha mãe!
—Papai nem se mexeu, já a mamãe deu um grito dizendo: como assim?
— Olhei pra ela e falei: Ué, você não sabia? — Era claro que não, a mamãe estava chocada, ela gritou com o George dizendo: Me explica isso?
—Ele não falou nada, então ela disse:
Vai embora da minha casa agora.
—Mas quando ele se levantou da mesa e ia saindo, papai bateu na mesa com muita força e gritou: ele não vai a lugar nenhum! —Todos olhamos para ele e nesse momento, eu e a mamãe percebemos que ele sabia, e tinha dado o consentimento pro casal! Então, mamãe se sentiu traída pelo papai, ela saiu e foi para o quarto! Eu saí e fui arejar minha cabeça na festa, mesmo não conseguindo me concentrar
por estar tão chateada, a mamãe e o papai que já não estava bem passaram a não se falar mais, por isso a separação deles. Naquela noite, eu enterrei o papai, Jane e o George, finjo que eles não existem, depois daquela noite que eu saí, fiquei o final de semana fora não queria ver ninguém chorei muito! Eu estava com muita raiva, mamãe me ligou perguntando onde eu estava e com quem?
Ela ligava e mandava mensagem toda hora, mas eu fiquei igual você ontem, não queria falar e nem ver ninguém, até que no domingo a noite, mamãe me mandou uma mensagem dizendo que o papai mandou me falar, se eu não fosse para casa, que estava tudo bem, mas que ele não ia me dar nenhum centavo. Igual ele fez com você! Aí eu não tive escolha, voltei! mas faço o possível para não esbarrar com ele e nem com a traíra da Jane, eu e a mamãe não sentamos na mesa para fazer refeições juntos, eu e a mamãe também não falamos com a Jane, eu m*l fico em casa, mas ela é cara de p*u sempre quer estar no nosso calcanhar, quando o George chega lá, eu e a mamãe, saímos evitando esbarrar com ele, quando George terminou com você o Papai ficou muito nervoso, ninguém sabia porque, até que um dia eu ouvi ele conversando com o George no telefone ele gritava dizendo que ele tinha feito papel de moleque, porque ele tinha confiado nele que era para ele dar um jeito e que não podia voltar atrás, eu achei que era sobre você, então não fiquei para ouvir o resto da conversa, sair de fininho alguns meses depois a mamãe falou que a empresa estava com dificuldades, mas eu nem dei importância, papai sempre dava um jeito continuei com a minha vidinha, quando eu pedir um carro pro papai ele disse que não era o momento era para eu esperar mais um pouco, e agora quando eu pedir de novo, ele disse que não, aí eu vi que a coisa está séria mesmo —Nesse momento a Anne pergunta: Então o relacionamento deles é sério?
Eles vão se casar? Não sei se vão, eles nem estão noivos ainda! Os pais do George não aprova esse relacionamento, eles não estão satisfeitos! Eles acham que o George ainda não te superou, e ao contrário do papai, o pai do George, se dá muito bem com a esposa e a ouve muito, e eles gostam muito de você e da mamãe! Então isso está complicando os planos do papai de unir e ampliar os negócios.