Daehyun já estava com cinco anos e Chanyeol cada vez mais bobo com a esperteza do filho, nosso menino não podia dar um passo sem ter o pai babão atrás e isso era uma das coisas que mais me faziam feliz.
Passei tanto tempo angustiado, pensando que talvez Chanyeol nunca gostasse da ideia de ter um filho ou me perdoasse por ter engravidado, que cada vez que vejo um sorriso em seu rosto ao falar de Daehyun eu derreto por inteiro.
— Papai, não gostei da Haesoo mexendo nos meus brinquedos. – disse Dae, escondendo os brinquedos atrás de mim no sofá.
— Por quê, bebê? — perguntei tentando não rir do seu jeitinho.
— Ela faz coisas nojenta de namora eles. – fez um bico e subiu no meu colo, me fazendo rir e encher o seu rostinho de beijos.
— Ela não sabe, bebê. E não é agressiva como você, que quer acabar com os brinquedos.
— Não quero dividir. — fez um bico, mostrando toda a sua pose de mau.
— Você precisa!
— Mas…
— Eu não acredito que vai fazer isso com a minha maninha, Dae. Já que você é um menino mau, eu não vou levar você para sair. – disse Hanna, sentando ao meu lado e levando Daehyun para seu colo.
— Mas eu quero tomar sorvete, tia. — e mais uma vez precisei segurar o riso ao ver seus olhos quase enchendo de lágrimas.
— Então tem que dividir os brinquedos com a Haesoo. – disse simples e Daehyun fez um bico, saindo do seu colo e pegando os bonecos escondidos, levando até Haesoo e colocando todos nos pés da pequena, que o olhou com os olhos lacrimejados e tirou o bico dos lábios, sentando no chão e voltando a brincar.
— Pronto tia, agora meu sorvete. – disse animado.
— Posso, Oppa? – me perguntou e eu sorri, lhe dando o dinheiro para que fossem na sorveteria do outro lado da rua.
Assim que Hanna saiu com as crianças eu fui para janela, mesmo que ela fosse bem grandinha, meu instinto não me deixava desviar o olhar daqueles três um instante, eu não tinha nada melhor para fazer de qualquer forma.
— O que está olhando? – perguntou Chanyeol, me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
— Estou cuidando as crianças, a Hanna levou os menores para tomar sorvete. – disse sério, um pouco desconcentrado dos beijos de Chanyeol – Eles encontraram um menino que me lembra alguém.
— Eu tinha algo interessante para te mostrar no quarto, não quer ver? — perguntou com sua voz sussurrada, sedutora, continuando a beijar meu pescoço.
— Eu conheço seu p*u melhor que você mesmo Chanyeol, eu vou lá ver o que tá acontecendo.
Me desvencilhei dos toques de Chanyeol e saí de casa, atravessando a rua e vendo Daehyun chorar e xingar um garoto a sua frente.
— O que aconteceu? – peguei Daehyun no colo, secando suas lágrimas.
— Ele jogou meu sorvete no chão, papai, tia Nana não tem mais dinheiro pra comprar sorvete. – disse num choro tão sofrido que cortou meu coração.
Enchi seu rostinho de beijinhos e acariciei suas costas, para que parasse de chorar.
— Não chora, meu amor, papai vai comprar outro sorvete. – tranquilizei meu menino e olhei para o outro garoto, que tomava seu sorvete como se nada tivesse acontecido – Onde está seu pai? Quantos anos você tem? Não deveria andar sozinho.
O menino apenas apontou para um rapaz alto, dando em cima de um cara que passeava com o cachorro pelo parque.
— Vai comparar outro sorvete, meu amor. — dei o dinheiro para Daehyun e o coloquei no chão para que voltasse a sorveteria com Hanna, pegando a mão da criança e levando até aquele i****a – ZiTao, acho que você esqueceu de cuidar do seu filho. – disse me segurando para não pular no pescoço daquele nojento.
Eu odiava Zitao com todas as minhas forças, ele fazia meus dias no colegial um inferno, espalhou para toda a escola que eu era uma p**a, grávido de um filho sem pai, mas é aquele ditado; a boca fala e o cu paga. Não era atoa que eu estava segurando a mão de seu filho.
— O que está fazendo com meu filho, seu moleque. – puxou a criança de qualquer jeito, que apesar de fazer uma careta, não chorou nem nada, parecendo estar acostumado.
— Você é um delinquente, assim como era eu com seu filho poderia ser qualquer um, seu i*****l! Eu vim aqui porque esse moleque estava arrumando briga com o meu filho, mas não poderia esperar que alguém como você pudesse ser capaz de colocar alguém descente no mundo. — disse bravo, tanto pela situação, tanto por ele não estar cuidando de seu filho.
Por segundos sua mão não veio direto para o meu rosto.
— Vamos parar. – disse Chanyeol, segurando o pulso de ZiTao, antes que minhas bochechas ficassem com a marca de seus dedos – Vocês não estão mais no colegial, pelo amor de Deus. Zitao, apenas mantenha seu filho longe do meu, se não quer que eu diga a assistência social o tipo de desleixado com que é você, e Baekhyun, vamos para casa. — disse calmo e firme.
Eu acabei por ficar em silêncio, apenas fui em direção ao meu filho e o peguei no colo, indo com as crianças para dentro de casa.
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— Desculpe, amor.
— Pelo quê? – Chanyeol perguntou, em sua face uma clara expressão de confusão.
— Por tudo. Pela briga na rua, por não retribuir seus beijos, eu ando um pouco estressado. — suspirei frustrado.
— Não tem problema, amor, nada disso é culpa sua.
Chanyeol me puxou para seu peito, onde afundei meu rosto, sentindo seu cheiro e sua pele quentinha.
Nem notei quando nossos lábios se encontraram de forma calma, Trocando vários selinhos antes de sua língua entrar em minha boca. Em poucos minutos Chanyeol estava entre minhas pernas, tirando minha blusa e distribuindo seus beijos por meu peito, chupando meus m*****s e puxando minha calça de moletom para baixo.
E naquele momento eu sorri.
Enquanto eu sentia cada beijo de Chanyeol eu lembrei dos nossos primeiros beijos. Lembro das minhas pernas que tremiam e do frio na barriga antes da nossa primeira vez. Lembro de como minha pele ficava quente quando eu estava perto dele e como eu me sentia envergonhado por aquelas coisas.
Assim como lembro do medo que tive de lhe dizer que estava grávido, de como ele aceitava a mim, mas não queria uma relação, como ele me deixou e eu sofri por Chanyeol não ser um homem de muitas palavras.
Mas no fim das contas, apesar dele agora ser um professor de universidade, das nossas personalidades terem amadurecido, sempre voltamos ao ponto que tudo começou.
O t***o que sentimos um pelo outro e o jeito que ele se movia entre minhas pernas, me fazendo revirar os olhos pelo desejo.
— Eu te amo muito, Park Chanyeol.
— Eu te amo ainda mais, Byun Baekhyun.