De volta ao Brasil. Isadora: Estávamos eu e a Adélia esperando o vovô em uma lanchonete próxima à academia quando a minha avó estacionou o carro. Por muito tempo, eu a idolatrei, achei que ela me amava. Mas nem todas as avós são como uma segunda mãe. Hortência, minha avó paterna, junto com os meus tios, só queria a minha herança. Só percebi isso quando estava no hospital. Nenhum deles foi me visitar, saber como eu estava ou se precisava de alguma coisa. Mas a minha avó me ligava todos os dias, pedindo dinheiro. Foi nesse momento que entendi que fui completamente envenenada por eles, ficando cega para quem realmente me ama e se importa comigo. Suspirei profundamente para suportar o que estava por vir. Hortência — Entra aqui no carro, Isadora. Precisamos conversar. Diss ela, com a voz a

