Algumas Semanas Depois, Suíça. O som dos aparelhos preenchia o ambiente frio e asséptico da UTI. Eu não via nada. Não sentia nada. Mas, de alguma forma, eu existia em um espaço entre o nada e o tudo. Um lugar onde memórias antigas se desenrolavam como cenas de um filme distante. Geisa— Mamãe, que lugar é esse? Parece o Sítio do p**a-p*u Amarelo. Eu ri e balancei a cabeça. Clarice — A mamãe e o papai compraram este lugarzinho para você, seus irmãos e amiguinhos brincarem à vontade. Geisa — Posso colocar o nome de Sítio do p**a-p*u Amarelo? Clarice — Sim, meu amor. O nome é perfeito. A lembrança flutuou como uma pena ao vento, e então, desapareceu. Senti algo estranho dentro de mim. Como se um peso enorme estivesse me puxando para baixo, mas ao mesmo tempo, algo me empurrasse para a s

