Paulinha Narrando Eu acordei todas as manhãs com a sensação de que tinha passado um caminhão por cima de mim. Não era cansaço físico. Era aquele cansaço da alma, sabe? Aquele que pesa no peito, que dá um nó na garganta, que deixa a cabeça girando sem você entender direito o porquê. O corpo todo pesado, os olhos ardendo de sono m*l dormido, a mente já acelerada antes mesmo de abrir os olhos. Foi, sem sombra de dúvida, o pior final de semana da minha vida. Eu já discuti com o Vitor antes. A gente sempre discutiu. Nosso relacionamento nunca foi feito de silêncio, nunca foi feito de cara feia e porta batida. A gente sempre resolveu tudo na fala, no grito às vezes, na verdade jogada na cara, mas resolvia. A gente sempre se reencontrava. Sempre. Só que dessa vez foi diferente. Dessa vez a g

