Capítulo 16 Magnata

1227 Words
Magnata Narrando Ela sorriu. Aquele sorriso vitorioso. Passei por entre as mesas, com ela no colo, a mão dela enlaçada no meu pescoço. Alguns olharam. Outros desviaram. Sabiam que comigo não se pergunta. Atravessei o pagode, subi as escadas que davam pra parte mais reservada. Lá em cima tinha um quarto que a gente usava quando precisava de privacidade. Empurrei a porta com o pé. Entrei. Joguei ela na cama. Ela riu, aquele riso solto. — Tá com pressa, chefe? Fechei a porta atrás de mim. — Pra tu ver. Ela sentou na cama, os olhos fixos em mim. — Então mostra. — Ela mandou e eu desabotoei a calça devagar. Ela mordeu o canto da boca de novo. — Então vem mama, e mostra que tava com saudades. — falei, me jogando na cama. Ela segurou meu p*u na hora. Sem hesitar. Como quem já conhece o caminho de olhos fechados. A mão dela firme, quente, apertando do jeito que eu gosto. Com o som do pagode lá embaixo e o morro inteiro pulsando ao redor, eu vou mostrar pra ela exatamente o que ela tava pedindo. E eu tava com as bolas cheias pra descarregar. Cheias de tensão, de whisky, de noite, de tudo que vinha se acumulando. Sem frescura. Sem romance. Do jeito que sempre foi entre a gente. Ela se inclinou, a boca descendo devagar. Provocando. Saboreando. Eu olhei pra ela de joelhos no chão, o cabelo loiro caindo pro lado, a língua já trabalhando. Bonita pra caralhø. A boca dela envolveu tudo com uma facilidade que me fez puxar o ar fundo. Ela sabia o que tava fazendo. Sempre soube. Desde a primeira vez, anos atrás, Jéssica sempre teve esse dom. A língua dela deslizou, rodou, provocou. A mão acompanhava o ritmo, subindo e descendo enquanto a boca trabalhava na ponta. Ela olhou pra cima, me encarando enquanto chupava, os olhos claros brilhando com malícia. — Pelo jeito você tava com saudade mesmo, hein — soltei, a voz saindo mais grossa. — Que boca nervosa é essa? Ela tirou a boca por um segundo, a mão ainda segurando firme. — Três meses fora, chefe. Três meses sem sentir gosto de homem. — Ela passou a língua nos lábios. — Tu acha que eu ia voltar e não matar a vontade logo no melhor? Ri baixo. — Melhor, é? Ela envolveu de novo, fundo, até a garganta. Segurou. Meu corpo tenso na hora. — Pørra, Jéssica… Ela continuou. A boca quente, úmida, no ritmo perfeito. A mão apertando a base enquanto a cabeça dela se movia pra frente e pra trás. O cabelo loiro balançando, os olhos marejados mas sem parar. Segurei a nuca dela. Guiei. Ela deixou. Sempre deixou. — Assim — mandei. — Vai fundo. Ela obedeceu. Engoliu tudo de novo. A garganta trabalhou, mas ela não recuou. Segurou. Aguardou. Soltei o ar que tava preso. A visão dela de joelhos, me chupandø com vontade, era pütaria pura. E eu tava adorando cada segundo. Mas no fundo, bem no fundo, uma imagem teimava em não sair. Cabelo cacheado. Olhos que me enfrentaram no telefone. O jeito que ela falou, firme, sem se dobrar. O jeito que ela tava na praia me procurando. Luísa. Balancei a cabeça, afastando. Fechei os olhos por um segundo. Agora não. Agora era Jéssica. E ela ia ter o que veio buscar. Puxei o cabelo dela com mais força, puxei pra trás. Ela gemeu com a boca cheia. — Quer mais? — perguntei. Ela olhou pra cima, os olhos lacrimejando, a boca ainda molhada. — Quero tudo. Sorri. — Então vai ter. Puxei ela pra cima da cama. Ela caiu rindo, o cabelo loiro espalhado no lençol. Fiquei um segundo olhando ela ali, seminua, toda provocante. Balancei a cabeça, rindo baixo. — Tá rindo do quê? — ela perguntou. — Nada não. — respondi. Mas no fundo eu tava lembrando de outra coisa. De outro cabelo. De outro olhar. Da mina que me enfrentou no telefone sem saber quem eu era. Da mina que tava na praia me procurando. Luísa. Balancei a cabeça de novo, afastando. Agora não. — Tira a roupa. — mandei, a voz firme. Ela obedeceu sem hesitar. O vestido subiu, os p****s apareceram, durinhos. Ela tirou a calcinha devagar, provocando, jogando no chão. Fiquei olhando. Corpo bonito. Pele lisa. Tudo no lugar. Peguei a carteira no bolso da calça que ainda tava no chão. Tirei uma camisinha. Abri com os dentes, encapei o p*u rápido. Ela assistia, os olhos fixos em mim, a respiração já acelerada. — Vira. — apontei com o queixo. Ela virou na hora, se ajeitando de quatro na cama. A bundona empinada, redonda, perfeita pra isso. Bati com a mão aberta. Forte. Ela gemeu. — Pørra, Magnata… Entrei nela de uma vez. Ela gritou. Um grito alto, mistura de dor e prazer. — Não precisa ser com brutalidade! — ela reclamou, mas o corpo dela tava todo arrepiado. — Cala a boca. — falei, segurando a cintura dela com força. — Eu sei que você gosta. Ela gemeu, as mãos se agarrando no lençol. — Você não disse que tava com saudade de uma socada de um carioca? — perguntei, socando fundo. — Então toma aí. Cada palavra era uma estocada. Forte. Profunda. Do jeito que ela sempre gostou. Ela gemia sem vergonha, a boca aberta, os olhos revirando. A bundä batendo na minha coxa, o som molhado preenchendo o quarto. — Pørra… — ela soltava. — Assim… vai… Segurei o cabelo dela, puxei pra trás. O corpo dela arqueou, os p****s balançando. — Tá gostando, Jéssica? — perguntei, a voz grossa. Ela riu entre os gemidos. — Tá parecendo que quer saber se eu tô gostando… Apertei mais o cabelo. — Responde. — Tô, pørra! — ela gritou. — Tô gostando pra caralhø! E você? Soltei uma risada curta. — Quando um não quer, dois não briga. — falei, socando mais forte. — Já que nós dois quer… você tem bøceta e eu tenho paü. — Isso Magnata... — Ela gemeu alto. — E eu não vou negar paü, Jéssica. Principalmente quando tô doido pra descarregar. Ela se virou, me olhando por cima do ombro. Os olhos claros brilhando. — Então mete com força. — ela provocou. — Porque você sabe que isso aqui é uma f**a sem sentimento. Travei por um segundo. Ela falou isso e eu senti. Senti o peso da verdade. Senti que ela sabia. Sabia que ali era só p*****a. Só alívio. Só dois corpos se usando. E tava tudo bem. Porque era assim que tinha que ser. — Sem sentimento então. — confirmei. E meti com tudo. Ela gemeu, gritou, gozøu. E eu fui junto, descarregando tudo que tava acumulado. A tensão. O whisky. A noite. O pensamento que não queria sair. Quando terminei, caí do lado na cama. Ela ficou ali, ofegante, o corpo suado. Ficamos em silêncio por um tempo. — Foi bom? — ela perguntou depois. — Foi. — Respondi e ela sorriu. — Sabia. Levantei, fui pro banheiro. Deixei ela deitada. Liguei o chuveiro. A água fria caiu no corpo, lavando o suor, lavando a noite. Mas não lavou a imagem. Cabelo cacheado. Olhos de quem não tem medo . Luísa. Fechei os olhos debaixo d'água. — Que pørra é essa, Magnata? — murmurei sozinho. Não tive resposta. Continua...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD