Magnata Narrando Concordei, colocando a mochila apoiada nela com cuidado. Ela segurou firme. Empurrei a cadeira até o carro que já tava parado ali perto, um sedan preto que o Blindado tinha deixado. Abri a porta do carona, peguei ela no colo de novo — leve, os braços dela enlaçados no meu pescoço — e coloquei no banco com cuidado. O corpo dela encaixando fácil no meu, como se fosse feito pra isso. Fechei a cadeira de rodas, joguei no banco de trás. — Nossa… — ela soltou, me olhando. — Super ágil… já esteve com uma cadeirante antes? Fechei a porta com calma. Olhei pra ela pelo vidro. — Vou ficar calado pra não ser grosso, tá bom, Luísa? — falei, dando um selinho rápido nela. Dei a volta e entrei no carro. Liguei o motor e puxei. O carro deslizou pela orla, as luzes do Rio brilhando

