Paulinha Narrando Debaixo do chuveiro, a água caindo quente nas minhas costas, eu comecei a rir. Rir de nervoso. Rir de indignação. Rir porque, se eu não risse, eu ia chorar. A água escorria pelo meu rosto, misturada com as lágrimas que eu não queria deixar cair. Fiquei ali, encostada no azulejo frio, sentindo o vapor subir, a mente girando. — "O que que o Vitor tá me escondendo?" — falei sozinha, a voz ecoando no azulejo do banheiro, perdida no barulho da água. Engraçado. Qual o interesse dele nessa professora? E qual o interesse dessa professora nele? Eu fechei os olhos, deixei a água bater no meu rosto, tentando entender alguma coisa que não fazia sentido. Eu não achei ela com cara de v***a. Não achei mesmo. Não tinha aquela postura de quem tá atirada, de quem tá oferecida. Mas tinh

