Sil narrando A madrugada no posto foi bastante tensa. Não por causa de algum susto médico ou emergência… Mas por causa do Talibã. Ele tava um trapo de nervos e, como sempre, tentando esconder isso por trás daquela pose toda marrenta. No começo, achei que ele tava bravo com as enfermeiras porque queria descansar. Elas realmente entravam no quarto toda hora — pra medir pressão, trocar soro, fazer mil coisas que nem sei o nome. Só que depois eu percebi… não era isso. Ele não tava bravo por ele. Era por mim. Cada vez que uma delas abria a porta, eu despertava no mesmo segundo, como se o corpo soubesse que ele podia precisar de mim. E ele percebia. Ele via o quanto meu sono tava leve, o quanto eu me remexia a cada passo, e isso deixava ele mais irritado ainda. Só que com elas. Como se elas

