capítulo 96

920 Words

TALIBÃ NARRANDO Eu desconfiava que ela era virgem, principalmente porque nenhum arrombado nunca se aproximou dela, a maioria por medo do Pesadelo e eu sempre agradeci por isso. Mas agora ela era minha, de corpo e alma. A maneira como ela disse meu nome… não “Talibã”. Não o vulgo que carrega o peso das ruas, da guerra, da dor. Ela me chamou de Ruan. Baixinho. Gemendo. Me olhando como se eu fosse só dela. Aquilo me quebrou por dentro. Porque naquele momento, eu não era o cara do morro. Não era o chefe. Não era o temido. Eu era só o homem que ela escolheu. O homem que ela deixou entrar na vida dela… e no corpo também. — Ruan… — ela repetiu, e eu perdi o controle. Saí de cima dela devagar, minha respiração pesada, o corpo queimando. Puxei ela pela mão, e ela veio, sem medo, com os olhos f

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