EU ESTAVA parada igual estátua a mais ou menos meia hora. Jarvis já tinha ido a bastante tempo, mas me disse para ligar se precisasse de carona para voltar. Depois, me deu seu número e saiu com o carro. Senti diversas vezes que ele me olhava com pena, mas também carinho. Algo em mim dizia que ele sentia tanta falta dela quanto eu, mas Jarvis teve a sorte de conviver com ela mais tempo do que eu, inclusive nos seus últimos momentos. — Vai entrar, moça? — o porteiro chamou minha atenção, encarnado fixamente meu rosto. O olhei, completamente atordoada. Era um homem baixinho de cabelos grisalhos. — Daqui a pouquinho. — sorri para o homem, que ainda me encarava fixamente, como se tivesse visto um fantasma. Fiquei parada ali por mais cinco minutos e o homem ainda me encarava. — algum problem

