Relembrando o passado

670 Words
Patrícia chegou na casa dela, e assim que abriu a porta de sua casa viu Marê sentada no sofá fumando um cigarro com o cinzeiro do lado, agoniada sem saber oque fazer. -Paty do céu, oque aconteceu? Perguntou assim que viu sua prima chorando, Patrícia não disse nada, só abraçou sua prima e se permitiu chorar tudo que estava intalado. Chorou de soluçar e Marê por sua vez não perguntou nada, só deixou que sua prima chorasse até se sentir aliviada. -ta melhor? A prima apenas respondeu com um pequeno gesto com a cabeça confirmando que sim. -quer contar? -urrum, eu e o Maike a gente já tivemos um lance no passado, foi assim que minha mãe morreu, eu deveria ter uns 15 pra 16 anos, a gente se envolveu, se curtiu, naquela época eu cheguei a me perder com ele, fantasiei na minha cabeça que ele ficaria comigo, só que ele na mesma época entrou pro crime, subiu pra cabeça, ficou com umas e outras, mas sempre queria me aterrorizar falando que se eu ficasse com mais alguém, ele ia me matar e ia matar quem fosse, que eu era só dele, só que eu precisava sobreviver Marê, pagar o aluguel da casa que a gente morava, tentei por várias vezes um emprego, mas não consegui, tudo sem sucesso, até que surgiu essa oportunidade, e eu fui sem pensar duas vezes, ele descobriu, me esculachou, falou que se eu continuasse com isso ele nunca mais olharia na minha cara, que era pra mim esquecer que ele existe, que isso ele não aceitava, eu questionei se ele iria ficar só comigo, ele disse que não pensava em casar porque era novo e tava tudo muito cedo, mas que me daria o mundo, a minha cara de que eu seria sustentada por macho? Fui na minha luta e ele nunca mais olhou na minha cara, uma vez a gente se viu no baile, e ele disse "sai da minha frente, tenho nojo de você" depois disso eu peguei uma mágoa dele sem fim, nojo Marê? Depois de tudo que a gente já viveu? E uns 2 anos depois, ele "casou" com a Sabrina, que era uma vagabunda também, só estar tranquila porque tá com ele e ela sabe do que ele é capaz. Marê ouvia atentamente o desabafo de sua prima, ela via que sua prima se sentia aliviada contando tudo isso. -caraca Paty, eu não sei nem oque te dizer, mas porque ele veio aqui todo alterado, perai... Ela falou notando o rosto da prima -aquele filho de uma mãe de bateu? Perguntou incrédula. -ah, ele veio me cobrar depois desses anos todos alguma posição e eu falei umas verdades na cara dele e ele me respondeu com esse tapa, típico do Maike, não tem oque falar, responde com agressões. -porque você não chutou as bolas dele? -kkk só você pra me fazer ri -me pareceu que ele tem sentimentos por você. -nao seja ingênua, se ele gostasse não me trataria do jeito que tratou -talvez ciúmes. Falei -nao viaja prima -vamos. Falei chamando Paty -ei, pra onde maluca? Falou realmente querendo saber pra onde sua prima estava lhe chamando -fazer ele se matar com o próprio veneno, bora comprar umas roupas pro baile de hoje a noite. -sem clima prima, e hoje eu tenho um job. -a tu vai pro baile sim. -nao vou perder 10k, tem um cliente disposto a pagar. -eu quero conhecer o baile Paty -vamos fazer assim, eu vou cedo pro job de hoje e quando eu chegar a gente vai no baile, de madrugada que é o fluxo. -taaa chata, mas vamos comprar meu cigarro, você me fez eu fumar um maço inteiro. -fuma muito que isso. Disse colocando a mão na cabeça e rindo -voce tá chata igual ao FP. -aliás, oque vocês fizeram aqui em.... Disse fazendo graça -esqueceu que eu odeio ele? -hmmmm. Disse fechando os olhos me zoando. Peguei meu celular e puxei ela pelos braços pra comprar meu cigarro
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