A viagem de volta foi tranquila, mas a chegada trouxe consigo uma sensação de desânimo para Ambra. Quando o carro parou e Vincenzo, com sua habitual postura firme, disse: — Iremos para a mansão do meu pai. Haverá uma recepção para nós, com nossas famílias. Ambra sentiu o peso dessas palavras. Tudo o que ela queria era chegar em casa, no lugar que deveria ser seu refúgio, e ter um momento de sossego. A ideia de enfrentar uma recepção, cheia de formalidades e pessoas que, para ela, ainda eram praticamente estranhas, a deixava desconfortável. Ela suspirou, olhando pela janela do carro, tentando esconder a frustração que começava a se formar em seu peito. A mansão dos De Santis era imponente e intimidante, um lugar que ela não considerava seu lar, por mais que soubesse que, a partir de agor

