CAPÍTULO 110 — FÚRIA NARRANDO O caminho de volta até em casa foi silencioso. Isadora estava sentada atrás de mim na moto, segurando minha camisa de leve enquanto o vento cortava as ruas do morro, mas minha cabeça já não estava mais ali fazia tempo. Porque alguma coisa tinha mudado. E eu sabia exatamente o quê. Aquela sensação dela estar sendo observada não saiu da minha cabeça nem por um segundo desde que ela entrou na minha sala dizendo aquilo, porque Isadora não era mulher de criar paranoia à toa, não era do tipo que fazia cena por qualquer coisa, muito menos depois de tudo que já tinha vivido dentro do morro. Se ela estava sentindo. Então tinha motivo. E isso me deixava num estado de alerta que eu não gostava. Quando paramos em frente à casa, desliguei a moto devagar enquanto e

