CAPÍTULO 99 — DONO DO CRUZEIRO NARRANDO O erro dos caras ainda queimava na minha cabeça como uma afronta pessoal. Porque subir um morro sem objetivo já era burrice. Agora subir, trocar tiro, voltar sem a garota e ainda me deixar com mais problema do que solução? Isso era incompetência. Passei a mão devagar pela barba enquanto observava o movimento lá fora da janela da sala, sentindo a irritação crescer outra vez só de lembrar da cara dos dois tentando justificar a merda que fizeram, como se desculpa apagasse prejuízo, como se desculpa resolvesse o fato de que agora o Fúria provavelmente já estava ligado na situação. E isso mudava tudo. Porque até então eu nunca tive problema direto com ele. Cada um no seu lado. Cada um no seu morro. Sem invasão desnecessária. Sem guerra burra.

