Capítulo 31

1144 Words

Capítulo 31 Narradora: Amanda O peso da mochila nas minhas costas parecia ter dobrado desde que saí da faculdade. Subir o morro depois de um dia que começou às seis da manhã, entre o balcão da lanchonete e as aulas teóricas, era um teste de resistência que o meu corpo estava prestes a reprovar. O Vidigal, àquela hora da noite, tinha um som próprio: o eco de algum funk distante, o latido dos cachorros e o zumbido constante das motos subindo e descendo. Mas, quando entrei no Beco da Nove, o silêncio engoliu tudo. O movimento estava estranhamente baixo. As luzes dos postes, sempre precárias, piscavam, criando sombras que dançavam nas paredes de reboco exposto. Parei abruptamente quando vi uma silhueta encostada no escuro. A brasa de um cigarro brilhava como o olho de um predador esperando

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD