CAPÍTULO 35 ISADORA NARRANDO Eu não estava entendendo nada que o fúria estava falando. Quer dizer, eu entendi as palavras, mas não o tom de posse misturado com aquela raiva que parecia que ia explodir a qualquer momento. Eu saí do mar com a Clarinha rindo, sentindo a alma leve pela primeira vez em semanas, e dou de cara com aquele homem me fuzilando com o olhar, como se eu tivesse cometido um crime. Ele falava de como eu estava, de como eu me portava, com aquela moralidade distorcida de quem manda em um morro inteiro, mas não consegue controlar os próprios impulsos. Eu já estava com a resposta na ponta da língua, pronta para mandar ele ir a merda e levar o controle dele junto, quando a Clarinha me puxou, dizendo que estava com fome. Eu não queria brigar na frente dela. Não queria que

