CAPÍTULO 86 — FÚRIA NARRANDO A porta bateu atrás de mim com força, o som seco ecoando pela casa como se fosse pouco perto do barulho que estava dentro da minha cabeça, porque por mais que eu tentasse transformar aquilo em raiva, em irritação, em qualquer coisa que eu soubesse controlar, o que estava ali não era simples, não era direto, não era do tipo que eu resolvia com ordem ou com violência. Era consequência. E eu odiava consequência. Desci as escadas sem olhar pra trás, porque ficar ali mais um segundo significava encarar o olhar dela de novo, e eu não estava pronto pra isso, não depois da forma como ela falou comigo, não depois da frieza que ela colocou entre a gente como se tivesse levantado um muro alto demais pra eu derrubar na base da força, porque dessa vez não era sobre forç

