CAPÍTULO 56 ISADORA NARRANDO A música pulsava no meu corpo como se fosse parte de mim, cada batida encaixando nos meus movimentos, cada vibração atravessando minha pele enquanto eu dançava sem pensar, sem medir, sem me preocupar com absolutamente nada além daquele momento, porque pela primeira vez em muito tempo eu não estava presa, não estava contida, não estava sendo controlada por ninguém. Eu estava livre. Amanda estava do meu lado, rindo, se jogando no ritmo, e eu acompanhei, deixando meu corpo responder à música com naturalidade, descendo, subindo, girando, sentindo os olhares ao redor sem que eles me travassem, pelo contrário, parecia que aquilo alimentava ainda mais a minha vontade de continuar. Foi quando eu senti. Uma mão firme na minha cintura. O toque não foi invasivo de

