CAPÍTULO 92 — FÚRIA NARRANDO O barulho do pagode não me incomodava. O que incomodava era o que eu estava vendo no meio dele. Porque não era só música, não era só gente, não era só bagunça de sexta-feira no morro, era ela ali no meio, misturada com tudo aquilo, como se nada tivesse acontecido, como se o que ficou entre a gente na noite anterior não tivesse peso nenhum, como se eu fosse só mais um detalhe descartável na vida dela. E isso… Isso não descia. Fiquei parado por alguns segundos, observando de longe, analisando cada movimento, cada reação, cada olhar que ela trocava, porque não era só sobre o cara que tinha chegado nela, não era só sobre o fato de alguém ter se aproximado, era o conjunto inteiro, era a liberdade que ela estava demonstrando, era a forma como ela estava ali sem

